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A Gata Christie



Sexta-feira, 25.07.14

Paradoxos de uma mãe divorciada

De três em três semanas, calha-me trabalhar ao fim-de-semana. Odeio, claro.

Mas.

Nesses fins-de-semana em que me calha trabalhar tenho que arranjar uns avós ou uns tios que fiquem com os meus filhos. E, quase sempre, os avós e os tios são simpáticos e, para facilitar, ficam com eles também à noite.

Isso significa que.

De três em três semanas, calha-me ter uma ou duas ou (raramente, muito raramente) três noites sem crianças. Em que não preciso correr do trabalho para os ir buscar. Em que posso cozinhar umas comidas com molhos e picantes. Ou posso comer uns flocos ao jantar. Ou posso ir jantar fora. Em que posso ir ao cinema ou ao teatro ou a um concerto ou estar com amigos. Em que não tenho que pensar neles e nas roupas deles e nas comidas neles e nas brincadeiras deles e nas coisas todas deles. Em que posso sair até às tantas. Ou ficar em casa sem fazer nada. Em que posso estar sozinha. Ou estar acompanhada. E isso faz com que trabalhar ao fim-de-semana não seja assim tão mau. Nada mau mesmo.

Hoje é sexta-feira. Hoje é um desses dias paradoxais.

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por Gata às 11:16


4 comentários

De Rita Alves a 25.07.2014 às 11:51

Quando comecei a vida de divorciada os fins de semana sem filho eram um tormento. Ter todo o tempo do mundo para mim, quando na realidade o que eu queria era ter todo o tempo do mundo para o meu filho. Fim de semana sem filho e sem trabalho eram dia de sair até às 7h da manhã, dançar, dançar, cansar-me, cansar-me, chegar a casa e dormir, acordar, comer e voltar a sair para em nada pensar. Depois tive de fazer aquele caminho difícil, o de estar sozinha, comigo. Nada fácil, mesmo. Mas agora, que já passaram uns anos, continua a custar estar um fim de semana sem ele, mas já aguento estar comigo :) Bom fim de semana!!!

De mdlsds a 26.07.2014 às 10:21

Eu habituei - me de tal maneira aos fins - de-semana sim fibzw-de-semana não, sabiam- me tão bem, eram tão preciosos para a minha cabeça e como mulher, que agora que o miúdo é quase um adulto e já só vai almoçar ou jantar com o pai e volta sempre à base, sinceramente, agora até sinto falta de estar sozinha e de não ter de pensar em nada. São preciosos esses momentos. Eu acho! E gosto de saber que há mães que os vivem sem aquela coisa da culpa que é para me sentir menos culpada também :)

De Joana a 01.08.2014 às 18:07

Sei bem o que ter de deixar a filhota com os avós e com o pai. Não foi fácil habituar-me, mas depois sabia tão bem aqueles momentos sem correrias, desarrumações, birras, etc.
Os anos vão passado e ele vão nos deixando. A minha com 23 anos já passa mais tempo fora do que comigo.
Quanto às folgas, tem mais sorte que eu, pois só tenho um fim de semana por que não trabalho.
É a vida!
Bom fim de semana

De Carolina a 17.02.2016 às 14:59

Divorciada há meio ano, custódia partilhada, semana sim semana não! Ao início era fácil pois ao fim de semana saía até me apetecer. Agora não, á medida que o tempo passa cada vez se torna mais difícil cada segundo sem ela. Cada segundo que ele me arranca de estar com ela é como se me arrancasse as entranhas. Sinto me a morrer por dentro.

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