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A Gata Christie


Sábado, 18.06.16

A escola é o sítio onde as crianças aprendem a ser felizes (ou deveria ser)

Michael Moore é um realizador demagógico e às vezes até desonesto, ainda assim encontro sempre algo interessante nos seus filmes-panfletos. Neste Where to invade next, que ainda não vi mas tenho andado a cuscar no youtube, gosto bastante desta cena. Faz-me ter vontade de me mudar para a Finlândia. Faz-me pensar na escola que temos por cá. E no que podemos fazer para melhorar o ensino (e a vida) dos nossos filhos. 

Nós já estamos em modo férias. E é tãããããão bom.

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por Gata às 15:07

Segunda-feira, 13.06.16

O que faz uma mãe um fim-de-semana inteiro quando não está com os filhos?

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Walking, not running. Uma peça de teatro para esquecer. Deixem o pimba em paz com a Cris no Terreiro do Paço. Um gin com música ao vivo. Um filme chinês: Regresso a Casa. Cerejas. Uma comédia romântica: Trainwreck. Mojitos com vista sobre a cidade. Um cheirinho a santos populares. Andar descalça. Comer pizza, ir à praia e dar gargalhadas com amigos bons. Caminhar um bocadinho mais. Futebol. Requeijão com doce de abóbora e um livro novo.

E ainda: não fazer nada.

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por Gata às 19:12

Terça-feira, 07.06.16

Um livro, um filme, um disco, muitas mulheres

O livro A Minha Senhora, de Patrícia Müller, foi uma boa surpresa. Porque atravessa todo o século XX, que é a parte da História de que eu mais gosto. Porque mostra como as mulheres viveram subjugadas e foram infelizes durante tanto tempo. Porque fala de nós.

Mustang é uma espécie de As Virgens Suicidas passado na Turquia. Cinco irmãs orfãs vêem o seu mundo encolher à medida que deixam a infância. Fechadas em casa, obrigadas a vestir túnicas, proibidas de falar com rapazes, com a avó arranjar-lhes noivos, uma a seguir à outra. Claustrofóbico. Esteve nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro.

E já tenho a Coleção da maravilhosa Marisa Monte. No dia 27 de julho, Marisa canta no EDP Cool Jazz. Quem puder que aproveite.

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por Gata às 16:51

Domingo, 08.05.16

Do amor e outros demónios

As Pontes de Madison County, de Clint Eastwood. Lembro-me de quando o vi pela primeira vez. Já o vi tantas vezes depois disso. Voltei a encontrá-lo agora mesmo na televisão. E parece-me cada vez melhor. 

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por Gata às 23:12

Terça-feira, 05.04.16

Eu e a verdadeira Agatha

Segunda-feira. De folga, depois de um fim-de-semana de trabalho. Fui levar as crianças à escola, pouco depois das 9 já estava a encher o carrinho do supermercado, voltei para casa, dei uma arrumação geral e sentei-me no sofá. Antes do meio-dia estava sentada a ver televisão. Um luxo. E ali fiquei durante três horas, completamente vidrada na minissérie Convite para a morte - três episódios a partir do livro And Then There Were None, da Agatha Christie, com a assinatura da BBC. Passou na Fox Crime e é uma pequena maravilha.

Lembrava-me de ter lido o livro mas já não me lembrava quem era o criminoso. Acho que li todos os livros da Agatha Christie. Mais do que uma vez. No entanto, não tenho nenhum livro dela. Os livros da Agatha Christie, gordos, com duas histórias em cada volume, eram bastante mais caros do que os livros dos cinco e da patrícia que nós costumávamos ler e, por isso, era mais difícil juntar dinheiro para comprá-los. Além disso eram daqueles que se liam de um só fôlego. Então, faziam parte daquele lote de livros que íamos buscar à biblioteca da gulbenkian durante as longas férias de verão. Um de cada vez. Um a seguir ao outro. E no ano seguinte todos de novo, ou só os que nos apetecia reler.  

agatha.jpgOs livros da biblioteca tinham um cheiro característico. Para mim, os livros da Agatha Christie têm esse cheiro, a papel antigo. Era esse o cheiro dos crimes do A, B, C e do mistério dos sete relógios, da morte no Nilo e da velhinha Miss Marple que resolvia mistérios enquanto bebia chá. Do Crime no Expresso do Oriente, também em filme que por essa altura passou na televisão e deu origem a várias brincadeiras de detectives, eu, a minha irmã e mais duas amigas a desvendar segredos e a prender criminosos nas tardes de calor. Depois Poirot ganhou um rosto com a série com David Suchet, perfeito a interpretar o detective belga, com as células cinzentas sempre a trabalhar e a sua mania da perfeição e da arrumação. E, por fim, as peças todas encaixaram-se quando li a autobiografia de Agatha Christie (editada em Portugal pela Asa). É um belo calhamaço mas vale muito a pena por todas as histórias, que começam ainda no século XIX, passam pela primeira guerra mundial, Agatha Christie a surfar na África do Sul, as viagens ao Médio Oriente, as grandes viagens de comboio, as explorações arqueológicas, os filhos, os livros. Fiquei a adorar esta mulher.

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Outro dia tentei ler um dos livros de Agatha Christie e não consegui. Aquela escrita já não é para mim. Achei melhor não insistir. Todas as coisas têm o seu tempo, mais vale não estragar as boas memórias. Mas os filmes e as séries, se forem bem feitos assim como este Convite para a morte, são sempre um prazer. 

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por Gata às 10:11

Segunda-feira, 28.03.16

Da páscoa

Tinha pensado aproveitar a semana para fazer imensos programas culturais mas depois acabámos por nos deixar levar pelos dias. Acordar tarde. Jogos de futebol. Trabalhos de casa. Televisão. Playstation. Andar de skate. Deitar tarde. Ronha, muita ronha. Os primos vieram fazer-nos companhia e, por uns dias, fomos uma família numerosa e foi cansativo mas muito bom. Os crescidos foram ver o Batman vs. Super Homem e eu fui com os pequenos ver o Zootropolis. Fizemos uma caça aos ovos dentro de casa, jogámos juntos ao stop, fomos passar uma tarde "ao campo" com amigos, cantámos no carro as músicas dos Xutos. Os crescidos viram o Top Gun e deram risinhos envergonhados por causa das cenas românticas enquanto, no quarto, os pequenos brincavam com legos. Esta tia descobriu como é difícil pentear os cabelos compridos da sua sobrinha e deliciou-se com os seus desenhos dos animais mais variados e as histórias sobre little póneis, unicórnios e outros seres maravilhosos que povoam a sua imaginação. Tinha pensado aproveitar a semana para fazer imensos programas culturais mas acabou por ser apenas isto. Uma semana de férias à antiga. E é uma pena que já tenha acabado.

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por Gata às 22:18

Quarta-feira, 24.02.16

O quarto

Ao fim de meia hora estava tão angustiada que achei que não ia conseguir ver o resto do filme. Só continuei porque sabia que eles iam sair dali. Ainda assim, chorei durante quase todo o tempo. Não porque o filme seja lamechas, nada disso. Só porque é impossível não nos comovermos com esta história. Uma mãe e um filho, fechados num quarto, uma daquelas coisas que achamos que não podem acontecer até que, de vez em quando, aparecem umas notícias nos jornais com mais uma "natascha kampusch" qualquer (e lembro-me sempre de O Coleccionador, de John Fowles, um livro que li muito nova e que me impressionou tanto que passei uns tempos a olhar para o lado com medo de ser raptada). Angustiante, sim, mas muito bom filme.

Room, realizado por Lenny Abrahamson, com Brie Larson e um extraordinário Jacob Tremblay. 

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por Gata às 10:00

Domingo, 21.02.16

A felicidade nas coisas pequenas (XXX)

Os pés quentes. Panquecas de banana. Uma caminhada de uma hora por trilhos improváveis em Monsanto numa manhã de sol. Tostas com abacate e ovo escalfado. Dois bons filmes - Spotlight e A Queda de Wall Street - para me porem a pensar no mundo. As pessoas com quem posso sempre contar. Os meus filhos que parecem mais crescidos quando ficam dois dias longe de mim.

(esquecer que estive nove dias seguidos a trabalhar e que a maior parte desse trabalho foi treta e que este mês não tenho empregada e que estou muito cansada.)

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por Gata às 22:19

Sábado, 06.02.16

Como uma conversa

Jorge Silva Melo, ator, encenador, realizador, diretor dos Artistas Unidos, fez um filme que é uma carta, que é um poema, que é um desenho. O Jorge, posso chamar-lhe assim pois já o conheço há algum tempo, é um conversador de mão cheia e o filme que ele fez é como uma conversa. Sentamo-nos com ele num sofá e o Jorge fala-nos do Teatro Avenida e da visita da Rainha Isabel II, dos cowboys, dos estudantes que foram presos e do sonho do teatro, das ruas de Paris e da guerra colonial, dos amigos, da beleza dos actores e de como um prédio a cair no Bairro Alto foi, durante algum tempo, um espaço de liberdade total. Ver este filme, Ainda Não Acabámos, que me emocionou de uma maneira estranha, ver este filme e poder depois ir conversar com ele - esta é uma daquelas coisas que me faz adorar o meu trabalho.

O filme passa esta segunda-feira no Teatro São Luiz, em Lisboa, às 19.00. A entrada é livre.

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por Gata às 10:52

Quarta-feira, 06.01.16

Tirar a barriga de misérias (outra vez)

Acho que vou transformar isto numa tradição de natal: enquanto as crianças estão de férias, vejo todos os filmes que encontrar por aí, no cinema, na televisão, na internet. Tenho visto tantos filmes, mais antigos e mais recentes, que acho que nem consigo lembrar-me de todos. Dos que estão a ser falados para os Óscares e assim, para além do Mad Max, vi estes:

- A Rapariga Dinamarquesa, de Tom Hooper - a história real é absolutamente fascinante e penso que o filme não consegue captar tudo o que a vida daquelas pessoas foi. O final é apressado (a partir da decisão da cirurgia tudo é muito apressado, aliás) e a última cena era dispensável. Ainda assim, o Eddie Redmayne faz um belo papel e a Alicia Vikander está perfeita naquela mulher forte e luminosa. 

- Creed, o Legado de Rocky, de Ryan Coogler - surpreendentemente bom. Grande Sylvester Stallone como um pugilista reformado a braços com a idade e a doença. E as cenas de luta não são assim tantas, o que para mim é bom.

- A Ponte dos Espiões, de Steven Spielberg - passa-se na guerra fria e tem espiões, o que são só pontos a favor. De resto, é uma história bem contada, como o Spielberg sabe fazer. Com lamechices e americanices q.b. E o Tom Hanks a fazer de Tom Hanks, para não variar.

- The Revenant, de Alejandro G. Iñarritu - depois do Birdman, confesso que não estava com grande vontade de voltar ao Iñarritu mas ainda bem que o fiz. É mesmo um grande filme e o Leonardo Di Caprio sai completamente do seu registo. Poucas palavras, muita neve. Alguma espiritualidade mas sem exageros (não tenho muita paciência para o blá blá blá existencial do Iñarritu).

- Carol, de Todd Haynes - tão bom, tão bonito, tão vamos acreditar que o amor é possível, sem pressas, sem loucuras. Com  Cate Blanchett e Rooney Mara, lindas cada uma no seu estilo (ainda assim para me apaixonar acho que preferia a Vikander).

Ainda me faltam uns quantos e agora voltei a ficar sem tempo mas acho que já devo conseguir manter uma conversa mais ou menos normal sobre cinema sem falar só dos Mínimos ou da Missão Impossível...

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por Gata às 22:06



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