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A Gata Christie



Terça-feira, 28.03.17

Isto anda tudo ligado

Às vezes faço uns comentários ou escrevo uns posts no facebook a chamar a atenção para títulos ou ângulos de notícias que alimentam os estereotipos de género e a discriminação. Parecem coisas sem importância mas faço questão de as denunciar porque me parece que revelam muito sobre a mentalidade que está instalada em nós, de tal forma que muitas vezes nem nos apercebemos como estamos a ser preconceituosos ou discriminatórios. Por exemplo, quando fazemos artigos em que ouvimos especialistas e são todos homens (vejam aqui uma bela selecção). Ou artigos em que as mulheres são assunto devido ao seu corpo ou ao modo como se vestem (este foi um dos que me irritou recentemente, mas experimentem fazer uma pesquisa no site de um jornal qualquer com a palavra "ousada" e terão uma ideia do que estou a falar). Ou quando tratamos uma mulher com aquele tom condescendente (como por exemplo aqui) ou como se fosse uma aventureira por fazer ou querer fazer as "coisas dos homens" (whatever that means). Ou outras coisas assim.

Pergunto-me sempre se alguém parou para pensar naquilo que escreveu ou naquela foto que escolheu ou naquele título que até está na primeira página. Porque o que falta é só isso. Parar e pensar um pouco. Para que o pré-conceito apareça como evidência (e, em certa medida, muito disto que eu estou a falar deve-se à cada vez maior falta de discussão de ideias e de verdadeira edição nos jornais que fazemos, mas isso é outro assunto, de que talvez fale um dia).

Imagino que alguns achem que estou a dar demasiada importância a estas coisas. Minudências, dizem-me. Que não é por escolhermos uma fotografia da Scarlett Johansson para a primeira página apenas porque ela é gira e tem aquela voz que vem daí grande mal ao mundo. Mas eu acho que faz muito mal. Na verdade sinto que ainda não damos atenção suficiente a estas coisas pequenas mas muito reveladoras. Temos um longo caminho por percorrer. E, o que é pior, para além da discriminação escondida ou inconsciente ainda temos que lidar com a discriminação às claras.

Duas provas disto que estou a dizer:

Ontem, li este artigo, que é sobre a princesa Diana e o príncipe Carlos mas é também sobre aquela estranheza que quase todos já sentimos quando, num casal, um homem é mais baixo do que a mulher, e que não tem qualquer razão de ser a não ser o preconceito. Mesmo. Só temos que tomar consciência disso. Esta tarefa de combatermos os nosso próprios preconceitos é a primeira batalha que temos de travar.

E veja-se o que aconteceu hoje, na capa do Daily Mail. Mais um dia normal num tabloide, afinal, os tabloides (e as revistas sociais) são verdadeiros antros de estereotipização do género, de forma completamente consciente e assumida:

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Só para terminar com uns sinais de esperança. Esta BD reflete muito bem aquilo que penso sobre a educação dos rapazes. Este vídeo, embora com um foco diferente, também é muito inspirador:

Pode parecer que não, que as pernas das inglesas na capa do jornal não têm nada a ver com a cultura machista nas relações amorosas, mas se olharmos com atenção isto está mesmo tudo ligado. 

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por Gata às 21:48

Segunda-feira, 27.03.17

Hoje é dia do teatro

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Há dias bons, como são aqueles em que posso conversar com e depois escrever sobre pessoas de que gosto bastante. Foi o que aconteceu com este artigo que foi publicado no sábado. A fotografia do João Brites é do Gonçalo Villaverde/Global Imagens e fica como memória de uma manhã bem passada na quinta de O Bando e de um bacalhau à brás dos melhores que já tive oportunidade de provar.

Hoje é dia do teatro e, apesar de ser segunda-feira, há teatro bom para ver por aí. Aproveitem.

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por Gata às 09:23

Quinta-feira, 23.03.17

A caminho

They're heading west. Música que nos faz bem. Ouçam mais aqui.

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por Gata às 23:05

Sexta-feira, 17.03.17

Amanhã apetecia-me acordar aqui

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Nos dias em que tudo está mais caótico, quando há miúdos doentes, noites mal-dormidas, testes para os quais é preciso estudar, preocupações várias na cabeça, entrevistas que se acumulam no gravador, as hormonas um pouco descontroladas, nos dias em que tudo isto se conjuga e não tenho tempo nem cabeça para coisa nenhuma para além de empurrar os dias com a barriga na esperança que venham outros melhores, nesses dias gosto de me sentar ao computador a sonhar com as férias que não vou ter. Sou pessoa fácil de contentar. Claro que não dizia que não a uma viagem a Bora Bora mas já ficava feliz (muito feliz) com uma escapadinha na costa alentejana. Uma viagem de carro, de preferência sem ser eu a conduzir e sem ter que ouvir a RFM, um terraço com vista para o mar, sol, silêncio, boa comida, boa bebida, um livro, sem fazer contas, sem preocupações de quaisquer tipo, nem com as crianças, nem com o trabalho, nem com o mundo. Era isto. 

A foto é daqui.  

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por Gata às 10:18

Segunda-feira, 06.03.17

Disto de ser mãe sozinha ou não tão sozinha assim

Aconselharam-me o filme Mulheres do Século XX, de Mike Mills, com a Anette Benning a fazer de mãe solteira de um rapaz de 15 anos, sem saber muito bem como é que se educa um homem bom. Está bom de ver porque é que toda a gente achou que o filme tinha a ver comigo. E tem. É engraçado porque as questões que ela se coloca eu também as coloco, de tempos a tempos. Será que é necessário um homem para educar um rapaz? Será que eu vou conseguir fazê-lo sozinha? Será que vou conseguir entender as suas necessidades e as suas angústias masculinas? Ou, para sermos mais práticos, como raio é que o vou ensinar a fazer a barba? Enfim, esse tipo de coisas. Mas a mim parece-me que o filme vai muito além disto. É sobre todas as mães e todos os filhos e sobre aquele momento em que os filhos nos fogem das mãos e começam a ter uma vida só sua, e que, por melhores mães que sejamos, não nos inclui. Há um momento em que ela diz que tem inveja das amigas do filho, porque elas têm oportunidade de vê-lo como ele realmente é, como ele se comporta quando não está com a mãe. Acho que todos sentimos um bocadinho isso e vai-se adensando à medida que eles crescem.

O filme é de facto muito engraçado e tocante. Além da Annete Benning, naquela mãe cheia de dúvidas mas sempre com uma tranquilidade desarmante (quem me dera), a Elle Fanning e a Greta Gerwig também estão muito, muito bem. O puto é muito giro. E, depois, passa-se no final dos anos 70 e há aquele ambiente todo do pós-mundo-hippie, pós-guerra do vietname, da guerra fria e do punk. As músicas e as imagens da época completam o retrato. A voz que se ouve no trailer é do presidente Jimmy Carter no seu discurso da "crise de confiança", em 1979. E tem tudo a ver.

Mas, por algum motivo, não consegui identificar-me tanto com aquela mãe como estava à espera. Talvez porque eu tenha dois filhos e ela só um, talvez porque os meus sejam ainda muito novos. Ou talvez porque senti ali falta da vida como ela é. Claro que temos dúvidas e que andamos sempre a tentar fazer o melhor para eles e educá-los para que sejam homens bons, mas isso acontece com todos os pais, sozinhos ou acompanhados. O mais complicado nisto de ser mãe sozinha, digo eu, é, acima de tudo, a logística. O facto de uma pessoa ter de trabalhar oito horas por dia, de os putos terem de ir para a escola, de ser preciso ir às compras e cozinhar e limpar a casa e lavar a roupa e fazer o irs e ajudar nos trabalhos de casa e ir ao médico e tratar das merdinhas todas. Na vida-que-não-é-dos-filmes uma pessoa fica tão assoberbada com isto tudo que, admitamos, não resta muito tempo para questionamentos metafísicos. Ou quando temos esse tipo de pensamentos não nos resta outra alternativa a não ser dizermos a nós próprias: estou a fazer o melhor que posso. Caso contrário corremos o risco de nos sentirmos umas falhadas e termos um esgotamente nervoso.

Numa coisa, no entanto, aquela mãe tem razão. É muito mais fácil quando se tem ajuda. Veja-se o que aconteceu connosco no fim-de-semana passado. Eu tinha que trabalhar e tinha horários esquisitos e tudo se avizinhava bastante complicado. E, afinal, tudo se resolveu. Ter amigos é, de facto, uma das coisas mais preciosas do mundo. Eu tenho a sorte de ter pessoas mesmo especiais à minha volta, cada uma de sua maneira. Amigos que acolhem os meus filhos em sua casa e lhes dão colinho bom. Amigos que me ajudam na logística do leva e traz e com quem ainda posso ficar um bom bocado a conversar e a comer sushi ou pizza. Amigos com quem posso contar.

E, ainda por cima, como bónus, acho que os meus filhos só ficam a ganhar com o facto de estas pessoas (estas e outras pessoas) estarem nas suas vidas. É mesmo um daqueles casos em que uma falha se transforma num benefício.

Como forma de dizer obrigado, este é o Randy Newman a cantar You've got a friend in me, a música que ficou conhecida no filme Toy Story. (a minha primeira ideia era pôr aqui aquele vídeo fofinho da "Claire and dad" a cantarem isto mas, entretanto, percebi que a Claire está a ser transformada pelos pais numa daquelas estrelas infantis ao estilo da Shirley Temple e achei que não tinha nada a ver com o que eu queria dizer neste post, antes pelo contrário)

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por Gata às 14:52

Segunda-feira, 06.03.17

Filosofia ao jantar

Um dia, encontrando-me em Campo de Ourique, aproveitei para ir à Baobá que é uma pequena livraria, que vale muito a pena visitar, só com livros para crianças e jovens. Mas dos bons. Demorei-me ali um bocado a folhear livros, com vontade de trazer duas dúzias, mas como os livros são um bocadinho caros só me permiti trazer um. Fiquei sobretudo interessada numa coleção chamada Filosofia para Crianças, que é editada pela Dinalivro, com textos de Oscar Brenifier e ilustrações de diferentes autores. Existem vários volumes: o que é a felicidade?, o que é a liberdade?, o que é viver em sociedade?, o que são o bem e o mal?, o que é o conhecimento?, o que são os sentimentos...

Os livros são o resultado de um projeto de ensino da filosofia na escola primária realizado na cidade de Nanterre, em França. "As crianças fazem perguntas, todo o género de perguntas, e normalmente são perguntas importantes. O que fazer a essas perguntas? É necessário que os pais lhes dêem respostas?", escreve o autor logo nas primeiras páginas. "Não se trata aqui de pôr de parte a resposta dos pais: ela pode ajudar a criança a formar-se. Mas convém igualmente ensinar a criança a pensar e a julgar por si mesma, para poder adquirir a sua própria autonomia e tornar-se responsável."

Trouxe comigo O que é a vida?, que me pareceu o mais abrangente, para começar, para poder levantar questões muito diversas, desde a felicidade até à ambição. E foi uma experiência muito engraçada pois já há algum tempo que não líamos um livro a três. Eles têm quatro anos de diferença, têm personalidades muito diferentes e estão em fases muito distintas do crescimento. Mas, também por isso, acho que foi bom. Lemos um capítulo por dia, ao jantar (mesmo durante o jantar). O livro coloca imensas questões que se transformam em tópicos de conversa, uns que lhes interessavam mais, outros menos, uns que davam pano para mangas, outros que provocavam silêncios. O último capítulo, sobre a morte, foi o mais complicado. Algumas perguntas ficaram sem resposta. Não faz mal, avisa Oscar Brenifier. O mais importante é pensarmos nas coisas e, já agora, falarmos sobre elas. 

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por Gata às 09:33

Sexta-feira, 03.03.17

Revoltemo-nos

"A revolta é o grande remédio para a depressão. Começamos a melhorar quando nos começamos a revoltar."

Esta entrevista ao psicanalista António Coimbra Matos é muito boa. 

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por Gata às 13:17

Quarta-feira, 01.03.17

Moonlight e os outros Óscares

Moonlight, de Barry Jenkins, que ganhou o Óscar de Melhor Filme, é um belíssimo filme sobre o azar de morar no bairro errado da vida, sobre os putos estúpidos do liceu, sobre bullying e sobre os efeitos da droga na vida das pessoas. Impressionou-me pela beleza (a cena em que o miúdo aprende a nadar é linda, linda) e pela serenidade com que conta uma história tão dura: a de Chiron, um miúdo que cresce num bairro social de Miami, rodeado de droga, vítima da intolerância e da violência dos colegas, à procura de si mesmo e a desobrir-se homossexual. É a história de um miúdo que se sente diferente e que aprende desde muito cedo que é melhor ficar calado para se manter longe de confusões (e mesmo assim...) e que não pode confiar em ninguém. Mas é também uma história de amor. 

O argumentista Tarell Alvin McCraney partiu da sua própria experiência para escrever esta história (embora, ao contrário do protagonista, ele não se tenha tornado dealer). Os três atores que interpretam o papel de Chiron nas várias fases da sua vida são óptimos, todos. A contenção, os silêncios, aqueles olhares. É, de facto, um filme que me tocou sem nunca recorrer ao sentimentalismo fácil. 

Gostei que Moonlight tivesse ganho o Óscar porque era o meu favorito, embora ache que teria ficado igualmente bem entregue se fosse para Manchester by the Sea ou La La Land. Este era o meu pódio. São filmes muito diferentes mas cada um deles, à sua maneira, é um bom filme  - e é possível gostar-se de Moonlight e de La La Land, cá estou eu para prová-lo, não embarco nada nesses discursos anti ou pró. Um não exclui o outro, pelo contrário, ainda bem que existem filmes assim, que nos falam de maneira diferente, que nos levam para sítios diferentes.

Manchester By the Sea, de Kenneth Lonnergan, atravessa-nos com a sua tristeza. O filme acaba e continuamos a sentir aquele peso da culpa sobre nós. Tal e qual como o protagonista, Lee Chandler (o ator oscarizado Casey Affleck), que fica paralisado pela culpa, incapaz de se relacionar emocionalmente com outras pessoas, com raiva de si mesmo e com medo de voltar a falhar e a magoar os outros. É um daqueles murros no estômago em forma de cinema de que gosto tanto.

De La La Land, de Damien Chazelle, gostei logo desde a primeira e fabulosa cena do engarrafamento de trânsito (filmada sem cortes, de maneira incrível). Está ali logo tudo explicado que é para a malta não ficar à espera de realismo nenhum. E gostei de tudo. Das roupas coloridas, de se ouvir o Take On Me, do poster da Ingrid Bergman no quarto de Mia, das discussões sobre jazz, do sapateado, das mil e uma referências aos musicais que vimos nas sessões de cinema na televisão aos domingos à tarde. Da fantasia, que tanta falta nos faz. Daquele momento mágico em que as mãos se tocam no cinema (quem nunca sentiu aquele arrepio na barriga num momento assim?). Da viagem pela história do cinema com uma só canção. E de os finais poderem ser felizes mesmo quando não são "finais à filme". É um filme que só na aparência é feliz e despreocupado (não sou grande fã da Emma Stone, mas ela até está bem).

Logo a seguir nas minhas preferências vinha Hell or High Water, de David Mackenzie, um filme de que se falou pouco ultimamente mas de que gostei mesmo muito. Foi uma completa surpresa. Um mergulho no faróeste, onde os cowboys do século XXI usam as armas à cintura, tal e qual como nos westerns, e não hesitam em sacá-las, onde há poços de petróleo e rangers à antiga (grande, grande Jeff Bridges), dinners deprimentes e bancos (usurários, odiados) que estão ali mesmo, no meio de nenhures, a pedirem para serem assaltados. A terra onde (sabemo-lo desde novembro) nem sempre os bons ganham: isto é a América. profunda. pobre. de gatilho rápido. Ao som de Nick Cave.

Noutro campeonato, claramente abaixo, gostei muito do Lion, de Garth Davis, e chorei que nem uma madalena arrependida com a história do miúdo que se perde da família na Índia dos anos 80 e acaba por ser entregue para adopção a uma família australiana (e achei o Dev Patel óptimo, em vários sentidos). Vedações, de Denzel Washington, baseia-se na excelente peça de teatro de August Wilson e tem interpretações extraordinárias de Denzel Washington e Viola Davis (qual atriz secundária, qual quê, para mim era Óscar de Melhor Atriz e pronto). É um filme de pessoas e palavras, como ela disse. Bom, sem dúvida, mas, ainda assim, é uma peça de teatro filmada. E, tal como Elementos Secretos, não achei que fosse material para Óscar. Este, sobre três mulheres negras que trabalharam na NASA em 1961, numa América segregacionista, é baseado em histórias reais e fala de assuntos muito sérios (e tão actuais) como o racismo ou a discriminação das mulheres, mas, sinceramente, não me pareceu mais do que um filmezinho simpático.

Com O Herói de Hacksaw Ridge, de Mel Gibson, tive uma relação complicada. Gostei da história (também real) do soldado Doss, objetor de consciência, que foi para a Segunda Guerra Mundial recusando-se a pegar numa arma. Mas há qualquer coisa de pornográfico no modo como Gibson filma as batalhas, com sangue a espirrar e estropiados por todo o lado, e uma musiquinha épica sempre como pano de fundo. Para mim foi too much, mesmo reconhecendo que o filme tem qualidades. E, por último, O Primeiro Encontro, de Dennis Villeneuve, que, definitivamente, não é o meu pedaço de bolo. De uma maneira geral não gosto de ficção científica nem de filmes com seres sobrenaturais e este Arrival não me fez mudar de opinião. Vi-o há pouco mais de duas semanas e, agora que penso nisso, não ficou cá nada.

E, pronto, foi isto que eu andei a fazer no último mês. Este ano, pela primeira vez, consegui ver todos os nomeados para Melhor Filme e ainda mais uns nomeados noutras categorias. Nada mau. Nada mau mesmo. Para quem não tem tempo nenhum para ir ao cinema (ou para o que quer que seja) foi uma autêntica proeza. Foi isso, em grande parte, que me impediu de vir aqui escrever mais frequentemente, mas não se pode ter tudo, já se sabe. Sobretudo, foi pena não ter conseguido escrever antes da entrega dos prémios, como era minha intenção. Talvez para o ano. Agora que me habituei a isto até me posso tornar uma maluquinha dos Óscares. 

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por Gata às 21:40



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