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A Gata Christie


Sábado, 05.11.16

Can't stop

Nós a ouvir Red Hot Chili Peppers na auto-estrada, a voltar do Piódão.

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por Gata às 09:15

Sábado, 22.10.16

Uma estreia

Já perdi a conta a todos os concertos que gostaria de ter visto e não vi ao longo do último ano. Bruce Springsteen, Marisa Monte, Caetano Veloso (com Gil e sem Gil), Kendrick Lamar, Radiohead, Arcade Fire e mais uma série de nomes no Alive, Moreno Veloso, Brian Wilson, Pj Harvey, Massive Attack, o último dos Buraka (e aos que não vou ver nos próximos meses, como Arnaldo Antunes ou Elza Soares ou outra vez PJ). Tantos mais. Para quase todos arranjaria bilhete à borla na boa. Mas não deu. Paciência.

Ontem fui a um concerto. Levei os miúdos a ver os D.A.M.A. Comprei três bilhetes, comemos empadas na fila para entrar no Meo Arena, chegámos cedo para conseguir um lugar perto do palco. Deitámo-nos à uma da manhã. Mas, uns mais ensonados do que outros, divertimo-nos bastante. Foi o primeiro concerto "a sério" deles.

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Fazemos destas coisas pelos filhos. E é bom. Acreditem.

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por Gata às 12:33

Terça-feira, 13.09.16

Fomos ver estalactites

Mãe, podemos ir ver estalactites?, pediu o Pedro, há uns tempos, depois de ver umas imagens na escola. Pareceu-me uma boa ideia. Num dos primeiros dias das férias fomos até às Grutas de Mira de Aire. Chovia a cântaros quando saímos de Lisboa e nós de sandálias nos pés. Mas cheios de determinação.

Eu tinha visitado as grutas em miúda, com os meus pais, mas só guardava uma vaga ideia daquilo, de modo que ia tão entusiasmada quanto eles. As grutas são uma pequena maravilha da natureza. Porém, um pouco estragadas pelo homem, há que convir. O empreendimento turístico é feiozito e a museografia é bastante antiquada - as grutas abriram ao público em 1974 e fizeram-se coisas naquela altura que hoje nos parecem completamente desaquadas, como por exemplo aquele excesso de iluminação colorida, ou instalar repuxos lá dentro (porquê?, a beleza natural do espaço não era suficiente?), ou tentar construir um bar no meio das grutas e depois perceber que logisticamente não era viável e por isso lá estão o balcão e os bancos de cimento, como vestígios da desastrosa intervenção humana. Aliás, foi isso que mais me chocou ali: o excesso de intervenção humana. Algo que nos anos 70 devia fazer todo o sentido e que hoje felizmente já não se faz. Apesar disso, a visita causa um impacto enorme. Pela grandeza das grutas. Pela sua beleza. Por saber que estamos debaixo da terra. E lá vimos as estalactites.

No entanto, se lhes perguntarem eles dirão que o melhor da nossa ida às Grutas de Mira de Aire não foram as grutas mas o parque aquático. Assim que vi no site que o empreendimento turístico das grutas tinha um parque aquático soube que não havia como escapar. Marquei uma noite num dos bungalows - bastante simpático, por sinal - e os miúdos puderam aproveitar uma tarde e uma manhã de piscina, mergulhos e escorregadelas. O parque é pequeno e tem apenas três escorregas, o que significa que é perfeito. Eu fiquei sentada no meu cantinho a controlar tudo sem sair do lugar e eles podiam escorregar e depois subir as escadas a correr e voltar a escorregar sem filas nem confusões, num divertimento louco. 

No regresso, ainda aproveitámos para ir ver as salinas de Rio Maior, que eu não conhecia. No caminho para lá, enquanto o co-piloto António acompanhava o percurso no Google Maps, surgiu a questão: como é que é possível haver salinas tão longe do mar? E essa foi uma das coisas que aprendemos nesta visita. Estou à espera de uma ocasião especial para experimentar um pouco do sal que a simpática senhora do posto de turismo nos ofereceu depois de nos ter oferecido várias explicações.

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por Gata às 22:07

Terça-feira, 26.07.16

Leituras de mãe

Este verão, o Huffington Post está a publicar uma série de artigos sobre isto dos filhos e das famílias. O editor convidado é o Jamie Oliver (o chef) e a série chama-se The Thriving Families Project. Até agora, os textos são de bloggers, escritores, artistas e outras pessoas não especialistas em educação e que por isso têm uma dose de bom senso e de preocupações com que facilmente nos identificamos. Vale a pena ir lendo que sempre nos vamos sentindo mais acompanhadas nas nossas dúvidas existenciais, digo eu.

Por exemplo, a Ursula Brunetti, que eu não conhecia mas que entretanto descobri que tem um blogue onde conta as suas reflexões como mãe de gémeos, escreveu um texto que não tem nada de novo mas que é daqueles textos que precisamos de ler de vez em quando, para não nos esquecermos do que é realmente importante. Como isto:

"As parents it’s hard to admit, but giving them a perfect childhood is kind of impossible, so accept that giving them the best you can is undoubtedly going to be good enough."

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por Gata às 16:08

Sexta-feira, 15.07.16

As good as it gets

Dei por mim sentada numa toalha na praia num daqueles fins de tarde absolutamente espectaculares, com o sol à temperatura certa a tocar-me na pele, sem vento, sem preocupações, com um livro na mão e as gargalhadas dos miúdos, felicíssimos, em brincadeiras dentro e fora da água. E pensei: tenho tanta sorte. Tenho mesmo. É que dificilmente poderia ser melhor do que isto. Claro que poderíamos estar num país exótico qualquer ou poderíamos ter dinheiro para ficar num hotel ou para ir todos os dias comer em restaurantes e não teria que cozinhar ou poderíamos não sei quê. Mas eu não fico a pensar no que poderia ser. O que faço é olhar para aquilo que temos e perceber como, dadas as condições actuais, isto é o melhor que poderíamos ter. Melhor até do que seria de esperar.

Tenho esta sorte de ter sítios-que-são-como-a-minha-casa no Alentejo e no Algarve. A minha família que nos recebe sempre com comidas boas e boa disposição. Aquele calor abrasador, 46º a meio da tarde, que me leva de volta aos longos verões da infância. Os putos já crescidos e que não dão assim tanto trabalho. E desta vez levámos o primo connosco para uns dias de praia e foi ainda melhor porque eles puderam brincar e conversar e passear e divertir-se todos, muito autónomos - o Pedro ainda tem de crescer um bocadinho mas estamos a chegar àquela fase em que eles já quase conseguem resolver os seus conflitos sem a minha interferência e querem estar lá no mundo deles, os mais velhos a ver as miúdas de biquini e a ter as suas conversas parvas, sem precisarem de mim para se entreterem. E, acreditem, eu consegui realmente descansar. Descansar a cabeça de tudo. Fiquei cinco dias sem ter uma conversa com um adulto, o que poderia ter sido um problema mas até isso acabou por ser bom. 

Agora é só aguentar um bocadinho até às próximas férias.

E vejam só como eles cresceram:

098.JPGMonte Clérigo, setembro de 2010 

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Praia da Luz, julho de 2016 

(sim, a blusa que o Alex tem na foto em cima é a mesma que o António tem na foto em baixo, mas na verdade ela agora até já pertence ao Pedro. adoro estes pormenores)

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por Gata às 11:10

Segunda-feira, 27.06.16

Lamechices nossas

Quando os miúdos vão para a semana de campo, gosto de lhes pôr na mala uma fotografia nossa e um bilhete com umas palavrinhas mimosas. No primeiro ano, é uma surpresa boa quando eles abrem a mala porque não estão nada à espera daquilo. Depois, continuo a deixar o bilhete às escondidas mas eles já estão mais ou menos à espera. Pelo menos foi sempre assim com o António. Era uma daquelas cumplicidades nossas. Mas com o Pedro é diferente. Hoje de manhã, no elevador, carregando a mala e o saco-cama e uma enorme quantidade de entusiasmo, o Pedro lembrou-se: mãe! esquecemo-nos da fotografia. Fiquei a olhar para aquela carinha triste, indecisa entre manter a surpresa ou dizer-lhe a verdade. Não, filhote, não nos esquecemos, a mãe pôs uma fotografia dentro da mala. O rosto dele iluminou-se. E a foto tem o António? Tem, claro. Abraçou-me a dizer obrigado. E agora só gostava de ser mosca para vê-lo a ler o bilhete cheio de corações que lhe escrevi.

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por Gata às 20:27

Sábado, 25.06.16

Um clássico

Há que tempos que não tínhamos uma manhã de sábado assim, sem futebol nem trabalhos de casa nem nada. Lembrei-me de mostrar ao meu pré-adolescente este filme, para variar um bocadinho do minecraft e dos tontos dos youtubers. Ao princípio, ele não estava muito interessado em ver um filme com 30 anos e 0 super-heróis. Mas acabou por se divertir imenso. E eu também. 

Ferris Bueller's Day Off, de John Hughes. Em português chama-se O Rei dos Gazeteiros. Deu ontem, no canal Hollywood, por isso é só procurá-lo na box.

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por Gata às 15:33

Segunda-feira, 20.06.16

Mão verde

Com o mano fora, num torneio de futebol, o Pedro viveu durante três dias como filho único. E pude assim confirmar, mais uma vez, que se só tivesse um filho (1) a minha vida seria muito mais calma e silenciosa e quase sem discussões mas não teria metade da graça e (2) o meu filho único seria hiper-mega-mimado porque é muito difícil dizer que não a uma criança que passa um dia inteiro sem ter mais ninguém com quem brincar e nem sequer nos dá grandes motivos para nos zangarmos. Por isso, sim, a minha vida às vezes é um bocado louca mas eu prefiro mil vezes o barulho e o caos dos meus dois rapazes do que ter só um a arrastar-se pelo sofá e a ver televisão horas a fio. 

Uma das coisas boas que fizemos este fim-de-semana foi ir ver o concerto Mão Verde, da Capicua, no Teatro São Luiz. O Pedro não achou grande graça mas eu posso garantir-vos que foi muito bom. Ela é muito divertida, as músicas também, e o resto das crianças estava bastante contente, a dançar e a cantar. Em setembro, vai haver disco e livro da Mão Verde. Até lá, fiquem com esta:

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por Gata às 11:12

Segunda-feira, 06.06.16

Umbigos

Tirámos um pequeno Batman da caixa dos brinquedos e levámo-lo para o Frederico, acabado de nascer, lindo, lindo como só os bebés podem ser. Os miúdos adoram ir ver os bebés. Ficam fascinados com o tamanho das mãos e dos dedos, com os barulhinhos que eles fazem, com os cabelos em pé. O Pedro ainda faz muitas perguntas sobre como os bebés saem pelos pipis ou pelas barrigas e definitivamente não ficou convencido com a explicação que lhe dei sobre o umbigo. De vez em quando pergunta se pode ter mais um mano. Por favor, mãe, vá lá. Quando lhe digo que não pergunta se em vez de um mano pode ter um cão. Para termos um cão não precisávamos de um pai, argumenta. Como se fosse esse o principal obstáculo.

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por Gata às 00:09

Domingo, 29.05.16

Os reis tinham piolhos?

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20160529_174007.jpgSaíram de casa contrariados. Tem mesmo que ser, mãe? E quando o guia avisou que a visita ia durar duas horas começaram a fazer beicinho implorando para ir para casa. Nem pensar. Estava à espera há meses por esta visita - que só acontece um domingo por mês e às vezes calha nos domingos em que eu trabalho e outras vezes quando tentei marcar já não havia vagas - não era agora, com os bilhetes na mão, já pagos, que ia desistir, né? Lá fomos, então, numa viagem à corte do século XVIII pelo Palácio de Queluz. E foi muito bom. Para além de vermos o palácio, que é lindo, tínhamos a parte da reconstituição histórica. O mestre de cerimónias era engraçadíssimo, sempre a meter-se com as crianças e a contar pequenos pormenores sobre a vida dos nobres e dos reis. Houve música e canto e dança. E ficámos a saber imensas coisas sobre perucas e os banhos que não havia e os piolhos que havia em grande quantidade e leques e sinais que as senhoras punham na cara e espartilhos e as festas que aconteciam nos jardins de Queluz, os jardins por onde eles correram como loucos no final das mais de duas horas de visita. Afinal até não foi assim tão mau, mãe. 

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por Gata às 22:17



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