Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Gata Christie



Sábado, 22.03.14

A mãe faz uma entrevista

Hoje levei os meus filhos comigo para uma entrevista. Foi uma daquelas decisões arriscadas.

A entrevista em causa começou por estar marcada para quinta-feira, depois para sexta e, por fim, disseram-me que a pessoa só estaria disponível no sábado. O meu primeiro impulso foi dizer olhe, então, paciência, fica para a próxima. Mas não fui capaz. Primeiro, porque eu queria muito falar com esta pessoa. Depois, porque não havia mais ninguém que pudesse fazer a entrevista. Se tu não podes, não se faz. É assim. Ora a mim isso iria fazer-me alguma confusão. Por isso, marcou-se a entrevista para um sábado de folga às 11.30 da manhã.

Considerei a hipótese de ir deixar os miúdos com a avó mas a logistica do para lá e para cá era ainda mais complicada do que levá-los comigo. E além disso esse vai-e-vem iria estragar-me os planos para o resto do dia. Portanto, decidi arriscar. Expliquei-lhes como iria ser. Fiz o meu ar mais sério ao avisá-los que tinham de se portar mesmo bem. Ameacei com castigos vários se isso não acontecesse. Confesso que esta manhã, enquanto me zangava para que se vestissem e apressassem, comecei a ficar com dúvidas. Os meus filhos são aqueles miúdos enérgicos que vocês sabem. Pus-me, então, a pensar que se calhar isto não ia correr bem. A imaginar um entrevistado mal disposto ao ver-me chegar com crianças. A antever o caos que eles iriam provocar. E o quanto eu teria de me chatear.

Mas não. Correu tudo lindamente. Surpreendentemente bem. Durante 40 minutos sentei-me num sofá a falar com uma pessoa, num dos cantos da recepção do hotel. Enquanto no outro canto os meus filhos brincavam com nintendos, tartarugas ninjas e mini-skates. Espojados no chão, é certo. Mas silenciosos. E bem comportados. Sem gritos, sem lutas, sem corridas. Niguém se foi zangar com eles. Nada. Uns anjos.

Por uns momentos fiquei orgulhosa deles. E de mim. Porque, apesar de às vezes isto de educar crianças ser desesperante, é bom ver que eles percebem quando têm mesmo que se portar bem e estão à altura das situações. O que me deu alguma esperança. Mas isto foi mesmo só por uns momentos.

Depois voltei à realidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Gata às 19:15


3 comentários

De macacagravaporcima a 24.03.2014 às 09:52

CORAJOSA!!!

De Nocas a 24.03.2014 às 10:54

Uí... não sei se teria coragem. Mas é tão bom quando "por momentos" conseguimos ter esse orgulho, porque são uns bons meninos claro, mas não deixam de ser meninos/crianças :)

De Julieta a 24.03.2014 às 15:01

muitas vezes temos que ter a coragem de confiar neles e dar-lhes a oportunidade de nos surpreenderem pela positiva.

:)

Comentar post




Pesquisar

Pesquisar no Blog