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A Gata Christie


Sábado, 02.04.16

Está tudo bem

fine.jpgNão desapareci. Ando ocupada. E muito cansada. E com pouca paciência para algumas coisas. Mas está tudo bem.

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por Gata às 19:40

Segunda-feira, 04.01.16

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Os rapazes voltaram para casa. Abraçámo-nos tanto. Lanchámos torradas enquanto víamos o filme do Ronaldo. O Pedro montou o comboio no corredor. Arrumaram as mochilas para a escola. Cortei o dedo a fazer o jantar e acabei por não fazer a sopa. Na falta das minhas avós, aprendi com as senhoras brasileiras do youtube a fazer ponto meia. O António não conseguia dormir e pôs-se ao meu lado no sofá, embrulhado numa manta, a ajudar-me a contar as malhas. E a conversarmos sobre angústias várias. Lá consegui construir um pequeno gorro de bebé. Os acabamentos estão péssimos, vou ter de fazer outro se quero oferecê-lo à bebé-amiga que aí vem. O António conseguiu dormir, finalmente. Já pus o despertador. Vai ser difícil acordar cedo amanhã. E no entanto esta sensação de que tudo está no lugar certo.

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por Gata às 00:38

Domingo, 03.01.16

Então e para 2016 o que vai ser?

Acreditar mais. Outra vez. Em algo diferente.

Bruce Springsteen, Dream baby dream

(obrigado por me lembrares)

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por Gata às 00:13

Sábado, 02.01.16

Balanço

Às vezes, acreditar não chega.

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por Gata às 11:22

Domingo, 15.11.15

Teremos sempre Paris

Fiz marmelada. O António marcou um golo. Fiz um bolo. Fomos a uma festa de aniversário. Recebi uma prenda de anos atrasada (e tão boa). As crianças fizeram os trabalhos de casa. Assei castanhas. Passámos uma tarde no parque, com calor e amigos. Foi um fim-de-semana de sol. Apesar de tudo. Com Paris nos nossos pensamentos (e nas conversas e na televisão). E se fôssemos nós?, ouço dizer. Somos nós, respondo. É claro que somos nós. E é por isso que é tão assustador. 

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por Gata às 19:37

Domingo, 01.11.15

Mocinhos e vilões

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Esta manhã, enquanto os miúdos ainda dormiam, pus-me a arrumar jornais antigos e reencontrei a entrevista que a Ana Sousa Dias fez ao Jorge Silva Melo. Há um momento em que ele diz:

"Do que eu gosto mesmo a sério [nos filmes de cowboys] é isto: quando uma pessoa está em perigo, o melhor amigo aparece e mata o inimigo. Nem a gente sabe porquê, mas nos filmes do Howard Hawks é isso que acontece. Nós estamos em perigo, não sabemos o que fazer e nem é preciso palavras, a acção é nítida."

Acho que tenho a sorte de ter algumas pessoas assim, que me salvam sempre que eu preciso, às vezes com pequenas coisas, como a amiga que ontem, ao telefone, me dizia "adoro-te, xuxu", outras vezes com gestos grandes, como a amiga que uma noite destas apareceu cá em casa, munida de sushi e rosé, só porque sim, e já nem estou a falar da minha maninha que é a melhor mana do mundo e arredores e tem um papel especial nesta "cobóiada" que é a minha vida. 

Como se costuma dizer (parece que a frase é originalmente do Oscar Wilde mas também pode não ser): "Everything is going to be fine in the end. If it's not fine it's not the end." Se é assim nos filmes, porque não há de ser também na vida?

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por Gata às 12:08

Sábado, 17.10.15

Luaty

Há dias em que o mundo parece um lugar demasiado estranho. São os refugiados que atravessam muros de arame farpado com uma mochila às costas e os filhos pela mão à procura de um país onde possam viver e sonhar. São os vídeos que me caem no facebook - ando sempre a evitá-los mas, de vez em quando, cedo à tentação e depois nunca consigo chegar ao fim de tão agoniada que fico - vindos de algum lugar entre a áfrica e o médio oriente onde há pessoas a morrerem queimadas por outras pessoas, apedrejadas, esfaqueadas, no meio da rua, rodeadas por pessoas (podíamos ser nós) que olham e não fazem nada. É Israel e a Palestina numa guerra onde é impossível dizer quem tem razão. São as atrocidades do Estado Islâmico. É um puto americano ou de outro país qualquer (outro país como o nosso ia eu a dizer) que pega numa arma e desata a dar tiros na sua escola. E ainda nem falei dos muitos sem-abrigo que vivem nas ruas de Lisboa, com as camas feitas por baixo de arcadas, em recantos de lojas, enrolados em cobertores um dia inteiro. A sério. Há dias em que me pergunto o que é que andamos aqui todos a fazer. O que é que eu ando aqui a fazer, entretida com a minha vidinha. Eu a ignorar os vídeos no facebook. A virar a cara para o outro lado na rua. A fingir que não sei. Ou a fazer uns likes num manifestos. A assinar umas petições virtuais para apaziguar a consciência.

E depois há Luaty Beirão. Tem 33 anos e está em greve de fome que é a única forma que, neste momento, tem de lutar contra a ditadura do regime angolano e contra as prisões injustas de um grupo de jovens que sonha com a democracia.

Vejam-no e ouçam-no na entrevista que deu ao Público.

A história está contada magnificamente por José Eduardo Agualusa na edição de hoje do Expresso (quem não comprou o jornal pode ler o texto aqui).

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O que é que nós podemos fazer por ele? Falar. A minha voz não interessa para nada, é verdade. Mas uma voz é como um voto. Sozinho é inútil. Mas todos juntos somos mais fortes.

Eu não conheço o Luaty mas ele faz-me acreditar. Enquanto houver luatys por aí ainda há esperança de que este mundo ainda possa vir a ser um sitío melhor. 

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por Gata às 20:50

Quinta-feira, 20.08.15

Dezembro em agosto

Para as pessoas que têm filhos, os anos começam em setembro e terminam em junho. Julho e agosto são períodos de arrumações. Em casa e na cabeça. De fazer o balanço do que se passou e de prepararar o que aí vem. Entre cadernos novos e livros que é preciso forrar, promessas de que vou tentar ser mais organizada e decisões quanto aos horários familiares, levo para as férias a vontade de melhorar também algo dentro de mim. A serenidade é talvez a qualidade que mais dificuldade tenho em alcançar. Aproveitemos esta pausa na rotina e façamos, pois, mais um esforço.

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por Gata às 19:28

Sexta-feira, 10.07.15

Stand up

Há uns tempos, a Catarina lembrou uma frase que também ouvi muito lá em casa: "quanto mais te baixas mais se te vê o rabo". Não é bonito, não senhor, mas é muito verdade. Há momentos na vida em que temos que nos erguer. Seja no contexto profissional ou no pessoal. E pode até dar-se o caso de acontecer tudo no mesmo dia. De manhã no trabalho, à tarde em casa, à noite a cantar isto:

"They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious"

Uprising, dos Muse

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por Gata às 16:21

Domingo, 10.05.15

Três anos

A vida muda e nós mudamos com ela. Over and over and over and over.

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por Gata às 21:53



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