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A Gata Christie


Quinta-feira, 11.09.14

O cante (e as saudades de uma açorda)

'Alentejo, Alentejo', de Sérgio Tréfaut, é um documentário sobre o cante tanto quanto é um filme sobre o Alentejo - o Alentejo de ontem e de hoje, o Alentejo dos meus avós, o meu Alentejo. Estamos todos ali, no pão migado para as açordas. Com alho, coentros, poejo, bacalhau. Nas linguiças e nos copos de tinto. Nas tabernas onde se canta. Naquela paisagem. Naquele sotaque. Estamos todos, os alentejanos, ali, naquelas modas que parecem tão simples de cantar mas não são.

(este não é o trailer do filme mas foi o único vídeo que encontrei e, apesar de as imagens serem diferentes, a ideia principal está lá)
'Alentejo, Alentejo' estreia na próxima semana. Até lá, podem ler a opinião menos parcial de uma não-alentejana. Ou procurar ouvir algum dos grupos que por estes dias cantam em Lisboa.

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por Gata às 23:35

Domingo, 24.08.14

Dias bons

 


 


Os amigos. Um sítio onde nos sentimos em casa. A paisagem do Alentejo. Os putos felizes com a piscina, os cães, as bicicletas, o sol, os pés descalços na terra, as plantas para regar, as ovelhas que passam. Os amigos dos amigos. Comer e beber. Conversar. Muitas gargalhadas. Um livro. Uma selfie para a despedida. Três dias sem birras nem gritos. Férias.

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por Gata às 17:53

Terça-feira, 19.08.14

No dia mundial da fotografia


Uma prenda do meu fotógrafo preferido e um serão a organizar uma parte das fotografias do último ano em álbuns. Pequenos prazeres.

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por Gata às 20:54

Sexta-feira, 23.05.14

Entre pedras e pedrinhas

Foi tão bom. Pela música, pelos amigos, pelos miúdos, ensonados mas ainda assim fascinados com os dourados do teatro e com aqueles instrumentos todos, o acordeão, a harpa, os violinos, a sanfona, e os coros e os cantares alentejanos que são tão lindos. E no final, onze da noite, já na rua, no largo de são carlos, ainda houve mais vozes e aqueles homens juntinhos a abanarem-se lentamente de um lado para o outro.

 
Fotos do espetáculo, ontem à noite, da Ronda dos Quatro Caminhos, retiradas do Facebook do Teatro Nacional de São Carlos

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por Gata às 10:10

Segunda-feira, 27.01.14

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (2)

No quintal, as escadas.

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por Gata às 11:35

Quarta-feira, 27.06.12

Longas são as noites

Nas noites de verão, adormecia com a janela aberta, a perna por cima do lençol, um bafo quente lá fora. Acordava por volta das quatro e tal, cinco horas, para fechar a janela e puxar a manta. Era tão boa aquela sensação de me tapar até ao pescoço e voltar a adormecer quentinha.

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por Gata às 01:22

Sexta-feira, 12.08.11

A falta que nos faz um quintal


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por Gata às 10:40

Quinta-feira, 05.05.11

Alentejanês (actualizando ainda)

Ontem, enquanto vinha no comboio, lembrei-me de uma expressão que define exactamente aquilo que eu faço todos os dias: lá vou eu "de escalho tapado" para algum lugar. Que é como quem diz que vou à pressa. Que não páro no armeiro.

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por Gata às 10:21

Quinta-feira, 06.01.11

Lisboa. Primeira parte: infância

Vínhamos a Lisboa para vir ao médico. Ao oftalmologista, ao otorrino, ao oncologista. Era isso e comprar botas ortopédicas na rua da Madalena. Eu odiava as botas ortopédicas de sola dura que me pesavam nos pés e faziam escorregar no recreio da escola. Não se pode gostar de uma cidade que nos faz perder à apanhada com os rapazes, pensava. Levantávamo-nos cedo porque as autoestradas não eram como hoje e eu dormia a maior parte do caminho, acordando quando se avistava o Cristo Rei e a ponte 25 de Abril, o Tejo imenso e a cidade ao fundo, era a maior cidade que eu conhecia e gostava de a ver cá de cima, só telhados e varandas, roupa estendida, casas antigas. Muitas casas. Descíamos a António Augusto Aguiar e entrávamos na confusão. Tantos carros, buzinas, semáforos, o ruído dos autocarros, um cheiro a tubos de escape e alcatrão. Os cheiros, aliás, eram todos intensos. O cheiro da cera nos corredores de Santa Maria. O cheiro a mofo e a chichi de gato nos prédios onde ficavam os consultórios. O cheiro das castanhas assadas nas ruas (não havia castanhas assadas na minha terra). O cheiro a fritos nos restaurantes onde comíamos um bitoque e comer um bitoque, naquele tempo, para mim, era mais ou menos como hoje os miúdos comerem um happy meal, uma ocasião especial. Depois do almoço estacionávamos o carro no parque dos Restauradores e íamos à Baixa, ver as novidades da Lojas das Meias e da Casa Africana, entrar na Charles, percorrer os corredores labirínticos dos Porfírios, comprar tecidos e linhas para bordar em lojas pequenas de cheiro a naftalina e senhoras com troço na cabeça, andar nas escadas rolantes do Grandella e, no Natal, passar horas a olhar para os bonecos que se mexiam nas montras dos armazéns. Gente aos encontrões no passeios. Os pedintes (na minha terra não havia pedintes). A mão do meu pai, firme, a agarrar a minha. Vem cá, não te afastes, não atravesses, não corras. Lanchar na Suíça ou na Confeitaria Nacional e voltar para casa, fugir do trânsito, dos carros e dos autocarros, das buzinas e daquele cheiro a tubos de escape e alcatrão. Adormecer no carro. Tomar banho. Livrarmo-nos do pó que se entranhara no cabelo e na pele. Não se pode gostar de uma cidade que nos faz macacos pretos no nariz, pensava. Mal eu sabia ainda.

(texto publicado originalmente no Delito de Opinião)

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por Gata às 11:14

Sexta-feira, 06.08.10

Alentejanês (actualizando)

magote - grande quantidade
não páras no armeiro - não páras quieto
ela veio à tua pergunta - ela veio à tua procura
fedelhos - crianças
poças - interjeição de desagrado equivalente a chiça
porra - mais uma interjeição de desagrado, mais pesada do que poças mas muito, muito mais suave do que tudo o resto. A sério, se ouvirem alguém a dizer porra não levem a mal, é banalíssimo, ok?
beiços - lábios
gaita de beiços - harmónica/ realejo


(estou fascinada com isto, confesso)

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por Gata às 08:42



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