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A Gata Christie



Domingo, 07.09.14

Foi bom mas acabou-se

Sexta-feira, 22. Começámos pelo Redondo, onde estivemos no monte de uns amigos. Na segunda-feira, depois de uma paragem técnica para comer uma feijoada em Ferreira, descemos até ao Algarve. Houve um dia em que fomos até Tavira e fomos muitos. Mas no resto do tempo estivemos em Lagos, no apartamento da família, e fomos só três. Vimos (outra vez) os desenhos animados do Tom Sawyer e do Dartacão. Comemos bolas de berlim na praia. Jogámos raquetes. Jogámos peixinho. Aprendemos a cantar todas as músicas pirosas que passam na RFM (sim, até aquela do Enrique Iglesias e do Mickael Carreira). As crianças deram umas voltas no carrossel, porque as tradições são para se manter. Pintámos as unhas. E quando começámos a implicar uns com os outros achámos que era altura de ir à procura de companhia. No domingo, 31, olhámos para o mapa e definimos o itinerário, sem passar pela auto-estrada. Aterrámos dois dias à beira de uma piscina em Milfontes onde tínhamos amigos. O Pedro já quase não precisa de braçadeiras. O António portou-se lindamente. No dia seguinte, enfiámos tudo outra vez no porta-bagagens e chegámos à Zambujeira a tempo de assistir ao pôr-do-sol mais lindo do mundo, na companhia de bons amigos e de um copo de vinho (também pode ser gin tónico). Comemos pão ainda quente, com a manteiga a derreter-se. E uns ovos de tomatada à maneira. Tirámos polaroids. Os putos deslizaram nas ondas deitados na prancha. E fizeram mais amigos. E compraram anéis. E foram ao circo no largo da igreja. E sentiram-se crescidos. Talvez tenham crescido, de facto, enquanto eu estava distraída, conversava e gargalhava. Até experimentei, com uma amiga, uma aula de pilates, na praia, ao fim do dia. Com o sol a mergulhar no mar mesmo à nossa frente e a areia a arrefecer por baixo dos pés e os músculos a esticarem-se devagarinho. Finalmente, na sexta-feira, voltámos a casa dos pais/avós. Para brincar com os primos. Andar de bicicleta na rua. Passear a Hope. Estarmos todos juntos. Comer bolo ainda morno, feito pela tia. Baloiçarmos na rede. Ou simplesmente não fazer nada.

 
 
Até poucos dias antes das férias não fazia ideia do que iria acontecer. O plano era: metemo-nos no carro e logo se vê. Mas eu sou uma gaja cheia de sorte. Tenho amigos dos bons e uma família impecável. E tenho os meus putos, que me desesperam e me alegram, me irritam e me mimam, tudo assim ao mesmo tempo, de uma maneira assoberbada e inexplicável. Metemo-nos no carro e só chegámos a casa há bocado porque tinha mesmo que ser. Foi bom mas acabou-se.

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por Gata às 23:39




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