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A Gata Christie


Quinta-feira, 01.12.16

Maiores

pedrosa.JPGGostei tanto de conversar com a Kim, a Helena, o António e o Carlos. São pessoas mesmo bonitas e inspiradoras e eu tenho esta sorte de os conhecer e de os ver em palco e de ainda poder escrever sobre eles. Este fim-de-semana eles e os outros elementos da Companhia Maior vão estar no CCB a fazer o seu Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare, com encenação de Tónan Quito.

Sou fã da Companhia Maior, como podem ver pelo que escrevi em 2010, em 2011, em 2013, em 2014 e em 2015 (só falhei um ano, mas 2012 foi um ano de muitas falhas, vá-se lá saber o que aconteceu). Envelhecer a fazer o que mais se gosta, seja no palco ou fora dele. É o que todos queremos.

Vão, vão, que não se vão arrepender.

A foto do ensaio é do Gustavo Bom/Global Imagens.

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por Gata às 14:16

Domingo, 27.11.16

Três coisas boas (e mais uma) para começar bem a semana

1. Está em cena até 18 de dezembro, no Teatro Nacional Dona Maria II, o espetáculo As Criadas. Texto de Genet, encenação de Marco Martins, interpretação das maravilhosas Beatriz Batarda, Sara Carinhas e Luísa Cruz. Teatro de vísceras, de corpos ali tão perto de nós, de palavras cuspidas, de vidas sufocadas. Não é fácil mas nem tudo o que é bom é fácil.  

2. O Jorge Palma está a preparar uma série de concertos especiais a propósito dos 25 anos do álbum. O já era um disco fabuloso há 25 anos e, agora, quando o ouvimos, parece ainda melhor. Eu estive à conversa com o músico e até lhe pedi um autógrafo, que é uma coisa que não faço muitas vezes. 

palma.jpg3. Estou a ler O Túnel dos Pombos, que é o livro de memórias de John Le Carré. Uma preciosidade. Eu já sabia que ia gostar antes mesmo de começar e, na verdade, não devia sequer pronunciar-me sobre ele porque ainda vou a meio. Mas é tão bom. Para além do lado mais pessoal, tem muitos mas mesmo muitos pormenores engraçados sobre a Guerra Fria, mas também outras histórias mais ou menos recentes, desde o Vietname à Palestina, dos bastidores da política internacional. É como se as histórias de espiões que lemos na ficção de repente ganhassem vida. 

E mais uma: Reserva Pra Dois, uma música que junta (a linda) Mayra Andrade e Branko e que nos põe a dançar com um sorriso na cara. Eu danço com eles. 

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por Gata às 22:18

Domingo, 17.07.16

A lição

A Lição, de Ionesco, não é um texto fácil. Aquela aluna e aquele professor começam por nos provocar risos, parece que estamos perante uma sátira sobre o sistema educativo e, depois, aos poucos, o tom vai-se tornando mais negro, os sorrisos vão desaparecendo, a tragédia parece inevitável. O Teatro Meridional faz A Lição, com encenação de Miguel Seabra, que também interpreta ao lado de Sara Barros Leitão e Elsa Galvão. Tão bons, todos. Fui vê-los esta semana e foi como levar um soco no estômago. Uma palavra ainda para a Marta Carreiras, responsável pelo espaço cénico e pelos figurinos.

liçao.jpgEm cena até 31 de julho. 

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por Gata às 23:07

Quinta-feira, 14.07.16

Longe

Não estava em Lisboa no dia em que os campeões celebraram pela cidade. Não gritei pelas ruas atrás dos nossos meninos, nem sequer acompanhei os festejos. Estava a trabalhar, longe de ecrãs de televisão e da internet. Que azar. Apesar disso, gostei muito de ir a Tondela e de conhecer melhor as pessoas da Acert. Há coisas a acontecer longe da capital e nem sempre damos por elas.

tondela 4.JPGO Pequeno Grande Polegar estreou-se ontem, no jardim do Tondela, e talvez no próximo ano apareça por aí. As fotos (esta e as outras que estão no artigo) são da Maria João Gala/Global Imagens.

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por Gata às 11:33

Segunda-feira, 13.06.16

O que faz uma mãe um fim-de-semana inteiro quando não está com os filhos?

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Walking, not running. Uma peça de teatro para esquecer. Deixem o pimba em paz com a Cris no Terreiro do Paço. Um gin com música ao vivo. Um filme chinês: Regresso a Casa. Cerejas. Uma comédia romântica: Trainwreck. Mojitos com vista sobre a cidade. Um cheirinho a santos populares. Andar descalça. Comer pizza, ir à praia e dar gargalhadas com amigos bons. Caminhar um bocadinho mais. Futebol. Requeijão com doce de abóbora e um livro novo.

E ainda: não fazer nada.

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por Gata às 19:12

Quarta-feira, 11.05.16

Já valeu a pena

"Mesmo que o espectáculo não seja muito bom, já valeu a pena por ter conhecido todas estas pessoas e ter aprendido tanto com elas." Estávamos sentados no chão, nos tapetes do salão nobre do Teatro Nacional D. Maria II, a conversar depois de um ensaio. Engolimos todos em seco. Era a Madalena que dizia isto, sobre a Estação Terminal, o espectáculo que se estreia ali amanhã e no qual colaboram pessoas tão especiais quanto um jovem bailarino transexual, um travesti, um ex-recluso, actores e bailarinos, alunos de dança, cegos, sem-abrigo, um casal de artistas homossexuais que veio da Tasmania. A Madalena também é uma pessoa especial. É uma daquelas pessoas com quem vale sempre a pena conversar, que nos toca e nos faz ir mais além, mesmo quando (o que é raro) os espectáculos não são muito bons.

(nos dias em que ando mais triste com o jornalismo que andamos a fazer ou nos dias em que ando mais triste com a minha vida, penso nisto, nestas oportunidades maravilhosas que vou tendo, de conhecer pessoas assim, de ser menos ignorante e mais feliz, de viver momentos mesmo especiais.)

estaçao.JPGAs fotos (tão bonitas também) são do Reinaldo Rodrigues/Global Imagens. 

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por Gata às 22:12

Sexta-feira, 29.04.16

Hoje é sexta-feira

Esta semana fui com o António estudar para o teste de história no Museu do Aljube. E depois contei tudo no Quarto das Brincadeiras. É sempre bom ter uma oportunidade para lhes falar da importância da democracia e da liberdade. O teste é hoje, espero que lhe corra bem (estamos em plena época de testes, isto não tem sido fácil).

Hoje é Dia Mundial da Dança. Esta noite, estreia o Romeu e Julieta, espetáculo de Rui Horta com a Companhia Nacional de Bailado. Não é ballet, ficam já avisados. Mas é mesmo muito bom. 

Hoje é também o dia em que Samuel Úria apresenta o seu novo disco, Carga de Ombro, num concerto no São Luiz. O Samuel Úria é um daqueles músicos de quem é quase impossível não gostar. É inteligente e bom conversador, com a dose certa de referências e de intelectualismo sem arrogância e com algum humor. Além disso, este disco é muito bom. Vejam-no aqui, a cantar um dos temas novos:

Gostava de ir ver o Úria mas prefiro ir terminar o dia com a minha amiga Cecília, que faz hoje 40 anos. Parabéns, minha lindeza.

Hoje é sexta-feira e está sol.

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por Gata às 12:46

Sexta-feira, 08.04.16

É outra vez sexta-feira

A semana passou a correr (o facto de só ter ter folgado um dia não ajudou) e o fim-de-semana já está à porta.

Se tiverem tempo, aproveitem para ir ao Teatro São Luiz ver A Conquista do Polo Sul, um espectáculo arrojado e que nos põe a pensar no mundo em que vivemos, com grandes interpretações de Bruno Nogueira, Nuno Lopes, Romeu Costa, Miguel Damião (ainda me lembro de quando ele era fotojornalista em início de carreira e agora é um actor e tanto), Flávia Gusmão, Nuno Nunes e Ana Brandão. A encenação é de Beatriz Batarda, que está sem dúvida no meu top de encenadores portugueses.

polo.JPG(a foto é de Paulo Spranger/ Global Imagens)

E ainda:

- Birth is not performance art - um artigo na Slate sobre o regresso das mulheres "à natureza". Sou muito crítica das fábricas-de-fazer-nascer-bebés que são as maternidades mas mais do que defender o parto natural ou o que quer que seja defendo que cada mulher deve ter o direito a dar à luz como quiser e de viver este momento como achar melhor, desde que o faça em segurança. Os fundamentalismos são maus para todos. E esta Amy Tuteur fez-me lembrar as palavras de Elisabeth Badinter.

- ainda a propósito de nascimentos, uma reportagem do Finantial Times para nos ajudar a pôr tudo em perspectiva.

- se ainda não leram, vale a pena ler esta reflexão da Sónia sobre a idade adulta, dos quarenta e tais, quando nos confrontamos cada vez mais com o envelhecimento e a morte dos que nos rodeiam.

- este vídeo da Lupita Nyong'o a pentear as amigas é qualquer coisa. O vídeo foi feito há dois anos mas eu só o vi esta semana. E lembrei-me da Djaimilia.

- a Marisa Monte está a preparar uma Coleção de gravações que ficaram de fora dos discos, colaborações, participações em bandas sonoras e outros temas mais esquecidos. O disco sai no dia 29 mas ela deixou-nos este aperitivo: Nu com a minha música, com Rodrigo Amarante e Devendra Banhart.

Ah, e descansar, descansar muito (mesmo com jogos de futebol e festas de anos e trabalhos de casa, aproveitar que pelo menos neste fim-de-semana os putos ainda não têm que estudar para os testes, valha-nos isso).

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por Gata às 00:06

Domingo, 13.03.16

Teatro dentro do teatro dentro do teatro

Depois de um prego de caranguejo no Prego da Peixaria, avancei para o Teatro da Politécnica, mesmo ali ao lado, para ver A Noite da Dona Luciana, texto de Copi, encenação de Ricardo Neves-Neves, produção do Teatro do Eléctrico. Tinha lido imensos elogios mas nada me preparou para aquilo. Mais do que comédia é um teatro do exagero - nos gestos, nas expressões, na forma de falar, nos gritos, nos penteados, na história que continua quando parecia já ter acabado, nas referências meta-teatrais. É um espectáculo em certos momentos absurdo, noutros apenas ridículo. Que tanto provoca gargalhadas como estupefacção. Gostei muito de algumas cenas, outras achei-as apenas parvas, outras penso que nem as percebi. Ri-me, é verdade. No final, ainda sentadas nos nossos lugares, a minha amiga Rute virou-se para mim: o que é que aconteceu aqui? Ainda não sei bem, respondi-lhe. Há um prazer que se tem nisto de sermos surpreendidos e desafiados por uma criação artística, mesmo quando não chegamos ao fim plenamente satisfeitos. Que é o que nos faz acordar no dia seguinte a pensar no que se viu.

E ainda o prazer de descobrir esta actriz, Rita Cruz.

donaluciana.jpgA Noite da Dona Luciana fica em cena em Lisboa apenas até 19 de março.

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por Gata às 11:36

Domingo, 07.02.16

Bastidores

Gosto muito de bastidores. Existe algo de mágico nisso de criar um espectáculo. De imaginar um espectáculo e depois dar-lhe vida. E eu gosto de saber como se faz. Do trabalho que dá. Da quantidade de pessoas que estão envolvidas. Dos pequenos gestos que são necessários. De tudo o que acontece à revelia do espectador. Gosto muito de bastidores. Na última semana voltei aos bastidores do Teatro Nacional D. Maria II. Andei por corredores e armazéns, subi ao telhado e assisti a um ensaio atrás do palco. Foi uma semana cansativa mas boa (sim, estou outra vez a dizer que gosto muito do meu trabalho, pelo menos na maior parte dos dias). O resultado pode ser lido AQUI.

teatro.JPGA fotografia é de Jorge Amaral/ Global Imagens 

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por Gata às 23:14



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