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A Gata Christie


Sábado, 28.05.16

Hospital

Num piso demos as boas vindas à Alice, nem três quilos de gente, acabada de chegar a este mundo para felicidade de todos. No piso de baixo dei (demos, embora os miúdos não tivessem entrado no quarto) um beijo apertado a uma amiga que estava muito doente e teve que ser operada. 

De todas as coisas do mundo, abraçar os amigos de vez em quando é uma das melhores que podemos fazer. 

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por Gata às 23:39

Domingo, 22.05.16

Amanhã já é outra vez segunda-feira?

pessoa.jpgIMG_8463.JPG13236045_627397424103779_713660010_n.jpg20160519_124506.jpg20160519_153520.jpg

Como se tivesse sido atropelada por um camião. É como me sinto agora, à beira de mais uma segunda-feira. A semana começou com trabalho e mais trabalho e terminou com uma ida à Casa Fernando Pessoa para moderar uma conversa com os sobrinhos do poeta. Eu não gosto de falar em público, fico uma pilha de nervos e atrapalho-me imenso. Escrever é muito mais confortável. Mas há um ano tinha falado com a Manuela Nogueira e tinha gostado bastante dela. Ainda por cima, este convite veio da Clara, que além de ser minha amiga tem feito um óptimo trabalho à frente da Casa. Por isso, pus os nervos para trás das costas, passei uma tarde a ler coisas sobre o Pessoa para tentar não fazer muito má figura, e lá fui. Conheci o outro sobrinho, Luís Miguel, e ficámos um bocadinho à conversa sobre o tio Fernando e sobre os livros e os objectos que a partir de agora estão expostos ali: uma madeixa de cabelo de quando o pequeno Fernando Pessoa cortou o cabelo pela primeira vez, ainda bebé, e o papel onde ele escreveu a sua última frase, um dia antes de morrer: "I know not what tomorrow will bring". Uma grande frase.

Depois, o fim-de-semana foi a loucura total. O António teve um jogo de futebol. O Pedro teve a sua festa de anos (com quase 30 crianças, uma barafunda enorme e uma alegria enorme também). Além disso, cada um deles ainda tinha de ir a festas de amigos. Sem esquecer os trabalhos de casa e os testes que são muitos na próxima semana. Pelo meio disto tudo, entre brigadeiros e salames, consegui terminar a mantinha em tricot que prometi fazer para o bebé de uma amiga que está quase, quase a nascer. E comecei a ler o novo livro do Francisco José Viegas, que bem pode ser o escritor que vai a mais festivais literários, não quero saber, desde que continue a ter tempo para escrever policiais com o Jaime Ramos e companhia.

E agora estou aqui sentada a comer um potinho de baba de camelo que sobrou da festa e a pensar que ainda devia ir preparar as duas entrevistas que tenho amanhã e, sim, é como se tivesse sido atropelada por um camião, mas, ao mesmo tempo, é tudo tão bom. Queixar-me do quê?

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por Gata às 22:15

Quarta-feira, 04.05.16

Outra vida

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Encontrei estas fotos fora do álbum. Dois rolos a preto e branco de há 13 anos, quando eu ainda tinha uma máquina com rolo e achava que a vida a preto e branco ficava muito mais cool. E ficava. Íamos para praias quase desertas. Podia ser ainda o início da primavera e nem sequer vestia o bíquini. O Occhi, que era o cão de um amigo, assim chamado em homenagem ao surfista Mark Occhilupo, ficava na praia, tal como nós, as miúdas, a olhar para o mar. Com sorte, havia uma esplanada. Ou então não, era o mais provável. Ouvíamos Red Hot Chilli Peppers e comíamos pão com chouriço, embrulhados em casacos, a ver o pôr-do-sol na Praia Pequena. E podia ser assim todos os fins-de-semana. Na foto do meio já era verão e estava grávida de poucas semanas. Pouco depois, o Occhi morreu.

Quantas vidas cabem numa vida?

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por Gata às 09:41

Sexta-feira, 29.04.16

Hoje é sexta-feira

Esta semana fui com o António estudar para o teste de história no Museu do Aljube. E depois contei tudo no Quarto das Brincadeiras. É sempre bom ter uma oportunidade para lhes falar da importância da democracia e da liberdade. O teste é hoje, espero que lhe corra bem (estamos em plena época de testes, isto não tem sido fácil).

Hoje é Dia Mundial da Dança. Esta noite, estreia o Romeu e Julieta, espetáculo de Rui Horta com a Companhia Nacional de Bailado. Não é ballet, ficam já avisados. Mas é mesmo muito bom. 

Hoje é também o dia em que Samuel Úria apresenta o seu novo disco, Carga de Ombro, num concerto no São Luiz. O Samuel Úria é um daqueles músicos de quem é quase impossível não gostar. É inteligente e bom conversador, com a dose certa de referências e de intelectualismo sem arrogância e com algum humor. Além disso, este disco é muito bom. Vejam-no aqui, a cantar um dos temas novos:

Gostava de ir ver o Úria mas prefiro ir terminar o dia com a minha amiga Cecília, que faz hoje 40 anos. Parabéns, minha lindeza.

Hoje é sexta-feira e está sol.

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por Gata às 12:46

Quarta-feira, 13.04.16

Uma imagem, muitas memórias

stickadas.jpgTalvez esta não seja a melhor fotografia, mas é especial para mim (boas memórias de um trabalho feito fora de horas quase só pelo gozo que nos deu fazê-lo). Vão lá ver as imagens do Rodrigo Cabrita, que é um fotógrafo de mão cheia e uma pessoa cinco estrelas. E diz que está disponível para trabalhar. Aproveitem.

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por Gata às 17:50

Terça-feira, 16.02.16

A galdéria possível

Eu não gosto de me mascarar. Já gostei, quando era mais miúda, há muito, muito tempo, mas depois passou-me. Há muito que não me mascaro. Tenho uma vaga ideia de uma festa de passagem de ano cujo tema era Hollywood, há alguns anos, ainda antes de ter filhos, e eu apareci de estrela do quotidiano. Há menos tempo, outra festa de passagem de ano, o tema era o pimba, e eu fui pirosa como sou no dia-a-dia. Sem stresses. Eu, que sou menina para dançar a noite inteira em qualquer festa, para ir para a pista quando ainda não está lá ninguém, para ficar na pista até mesmo até ao fim, para animar festas de todos os amigos quando sinto que é preciso alguém que anime as festas, eu que consigo fechar os olhos e dançar como se ninguém estivesse a olhar para mim, que me estou nas tintas se os outros acham que sou tresloucada da cabeça apenas por me estar divertir, eu não gosto de me mascarar. Não me sinto bem mascarada. Não me sinto eu. E, sentindo-me desconfortável, não me divirto. Pronto, são coisas minhas. Eu não gosto de me mascarar mas gosto da Inês. E por ela, só por ela, pus uns óculos brilhantes e um chapéu na cabeça, só para fingir que estava mascarada e poder ir à festa sem fazer má figura. Não fui de farda nem de galdéria, que era o tema da festa, não me armei em sexy nem andei a fazer poses marotas, porque isso já seria pedir de mais. Nada contra. Simplesmente not my cup of tea. Mas dei o meu melhor. Juro. E depois, às tantas, tirei os óculos e o chapéu e diverti-me ainda mais. E é para isso que as festas dos amigos servem, não é?

festa3.JPGParabéns, minha querida. Bem vinda aos maravilhosos 40.

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por Gata às 17:10

Segunda-feira, 25.01.16

Vamos dar a volta ao mundo?

Conheço a Joana embora não a conheça. Nunca nos encontrámos. Entrevistei-a uma vez, por telefone, quando estava a fazer um trabalho sobre pessoas que tinham decidido mudar de país e de vida, indo de armas e bagagens para outras paragens. No caso dela foi Angola. Ela mandou-me umas fotos e fomos mantendo o contacto (coisas boas das novas tecnologias) e até descobrimos que somos vizinhas - ou melhor, seríamos, se ela decidisse "assentar arraiais" em Lisboa. Mas isso nunca aconteceu. A Joana é uma viajante. E agora está de partida para (mais) uma aventura fantástica: durante um ano vai dar a volta ao mundo, com o marido e a filha. Conseguem imaginar? É uma loucura, não é? Mas uma loucura daquelas boas. Quem é que nunca sonhou fazer algo assim?

“Vocês são malucos!”, “Mas com a miúda?”, “Então, mas e os empregos?”, “Despediram-se?”, “Vocês são malucos!”, “Que inveja!”, “Adorava fazer isso”. Estas são, sem grandes diferenças, as reacções da família e dos amigos à notícia que é a sério. Vamos mesmo despedir-nos dos nossos empregos (nesta altura já o fizemos) e viajar à volta do mundo durante os próximos meses de 2016. - escreve a Joana no Hotel Globo, o blogue que criou para contar todos os pormenores da viagem. Com fotos maravilhosas, para que fiquemos ainda com mais inveja. E dicas para quem estiver a pensar fazer alguma coisa deste género. Quem preferir pode acompanhá-los no facebook.

globo.jpgBoa viagem Joana, Francisco e Mia. Obrigado por nos levarem convosco. Obrigado por nos fazerem sonhar. 

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por Gata às 22:39

Domingo, 22.11.15

A terapia do costume

Os meus amigos, cozinhar, dançar, dar abraços, o sol, mesmo que em doses pequenas e mesmo com frio. A terapia do costume. É preciso tão pouco para ser feliz (apesar de pelo meio haver quilos de trabalhos de casa).

IMG_1597.JPGParabéns, João Pedro.

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por Gata às 19:51

Domingo, 01.11.15

Mocinhos e vilões

IMG_1580.JPG

Esta manhã, enquanto os miúdos ainda dormiam, pus-me a arrumar jornais antigos e reencontrei a entrevista que a Ana Sousa Dias fez ao Jorge Silva Melo. Há um momento em que ele diz:

"Do que eu gosto mesmo a sério [nos filmes de cowboys] é isto: quando uma pessoa está em perigo, o melhor amigo aparece e mata o inimigo. Nem a gente sabe porquê, mas nos filmes do Howard Hawks é isso que acontece. Nós estamos em perigo, não sabemos o que fazer e nem é preciso palavras, a acção é nítida."

Acho que tenho a sorte de ter algumas pessoas assim, que me salvam sempre que eu preciso, às vezes com pequenas coisas, como a amiga que ontem, ao telefone, me dizia "adoro-te, xuxu", outras vezes com gestos grandes, como a amiga que uma noite destas apareceu cá em casa, munida de sushi e rosé, só porque sim, e já nem estou a falar da minha maninha que é a melhor mana do mundo e arredores e tem um papel especial nesta "cobóiada" que é a minha vida. 

Como se costuma dizer (parece que a frase é originalmente do Oscar Wilde mas também pode não ser): "Everything is going to be fine in the end. If it's not fine it's not the end." Se é assim nos filmes, porque não há de ser também na vida?

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por Gata às 12:08

Terça-feira, 20.10.15

Cada pessoa corre a sua maratona

Foi no domingo. A Sónia correu a sua primeira maratona e foi fantástica. A Lina bateu o seu recorde na meia. São um orgulho estas minhas amigas. Foi bom vê-las felizes e também é bom saber que, de alguma forma, mesmo pequenina, eu e a Inês contribuímos para esses sorrisos. Que seja sempre assim. 

soni.jpeg

 (Foto: Hug)

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por Gata às 10:41



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