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A Gata Christie



Domingo, 22.05.16

Amanhã já é outra vez segunda-feira?

pessoa.jpgIMG_8463.JPG13236045_627397424103779_713660010_n.jpg20160519_124506.jpg20160519_153520.jpg

Como se tivesse sido atropelada por um camião. É como me sinto agora, à beira de mais uma segunda-feira. A semana começou com trabalho e mais trabalho e terminou com uma ida à Casa Fernando Pessoa para moderar uma conversa com os sobrinhos do poeta. Eu não gosto de falar em público, fico uma pilha de nervos e atrapalho-me imenso. Escrever é muito mais confortável. Mas há um ano tinha falado com a Manuela Nogueira e tinha gostado bastante dela. Ainda por cima, este convite veio da Clara, que além de ser minha amiga tem feito um óptimo trabalho à frente da Casa. Por isso, pus os nervos para trás das costas, passei uma tarde a ler coisas sobre o Pessoa para tentar não fazer muito má figura, e lá fui. Conheci o outro sobrinho, Luís Miguel, e ficámos um bocadinho à conversa sobre o tio Fernando e sobre os livros e os objectos que a partir de agora estão expostos ali: uma madeixa de cabelo de quando o pequeno Fernando Pessoa cortou o cabelo pela primeira vez, ainda bebé, e o papel onde ele escreveu a sua última frase, um dia antes de morrer: "I know not what tomorrow will bring". Uma grande frase.

Depois, o fim-de-semana foi a loucura total. O António teve um jogo de futebol. O Pedro teve a sua festa de anos (com quase 30 crianças, uma barafunda enorme e uma alegria enorme também). Além disso, cada um deles ainda tinha de ir a festas de amigos. Sem esquecer os trabalhos de casa e os testes que são muitos na próxima semana. Pelo meio disto tudo, entre brigadeiros e salames, consegui terminar a mantinha em tricot que prometi fazer para o bebé de uma amiga que está quase, quase a nascer. E comecei a ler o novo livro do Francisco José Viegas, que bem pode ser o escritor que vai a mais festivais literários, não quero saber, desde que continue a ter tempo para escrever policiais com o Jaime Ramos e companhia.

E agora estou aqui sentada a comer um potinho de baba de camelo que sobrou da festa e a pensar que ainda devia ir preparar as duas entrevistas que tenho amanhã e, sim, é como se tivesse sido atropelada por um camião, mas, ao mesmo tempo, é tudo tão bom. Queixar-me do quê?

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por Gata às 22:15




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