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A Gata Christie



Terça-feira, 16.02.16

A galdéria possível

Eu não gosto de me mascarar. Já gostei, quando era mais miúda, há muito, muito tempo, mas depois passou-me. Há muito que não me mascaro. Tenho uma vaga ideia de uma festa de passagem de ano cujo tema era Hollywood, há alguns anos, ainda antes de ter filhos, e eu apareci de estrela do quotidiano. Há menos tempo, outra festa de passagem de ano, o tema era o pimba, e eu fui pirosa como sou no dia-a-dia. Sem stresses. Eu, que sou menina para dançar a noite inteira em qualquer festa, para ir para a pista quando ainda não está lá ninguém, para ficar na pista até mesmo até ao fim, para animar festas de todos os amigos quando sinto que é preciso alguém que anime as festas, eu que consigo fechar os olhos e dançar como se ninguém estivesse a olhar para mim, que me estou nas tintas se os outros acham que sou tresloucada da cabeça apenas por me estar divertir, eu não gosto de me mascarar. Não me sinto bem mascarada. Não me sinto eu. E, sentindo-me desconfortável, não me divirto. Pronto, são coisas minhas. Eu não gosto de me mascarar mas gosto da Inês. E por ela, só por ela, pus uns óculos brilhantes e um chapéu na cabeça, só para fingir que estava mascarada e poder ir à festa sem fazer má figura. Não fui de farda nem de galdéria, que era o tema da festa, não me armei em sexy nem andei a fazer poses marotas, porque isso já seria pedir de mais. Nada contra. Simplesmente not my cup of tea. Mas dei o meu melhor. Juro. E depois, às tantas, tirei os óculos e o chapéu e diverti-me ainda mais. E é para isso que as festas dos amigos servem, não é?

festa3.JPGParabéns, minha querida. Bem vinda aos maravilhosos 40.

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por Gata às 17:10




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