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A Gata Christie



Quinta-feira, 14.08.14

Isto soa-me vagamente familiar

"Our entire European vacation has been like this — a grand apology tour. Although no heirloom vases have been shattered at any of our stops, sandboxes have been emptied, paint has been splattered, soccer balls have been kicked over fences and buckets of water have been dumped. My two sons are exuberant fellows: They have rarely met a hallway they didn’t want to careen down, a coffee table they didn’t want to race around or a cushion they didn’t want to jump on.

They are children.

Only they’re not just children; they’re boy children."

Estava a ler isto e a lembrar-me dos nossos dias em Paris e da minha amiga a perguntar-me "mas como é que tu não tens uma doença do coração?". Não sei como, na verdade. Quando era mais pequeno, o meu filho Pedro era conhecido numa parte da família como "Pedro Pára" porque passávamos o dia inteiro a repetir Pedro, pára, Pedro, pára, de tal forma que parecia que uma palavra não podia vir sem a outra. Os meus filhos sempre foram assim enérgicos, mexidos, sempre andaram a correr por todo o lado, sempre aos saltos, sempre preferiram as brincadeiras físicas às brincadeiras calminhas. Mesmo agora que o António já está numa idade diferente e já se entretém bastante com as várias tecnologias, quando está com o irmão ou com outras crianças e, sobretudo, se estiver na rua/no jardim/ no parque, fica completamente imparável. Ficam os dois imparáveis. Palpita-me que os meus filhos subiram a todos os muros de Paris, escalaram a todos postes, pularam em todas as escadas, empoleiraram-se em todas as varandas e pontes e o Pedro ainda se espojou em todo o lado, mesmo no chão mais sujo. É muito cansativo para quem tem de tomar conta. É preciso estar sempre de olho, é preciso repetir muitas vezes não, párem, voltem, não, não, não, cada vez mais alto, até eles obedecerem. E às vezes é preciso simplesmente deixá-los ir, correr, explorar, brincar. Vivemos neste equlíbrio precário. Que sejam enérgicos mas que saibam comportar-se quando é preciso que se portem bem - esse é o objectivo a alcançar. Há dias em que sim, há dias em que não. Estamos a trabalhar nisso. Havemos de chegar lá.

Como escreve Lynn Messina:

"Sure, we all want our children to be polite and courteous and the perfect house guests, but we also want them to one day scale walls."

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por Gata às 12:16


1 comentário

De Tágide a 16.08.2014 às 16:25

Acho que é importante deixá-los correr, brincar, explorar... Claro que o equilibrio entre deixá-los fazer e educá-los não é nada fácil. Mas o facto de não pararem quietos é um sinal que são saudáveis e bem dispostos. Há um tempo que te leio e acabei por ler tudo desde que criaste o blog e adorei :)

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