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A Gata Christie



Terça-feira, 12.08.14

Paris: planear a viagem. Estou sozinha com os miúdos e agora?

A viagem a Paris e à Eurodisney estava prometida ao António para quando ele terminasse o 4º ano, o que coincidia com o facto de o Pedro ir para o 1º ano. Não como um prémio, mais como um marco para eles, e também porque me pareceu que estas seriam as idades certas para nos metermos nesta aventura. Claro que a primeira vez que falámos disto a nossa vida era muito diferente. Éramos quatro e tínhamos mais dinheiro. As coisas complicaram-se mas os planos mantiveram-se. Fizemos um mealheiro, para ajudar nas despesas. E comecei a rondar alguns amigos, a tentar perceber se alguém estaria a pensar ir à Disney este ano. Estava fora de hipótese meter-me numa viagem destas sozinha com os rapazes, não porque não fosse capaz (que seria, obviamente) mas porque iria ser horrível (eu conheço-me e conheço os meus filhos e não seria bonito, posso garantir-vos). Foi por mero acaso, numa conversa que não tinha nada a ver, antes de uma ida ao cinema, que uma amiga comentou que estava a planear levar o afilhado a ver a Torre Eiffel e começou logo ali a nascer a ideia de irmos juntas. Depois, por alturas da Páscoa, acertámos os detalhes: quantos seríamos, as datas que conviriam a todos, o que queríamos fazer na viagem. E começámos a contagem decrescente para as férias.

Éramos três adultos (duas mães e uma madrinha/amiga) e quatro crianças (dois de 10 anos e dois de 6 anos). As crianças não se conheciam. Eu não conhecia a outra mãe. Eu a e a Cecília somos amigas mas nunca tínhamos viajado juntas. Foi como um 'blind date', concluímos, no final da viagem. Podia ter corrido mal. Podíamos ter antipatizado uns com os outros. Mas isso não aconteceu. Correu bem. Correu muito bem. Correu tão bem que ficámos com vontade de viajar juntos mais vezes.

Ajudou muito o facto de sermos pessoas descomplicadas e de estarmos todas no mesmo comprimento de onda - sabíamos que esta viagem era para as crianças e que queríamos gastar o mínimo possível. E ajudou ainda mais o facto de termos connosco a mais dedicada e paciente planeadora-de-viagens-incansável-guia-cuidadora-de-crianças-e-de-mães-recém-divorciadas à face da terra. E que ainda por cima fala francês. Minha querida amiga, obrigado por tudo.

A primeira vez que vimos a Torre Eiffel, lá ao longe, no Centro Georges Pompidou.

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por Gata às 10:11


1 comentário

De cecília a 12.08.2014 às 14:38

oh, pá!
foi um belíssimo blind date! obrigada pelos mimos e pela paciência!

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