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A Gata Christie


Sábado, 23.09.17

Silêncio

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A propósito do post anterior, mais uma tira do Baby Blues. Quando eles crescem é mais fácil mas é muito necessário, mesmo quando são pequenitos, ter alguns momentos de sossego. 

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por Gata às 09:25

Quinta-feira, 21.09.17

Os livros das férias

Uma das coisas boas de os miúdos estarem a crescer é que as férias já significam, outra vez, ter tempo para ler. Na praia enquanto eles correm e pulam e mergulham no mar, em casa enquanto eles mergulham nos ecrãs. De vez em quando ainda tenho que jogar com as raquetes ou dar uns toques na bola, mas já não é nada de muito exigente. Nas duas semanas em que estive na praia consegui ler estes:

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No ano passado, tinha gostado muito do Índice Médio de Felicidade, de David Machado, por isso estava com grande curiosidade sobre este Debaixo da Pele. Confirma-se. É muito bom. O primeiro capítulo é extraordinário. Mesmo. A história é contada do ponto de vista de uma jovem que foi maltratada pelo namorado. Como é que ela lida com o trauma e com as expectativas dos outros? Como se relaciona com os pais, com os amigos, com o mundo, com as memórias, com as ideias que tinha para o seu futuro? A dor dela é palpável. Tão real. Até que o encontro com uma rapariga, uma criança, sua vizinha, vai interferir na sua vida. No capítulo seguinte, há um salto temporal e vamos encontrar um homem, de meia idade, que se apaixona por uma rapariga misteriosa (que é a criança do primeiro capítulo) e com ela mantém uma relação perturbadora. Mais um salto temporal e colocamo-nos na cabeça de um rapazito que vive com a mãe (a protagonista do primeiro capítulo), num monte, isolados do mundo. Estes dois capítulos não conseguem manter o nível do primeiro mas ainda assim são bastante bons. Encontrar as vozes certas e naturais destas personagens, os seus pensamentos e as suas palavras, não deve ter sido tarefa nada fácil.

Um Crime na Exposição é um reencontro com o nosso amigo e detective Jaime Ramos. Gosto muito desta série, de todo o trabalho de descrição dos espaços, das cidades, dos ambientes. Francisco José Viegas perde-se nos pormenores, nos charutos, nas comidas, nos corpos, nos gestos, e é absolutamente delicioso de ler. Nestes livros, o crime é apenas uma desculpa para conhecermos as personagens, para falar das suas relações e dos seus desejos, para viajar para outros locais, para acompanharmos o envelhecimento do detective que parece viver fora deste tempo.

O livro de Alexandra Lucas Colho E a noite roda foi uma enorme surpresa. Há muito tempo que não me acontecia devorar assim um livro, de forma tão compulsiva, quase sem conseguir parar. Fiquei completamente apaixonada pela história de amor entre os dois jornalistas, ela, Ana, vinda de Espanha, ele, Léon, da Bélgica, que se encontram em Israel aquando da morte de Yasser Arafat. Mais uma vez, fico presa pela descrição dos locais, com mil pormenores, as cores, os cheiros, as pessoas, os sabores, que quase nos transportam para a Faixa de Gaza ou para Paris ou para a região da Mancha, seguindo os passos de Dom Quixote. É Ana que nos conta a história, mas vamos acompanhando as trocas de mensagens entre eles, o desejo que cresce, os encontros e desencontros, a desilusão. Estava a ler este livro quando aconteceu aquela espécie de polémica com a canção em que Chico Buarque canta: “Quando teu coração suplicar/ Ou quando teu capricho exigir/ Largo mulher e filhos e de joelhos vou te seguir". E eu só pensava como a Ana iria gostar de Chico ou como Chico iria gostar da Ana e como se calhar é por isso que eu gosto de ambos, de Chico e deste livro, onde o amor surge em locais proibidos e sem se submeter à vontade. E mesmo sabendo praticamente desde a primeira página como a história iria terminar era impossível não estar a torcer por eles, numa angústia crescente.

A Menina Sem Estrela é um livro de crónicas de Nelson Rodrigues publicadas em 1967 e que são também as suas memórias. O estilo de escrita não é propriamente fácil nem sequer muito bonito mas, neste caso, para mim, o mais importante era ficar a conhecer melhor este homem. Já tinha lido há uns anos O Anjo Pornográfico, a biografia de Nelson Rodrigues pelo grande Ruy Castro que agora, finalmente, foi editada em Portugal (eu li a edição brasileira comprada em 2001 numa livraria do shopping de Florianopolis, durante a lua-de-mel), mas interessava-me perceber Nelson por Nelson e a sua vida povoada por tragédias. É uma visão obviamente parcial e muito emotiva mas é isso mesmo que dá um gosto especial a estes textos.

(nos entretantos, deixei dois livros a meio. odeio deixar livros a meio, sobretudo quando são de autores de que eu gosto ou com quem simpatizo. talvez não tenha sido o momento certo para nos encontrarmos. os livros têm os seus momentos para serem lidos. talvez um dia destes. nem vou dizer os nomes que é para não azarar.)

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por Gata às 22:33

Quarta-feira, 20.09.17

De costas

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Não gosto muito de aparecer mas assim de costas não me importo e até me divirto. Fotografada pelo Nuno na Praia das Maçãs (o trabalho completo foi publicado AQUI) e pela Ágata em Ponta Delgada (vejam as lindas fotos delas AQUI).

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por Gata às 10:24

Domingo, 17.09.17

"É tão bom, uma amizade assim"

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25 anos, mais coisa, menos coisa. Já temos mais anos juntas do que separadas. E é como diz o Sérgio Godinho: "Ai, faz tão bem, saber com quem contar".

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por Gata às 16:51

Sexta-feira, 15.09.17

Abrir mais portas

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Lista dos filmes que os miúdos viram em duas semanas de praia (e eu também, quase todos ou pelo menos bocados):

- Um polícia no jardim-escola (1990), de Ivan Reitman, com Arnold Shwarzenegger

- Alta Golpada (2011), de Brett Ratner, com Ben Stiller

- Mestres da Ilusão (2013), de Louis Leterrier, com Mark Rufallo e Jesse Eisenberg

- Jack Reacher: Nunca voltes atrás (2016), de Edward Zwick, com Tom Cruise

- USS Indianapolis: Homens de coragem (2016), de Mario Van Peebles, com Nicolas Cage (na foto em cima)

- Assassin's Creed (2016), de Justin Kurzel, com Michael Fassbender

- Porquê ele? (2016), de John Hamburg, com James Franco

- Power Rangers (2017), de Dean Israelite.

- Rei Artur: A Lenda da Espada (2017), de Guy Ritchie, com Jude Law

- A Grande Muralha (2017), de Yimou Zhang, com Matt Damon

Os três primeiros já tinham sido vistos (são DVD que estão no Algarve, assim como o Avatar que não vimos desta vez mas que nos últimos anos já foi visto uma meia dúzia de vezes). Os outros filmes levei-os eu, em versão pirata.

Olhando para esta lista até eu me surpreendo: é isto que dou aos meus filhos para eles verem?

Mas deixem-me explicar-vos. Há um ano, mais coisa menos coisa, reparei que o António, na altura com 12 anos, não via filmes. Via os desenhos animados e as séries tontas do nickelodeon, com o irmão, e daí tinha passado diretamente para os youtubers parvos. E fiquei preocupada. Quando eu era desta idade só tínhamos dois canais de televisão e não tínhamos hipótese: víamos o que estava a dar, incluindo muitos filmes, dos westerns aos musicais, passando pelas comédias, os filmes românticos, os policiais. Às vezes nem gostávamos muito, mas acabávamos por vê-los, por falta de opção. Os miúdos hoje têm muitas opções, muitos canais de televisão e ainda o telemóvel e o tablet e, por isso, só vêem o que querem ver, o que já conhecem, o que os cativa nos primeiros cinco minutos. Decidi, então, que me cabia a mim incentivá-lo a ver filmes. Claro que a diferença de idades entre eles é um problema e há um ano o Pedro ainda tinha alguma dificuldade em acompanhar as legendas. Além disso, como não queria que o momento se tornasse uma obrigação mas fosse, antes, um divertimento em família, começámos por coisas simples (os "regresso ao futuro", "a jóia do nilo", os "goonies", esse tipo de coisas), acompanhadas de pipocas nas noites de sexta-feira. A evolução neste ano foi enorme. O António já não resmunga (muito) quando o mando desligar o telefone para ver um filme e já confia mais nas minhas escolhas. O Pedro já lê legendas na perfeição (fomos ver o Gru na versão original) e até já vai ao cinema ver "filmes de crescidos".

De crescidos, isto é, filmes de aventuras e de acção. Não será exactamente a nouvelle vague mas será certamente melhor do que os thundermans e afins. Mas é um caminho que está a ser feito e não é preciso ter pressa nem saltar etapas. Acredito que havemos de lá chegar.

Por exemplo. Ao contrário do que acontecia há um ano, neste momento o António já consegue ver filmes que não sejam só de acção. Já aguenta bem uma comédia (como o Porquê ele?, que ele viu sentindo-se muito crescido) ou filmes que nos fazem pensar um bocadinho (comoveu-se a ver o USS Indianapolis, tal como se tinha comovido a ver o Capitão Fantástico há uns tempos, e ambos deram grandes conversas aqui em casa). E o caminho do Pedro também tem sido muito engraçado: ele quer ver tudo o que o irmão vê e fica muito atento, mesmo quando admite que não está a perceber nada. Às vezes, até me preocupo um pouco por ele ter 9 anos e estar a ver filmes que são para 12 ou 14 anos. O que mostra bem como isto de educar os filhos é tão complicado e como, apesar dos nossos esforços, nunca conseguimos educar duas crianças exactamente da mesma maneira.

Eu sei que isto parece uma coisa de nada e sei também que há de haver por aí miúdos muito mais à frente do que os meus. Mas é como vos digo. É um caminho. E cada pessoa tem de fazer o seu. Eu limito-me a abrir-lhes portas (sempre). São portas pequenas, sim, mas que, espero, conduzam a salas grandes, com outras portas e outros caminhos possíveis. 

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por Gata às 15:19

Quinta-feira, 14.09.17

Então e essas férias?

Tenho uma vaga memória de que foram boas. Depois de oito dias seguidos a trabalhar, incluindo o fim-de-semana e um piquete nocturno, com menos um dente do siso na boca e ainda a tentar organizar-me com os novos horários e as novas rotinas, ao nono dia tenho finalmente uma folga em que prevejo passar um belo tempo no supermercado a aproveitar os 15% de desconto em cartão, levar o António a uma consulta à hora do almoço e terminar o dia com a reunião de pais na escola do Pedro. E ainda tenho uma entrevista para transcrever e transformar em 4300 caracteres de texto até amanhã. Ai, setembro, setembro, se não fosse sempre assim nem teria graça, pois não?

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As férias foram bem boas, só para que fique registado. Foi a vez em que passámos mais tempo os três sozinhos e mais tempo no mesmo sítio. Sem stresses. Eles crescem e estão felizes. O resto, como diria o outro, é "peaners".

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por Gata às 10:02

Segunda-feira, 11.09.17

Alô, senhor ministro da educação?

Uma pessoa começa o ano lectivo com a melhor das boas vontades. Nestes primeiros dias somos só sorrisos e abraços. Aqui está um ano novo pronto a usar, completamente em branco, que pode mesmo vir a ser fantástico. É desta que nos vamos organizar, acordar com o primeiro toque do despertador, fazer a comida de véspera e só coisas saudáveis, ter calma e não gritar com os putos. É desta que eles vão estudar todos os dias e trabalhar como deve ser, vão portar-se bem nas aulas e estar com atenção, prometemos, mãe. Uma pessoa começa a tentar organizar os dias em função dos horários, mesmo que sejam horários maus, ora vamos lá ver, os treinos, a bateria, será que conseguimos encaixar a piscina?, fazemos aqui um esforço suplementar na terça-feira, o que dizem?, isto vai exigir um bocadinho mais de organização da vossa parte, conseguimos? conseguimos, somos determinados e estamos optimistas, vai correr tudo bem. Eis se não quando... espera lá, não era este governo da geringonça que tinha prometido diminuir o número de alunos das turmas? (este artigo tem bastante informação sobre este assunto) Então o que é isto?

32. 

Trinta e dois. 

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32 miúdos de 13 anos encafuados numa sala. Tem tudo para correr bem, não tem?

Nem sei se isto será legal.

E ainda é só o começo. 

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por Gata às 22:23

Domingo, 10.09.17

Só para concluir (ou talvez não)

1. Não, não tenho nada contra raparigas que se vestem de princesas. Não acho que se deva proibir os rapazes de brincar com carrinhos. Não me parece mal que as meninas tenham bonecos. Não quero obrigar os meninos as vestirem saias. Não temos que andar todos vestidos de amarelo e só brincar com legos.

O que eu defendo é exactamente o oposto, percebem? Que não haja proibições, nem obrigações, nem letreiros que digam para menino e para menina, nem secções todas de azul e outras todas de cor-de-rosa, nem gente a dizer "isso não é para ti". O que eu defendo é a liberdade para cada criança (e depois cada jovem e cada adulto) poder escolher o que quer para si, sem se preocupar com os rótulos. Terminar com essa divisão que é completamente artificial de que há coisas para rapazes e coisas para raparigas, coisas para homens e coisas para mulheres. Não há. Não são as coisas que têm género, são as pessoas. Há coisas para pessoas e as pessoas são todas diferentes por isso vamos deixá-las escolher o que querem. E até podem querer coisas diferentes em momentos diferentes, por isso em vez de compartimentar vamos dar-lhes diversidade e permitir-lhes experimentar de tudo. 

Só para defender esta liberdade individual já valeria a pena debater este assunto. Mas há mais.

2. Esta divisão, aparentemente inócua, entre meninas e meninos, entre o cor-de-rosa e o azul, entre as bonecas e os carrinhos, entre as princesas e os heróis de acção, é uma das faces de uma educação baseada em estereótipos de género. Estamos a dizer-lhes: as meninas são delicadas, cuidam da casa e dos bebés, preocupam-se com vestidos e sapatos, os rapazes são fortes, aventureiros, ganham dinheiro e fazem o mundo girar. Na prática, nós sabemos, é cada vez menos assim. Felizmente, as últimas décadas têm sido de grandes mudanças. Para as raparigas que estão a ganhar cada vez mais mundo e mais liberdade. Para os homens que descobriram que ser pai é mais do que trazer um ordenado ao final do mês. Mas tem sido uma luta, uma luta árdua. E que ainda não acabou. Há um longo caminho por andar - as diferenças salariais e as estatísticas da representatividade em lugares de topo são o lado visível de uma discriminação que ainda se sente, e muito, na nossa sociedade. Há mais estatísticas por aí - do tempo que homens e mulheres ocupam com tarefas domésticas, das licenças de parentalidade, dos homens e mulheres que optam por trabalhar em casa para dar assistência à família, da quantidade de homens e mulheres em determinadas profissões. E depois há tudo o resto (toda a pressão social, as expectativas familiares, os comentários maldosos que se ouvem na rua, os títulos do jornais, aquela sensação de inadequação porque não correspondemos às expectativas, tudo isso) que escapa à estatística. O preço a pagar por esta igualdade-que-ainda-não-o-é ainda é muito alto, para mulheres e para homens. Sim, ainda há muito por fazer. Além de que o país não é só Lisboa, tal como o mundo não é só a Europa e a América.

E podemos começar por coisas tão simples como esta: não dizer a um rapaz que não pode pintar as unhas porque isso é coisa de meninas (o que é que isto tem a ver com aquilo? tudo).

 

 

Muito foi dito e escrito sobre este assunto nos últimos tempos, fiquei na dúvida se valeria a pena vir aqui dizer, mais uma vez, aquilo que penso. Mas, sabem, de cada vez que ouço alguém a dizer "tu também brincaste com bonecas e agora és uma mulher determinada e com cabeça" sinto que essa pessoa nem sequer se deu ao trabalho de tentar perceber o que estamos a dizer. E isso, ao mesmo tempo que me entristece e quase me leva a desistir, obriga-me a voltar ao assunto. As vezes que forem necessárias.

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por Gata às 15:28

Terça-feira, 05.09.17

Sou como sou

Isto é tão bonito que até me emocionei na primeira vez que vi este vídeo:

 Je suis comme je suis
Je suis faite comme ça
Quand j’ai envie de rire
Oui je ris aux éclats
J’aime celui qui m’aime
Est-ce ma faute à moi
Si ce n’est pas le même
Que j’aime chaque fois
Je suis comme je suis
Je suis faite comme ça
Que voulez-vous de plus
Que voulez-vous de moi

Je suis faite pour plaire
Et n’y puis rien changer
Mes talons sont trop hauts
Ma taille trop cambrée
Mes seins beaucoup trop durs
Et mes yeux trop cernés
Et puis après
Qu’est-ce que ça peut vous faire
Je suis comme je suis
Je plais à qui je plais

Qu’est-ce que ça peut vous faire
Ce qui m’est arrivé
Oui j’ai aimé quelqu’un
Oui quelqu’un m’a aimée
Comme les enfants qui s’aiment
Simplement savent aimer
Aimer aimer…
Pourquoi me questionner
Je suis là pour vous plaire
Et n’y puis rien changer.

O filme foi realizado por Marion Auvin em 2014. O poema de Jacques Prévert (1900-1977) é uma ode à liberdade. Pode ter interpretações mais ou menos sexuais, para mim é apenas isto: não estar dependente da aprovação dos outros para viver a nossa vida. Estou sempre a voltar a isto. A lutar pela liberdade de sermos o que queremos ser, sem temer o juízo dos outros. É impossível, eu sei. Mas é mais uma luta a juntar a outras lutas pessoais e quotidianas. E é mesmo isto que me apetece dizer-vos neste momento em que nos preparamos para mais um

bom ano novo.

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por Gata às 09:58

Segunda-feira, 04.09.17

Devagar

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(acabei de ligar o computador, depois de mais de duas semanas off. já há roupa no estendal. os putos estão a matar saudades da playstation. temos uma lista de compras gigante. hoje já haverá treino de futebol. as férias estão a acabar. mas devagar, ok?)

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por Gata às 10:45



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