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A Gata Christie


Segunda-feira, 15.08.16

Sons bons

sons.jpg

Já tinha ido a Cem Soldos, na apresentação de uma das edições do festival. Já tinha falado com algumas pessoas a propósito do festival. Mas nunca tinha ido ao Bons Sons. Aconteceu este fim-de-semana e foi bem bom. Não só porque é bom conhecer pessoas que se empenham verdadeiramente num projeto (sem ganharem nada com isso) mas também porque é um bom sítio para trabalhar, com tantas histórias para contar que o difícil é escolher as que vão para o jornal e as que ficam de foram (contei aqui algumas e mais esta e esta). E ainda porque encontrei a Ana, conversámos, dançámos juntas no concerto dos Kumpania Algazarra e encantámo-nos com as canções novas da Cristina Branco. Fiquei, no entanto, com a impressão de que o festival estava a atingir o seu limite - de autenticidade e de multidão. A ver se não se estraga.

A foto lá em cima é do concerto dos Alentejo Cantado, com Pedro Mestre, que foi uma pequena maravilha. E aqui está uma descoberta do palco do coreto: os Lavoisier.

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por Gata às 17:59

Sexta-feira, 05.08.16

Dar ao pé

Adoro dançar. Mas não sei dançar. Dêem-me música e eu danço, completamente livre, à minha maneira. Mas se me pedirem coreografias, mesmo as mais simples, fico parada. Não consigo fazer passinhos coordenados, sou incapaz de dançar agarrada a outra pessoa. Adoraria saber dançar. Mesmo.

Ontem fui ao Andanças e achei piada àquilo. Tanta gente a dançar ou a tentar dançar, sem medo do ridículo, só a deixar ir o corpo. É preciso ter o espírito certo para lá ir com crianças e ficar uns dias a viver sem um banho quente nem um colchão decente para dormir (já para não falar das casas-de-banho), mas, pronto, se ultrapassarmos isso, parece-me uma experiência muito gira.

andanças.JPGEsta foto e as outras do artigo são do Pedro Rocha/ Global Imagens 

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por Gata às 14:13

Quinta-feira, 14.07.16

Longe

Não estava em Lisboa no dia em que os campeões celebraram pela cidade. Não gritei pelas ruas atrás dos nossos meninos, nem sequer acompanhei os festejos. Estava a trabalhar, longe de ecrãs de televisão e da internet. Que azar. Apesar disso, gostei muito de ir a Tondela e de conhecer melhor as pessoas da Acert. Há coisas a acontecer longe da capital e nem sempre damos por elas.

tondela 4.JPGO Pequeno Grande Polegar estreou-se ontem, no jardim do Tondela, e talvez no próximo ano apareça por aí. As fotos (esta e as outras que estão no artigo) são da Maria João Gala/Global Imagens.

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por Gata às 11:33

Sábado, 25.06.16

Sou uma pessoa com muita sorte

carlos.JPGNa quinta-feira à tarde fui ver o Carlos do Carmo a ensaiar com a Orquestra Gulbenkian. O concerto é esta noite. Eu vou estar a trabalhar, mas se puderem ir aproveitem. É mesmo bonito. E olhem que eu nem sou uma grande fã de fado.

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por Gata às 10:07

Domingo, 29.05.16

Eu fui

rir.jpgestava tudo tranquilo e até subi ao palco. mas concertos só vimos na televisão. talvez daqui a dois anos, com os miúdos mais crescidos, a gente dê lá um saltinho.

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por Gata às 23:55

Domingo, 22.05.16

Amanhã já é outra vez segunda-feira?

pessoa.jpgIMG_8463.JPG13236045_627397424103779_713660010_n.jpg20160519_124506.jpg20160519_153520.jpg

Como se tivesse sido atropelada por um camião. É como me sinto agora, à beira de mais uma segunda-feira. A semana começou com trabalho e mais trabalho e terminou com uma ida à Casa Fernando Pessoa para moderar uma conversa com os sobrinhos do poeta. Eu não gosto de falar em público, fico uma pilha de nervos e atrapalho-me imenso. Escrever é muito mais confortável. Mas há um ano tinha falado com a Manuela Nogueira e tinha gostado bastante dela. Ainda por cima, este convite veio da Clara, que além de ser minha amiga tem feito um óptimo trabalho à frente da Casa. Por isso, pus os nervos para trás das costas, passei uma tarde a ler coisas sobre o Pessoa para tentar não fazer muito má figura, e lá fui. Conheci o outro sobrinho, Luís Miguel, e ficámos um bocadinho à conversa sobre o tio Fernando e sobre os livros e os objectos que a partir de agora estão expostos ali: uma madeixa de cabelo de quando o pequeno Fernando Pessoa cortou o cabelo pela primeira vez, ainda bebé, e o papel onde ele escreveu a sua última frase, um dia antes de morrer: "I know not what tomorrow will bring". Uma grande frase.

Depois, o fim-de-semana foi a loucura total. O António teve um jogo de futebol. O Pedro teve a sua festa de anos (com quase 30 crianças, uma barafunda enorme e uma alegria enorme também). Além disso, cada um deles ainda tinha de ir a festas de amigos. Sem esquecer os trabalhos de casa e os testes que são muitos na próxima semana. Pelo meio disto tudo, entre brigadeiros e salames, consegui terminar a mantinha em tricot que prometi fazer para o bebé de uma amiga que está quase, quase a nascer. E comecei a ler o novo livro do Francisco José Viegas, que bem pode ser o escritor que vai a mais festivais literários, não quero saber, desde que continue a ter tempo para escrever policiais com o Jaime Ramos e companhia.

E agora estou aqui sentada a comer um potinho de baba de camelo que sobrou da festa e a pensar que ainda devia ir preparar as duas entrevistas que tenho amanhã e, sim, é como se tivesse sido atropelada por um camião, mas, ao mesmo tempo, é tudo tão bom. Queixar-me do quê?

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por Gata às 22:15

Quarta-feira, 11.05.16

Já valeu a pena

"Mesmo que o espectáculo não seja muito bom, já valeu a pena por ter conhecido todas estas pessoas e ter aprendido tanto com elas." Estávamos sentados no chão, nos tapetes do salão nobre do Teatro Nacional D. Maria II, a conversar depois de um ensaio. Engolimos todos em seco. Era a Madalena que dizia isto, sobre a Estação Terminal, o espectáculo que se estreia ali amanhã e no qual colaboram pessoas tão especiais quanto um jovem bailarino transexual, um travesti, um ex-recluso, actores e bailarinos, alunos de dança, cegos, sem-abrigo, um casal de artistas homossexuais que veio da Tasmania. A Madalena também é uma pessoa especial. É uma daquelas pessoas com quem vale sempre a pena conversar, que nos toca e nos faz ir mais além, mesmo quando (o que é raro) os espectáculos não são muito bons.

(nos dias em que ando mais triste com o jornalismo que andamos a fazer ou nos dias em que ando mais triste com a minha vida, penso nisto, nestas oportunidades maravilhosas que vou tendo, de conhecer pessoas assim, de ser menos ignorante e mais feliz, de viver momentos mesmo especiais.)

estaçao.JPGAs fotos (tão bonitas também) são do Reinaldo Rodrigues/Global Imagens. 

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por Gata às 22:12

Sábado, 30.04.16

Livros ao domicílio

Lembram-se disto?

A reportagem foi finalmente publicada aqui.

E a foto em baixo foi roubada ao Papalagui, porque acho que tem tudo a ver. Vão lá ver as fotos que o Nuno tira para perceberem do que é que estou a falar.

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por Gata às 23:15

Quinta-feira, 14.04.16

Hoje foi assim

bibliomovel.JPGPés para dentro, a conversar e a sorrir, não há dúvida, sou eu. Está aqui a reportagem de uma reportagem molhada, para ler na próxima semana.

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por Gata às 22:40

Quarta-feira, 13.04.16

Uma imagem, muitas memórias

stickadas.jpgTalvez esta não seja a melhor fotografia, mas é especial para mim (boas memórias de um trabalho feito fora de horas quase só pelo gozo que nos deu fazê-lo). Vão lá ver as imagens do Rodrigo Cabrita, que é um fotógrafo de mão cheia e uma pessoa cinco estrelas. E diz que está disponível para trabalhar. Aproveitem.

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por Gata às 17:50



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