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A Gata Christie



Quinta-feira, 09.10.14

Gatinhos

CATS_2013_8277.JPG Fomos ver o Cats. Bom, na verdade, fomos ver a primeira parte do Cats.

Os senhores que organizam estes espectáculos não têm culpa que eu tenha dois filhos pequenos, habituados a deitarem-se cedo, ainda por cima um deles com muletas, nem que eu tenha deixado tudo para a última hora e por isso já não tenha arranjado bilhetes para o fim-de-semana. Mas os senhores que organizam estes espectáculos ditos familiares e que os marcam para as 21.30 numa quinta-feira já deveriam saber que, como de costume e embora seja inadmissível, a coisa começa com uma meia hora de atraso e que depois há um intervalo de 20 minutos e que isso tudo faz com que o espectáculo vá terminar muito tarde. Demasiado tarde. Não é por acaso que em quase todo o mundo, nos dias de semana, os espectáculos acontecem muito mais cedo. E também não é por acaso que em Lisboa metade dos lugares ficaram vazios na noite de estreia (!!).

Adiante. A verdade é que se estivéssemos a gostar muito, muito do espectáculo teríamos feito um esforço para ficar até ao fim. E não estávamos. Os gatos eram bem giros, a música é linda, os bailarinos são bons mas... o Campo Pequeno, meu deus, o Campo Pequeno deve ser a pior sala de espectáculos do mundo, pior ainda do que o Pavilhão Atlântico e olhem que isso já é pôr a fasquia mesmo muito baixa. Aquilo é uma praça para touradas. Ponto. Nunca ali vi um concerto ou um espectáculo ou uma feira ou o que quer que fosse que resultasse. A acústica é péssima - e não ajuda nada o facto de neste caso não haver orquestra e a música ser gravada. A iluminação é ridícula - sempre que os gatos saíam do palco e passeavam pela plateia ou faziam qualquer coisa num canto da sala ninguém os via, pura e simplesmente. E a envolvência do público é... nenhuma. A sério. Onde quer que uma pessoa se sente o palco está sempre láááá longe. Depois, não há condições para se ver um espectáculo naquela plateia enorme, plana, ali colocada no meio da gigante arena. Ou nas bancadas, com a luz e o barulho constantes vindos dos corredores. O facto de ser impossível manter a sala escura faz com que na audiência as pessoas continuem a conversar umas com as outras, numa permanente distracção. Já para não falar das super-incómodas cadeiras. Com tudo isto é muito difícil, mas mesmo muito difícil, que um espectador mantenha a sua atenção e se sinta "agarrado" pelo espectáculo, por muito bom que ele seja. E eu não acho que Cats seja assim um espectáculo tão bom como se diz, mas acho que se aqueles gatos miassem no Coliseu de Lisboa ou no CCB teria sido outra coisa, completamente diferente e mil vezes melhor. Disso não tenho qualquer dúvida.

(se eu tivesse pago os bilhetes estaria furiosa, assim só tenho pena que tenham estragado aquilo que poderia ser um bom divertimento)

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por Gata às 09:40


1 comentário

De Tágide a 09.10.2014 às 10:34

Estive lá ontem e não podia concordar mais. Fiquei até ao fim e estou de rastos. Cadeiras desconfortáveis, portas a serem abertas e fechadas, imenso ruído nos corredores... E uma sala meia vazia. Tudo isto piorou bastante a experiência.

Tinha muitas expectativas mas não adorei o espetáculo. E se quando fui para lá ia com remorsos de não levar o meu monstrinho de quase 5 anos, quando de lá saí agradeci não o ter feito! ;)

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