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A Gata Christie


Quinta-feira, 21.09.17

Os livros das férias

Uma das coisas boas de os miúdos estarem a crescer é que as férias já significam, outra vez, ter tempo para ler. Na praia enquanto eles correm e pulam e mergulham no mar, em casa enquanto eles mergulham nos ecrãs. De vez em quando ainda tenho que jogar com as raquetes ou dar uns toques na bola, mas já não é nada de muito exigente. Nas duas semanas em que estive na praia consegui ler estes:

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No ano passado, tinha gostado muito do Índice Médio de Felicidade, de David Machado, por isso estava com grande curiosidade sobre este Debaixo da Pele. Confirma-se. É muito bom. O primeiro capítulo é extraordinário. Mesmo. A história é contada do ponto de vista de uma jovem que foi maltratada pelo namorado. Como é que ela lida com o trauma e com as expectativas dos outros? Como se relaciona com os pais, com os amigos, com o mundo, com as memórias, com as ideias que tinha para o seu futuro? A dor dela é palpável. Tão real. Até que o encontro com uma rapariga, uma criança, sua vizinha, vai interferir na sua vida. No capítulo seguinte, há um salto temporal e vamos encontrar um homem, de meia idade, que se apaixona por uma rapariga misteriosa (que é a criança do primeiro capítulo) e com ela mantém uma relação perturbadora. Mais um salto temporal e colocamo-nos na cabeça de um rapazito que vive com a mãe (a protagonista do primeiro capítulo), num monte, isolados do mundo. Estes dois capítulos não conseguem manter o nível do primeiro mas ainda assim são bastante bons. Encontrar as vozes certas e naturais destas personagens, os seus pensamentos e as suas palavras, não deve ter sido tarefa nada fácil.

Um Crime na Exposição é um reencontro com o nosso amigo e detective Jaime Ramos. Gosto muito desta série, de todo o trabalho de descrição dos espaços, das cidades, dos ambientes. Francisco José Viegas perde-se nos pormenores, nos charutos, nas comidas, nos corpos, nos gestos, e é absolutamente delicioso de ler. Nestes livros, o crime é apenas uma desculpa para conhecermos as personagens, para falar das suas relações e dos seus desejos, para viajar para outros locais, para acompanharmos o envelhecimento do detective que parece viver fora deste tempo.

O livro de Alexandra Lucas Colho E a noite roda foi uma enorme surpresa. Há muito tempo que não me acontecia devorar assim um livro, de forma tão compulsiva, quase sem conseguir parar. Fiquei completamente apaixonada pela história de amor entre os dois jornalistas, ela, Ana, vinda de Espanha, ele, Léon, da Bélgica, que se encontram em Israel aquando da morte de Yasser Arafat. Mais uma vez, fico presa pela descrição dos locais, com mil pormenores, as cores, os cheiros, as pessoas, os sabores, que quase nos transportam para a Faixa de Gaza ou para Paris ou para a região da Mancha, seguindo os passos de Dom Quixote. É Ana que nos conta a história, mas vamos acompanhando as trocas de mensagens entre eles, o desejo que cresce, os encontros e desencontros, a desilusão. Estava a ler este livro quando aconteceu aquela espécie de polémica com a canção em que Chico Buarque canta: “Quando teu coração suplicar/ Ou quando teu capricho exigir/ Largo mulher e filhos e de joelhos vou te seguir". E eu só pensava como a Ana iria gostar de Chico ou como Chico iria gostar da Ana e como se calhar é por isso que eu gosto de ambos, de Chico e deste livro, onde o amor surge em locais proibidos e sem se submeter à vontade. E mesmo sabendo praticamente desde a primeira página como a história iria terminar era impossível não estar a torcer por eles, numa angústia crescente.

A Menina Sem Estrela é um livro de crónicas de Nelson Rodrigues publicadas em 1967 e que são também as suas memórias. O estilo de escrita não é propriamente fácil nem sequer muito bonito mas, neste caso, para mim, o mais importante era ficar a conhecer melhor este homem. Já tinha lido há uns anos O Anjo Pornográfico, a biografia de Nelson Rodrigues pelo grande Ruy Castro que agora, finalmente, foi editada em Portugal (eu li a edição brasileira comprada em 2001 numa livraria do shopping de Florianopolis, durante a lua-de-mel), mas interessava-me perceber Nelson por Nelson e a sua vida povoada por tragédias. É uma visão obviamente parcial e muito emotiva mas é isso mesmo que dá um gosto especial a estes textos.

(nos entretantos, deixei dois livros a meio. odeio deixar livros a meio, sobretudo quando são de autores de que eu gosto ou com quem simpatizo. talvez não tenha sido o momento certo para nos encontrarmos. os livros têm os seus momentos para serem lidos. talvez um dia destes. nem vou dizer os nomes que é para não azarar.)

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por Gata às 22:33

Quinta-feira, 14.09.17

Então e essas férias?

Tenho uma vaga memória de que foram boas. Depois de oito dias seguidos a trabalhar, incluindo o fim-de-semana e um piquete nocturno, com menos um dente do siso na boca e ainda a tentar organizar-me com os novos horários e as novas rotinas, ao nono dia tenho finalmente uma folga em que prevejo passar um belo tempo no supermercado a aproveitar os 15% de desconto em cartão, levar o António a uma consulta à hora do almoço e terminar o dia com a reunião de pais na escola do Pedro. E ainda tenho uma entrevista para transcrever e transformar em 4300 caracteres de texto até amanhã. Ai, setembro, setembro, se não fosse sempre assim nem teria graça, pois não?

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As férias foram bem boas, só para que fique registado. Foi a vez em que passámos mais tempo os três sozinhos e mais tempo no mesmo sítio. Sem stresses. Eles crescem e estão felizes. O resto, como diria o outro, é "peaners".

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por Gata às 10:02

Segunda-feira, 04.09.17

Devagar

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(acabei de ligar o computador, depois de mais de duas semanas off. já há roupa no estendal. os putos estão a matar saudades da playstation. temos uma lista de compras gigante. hoje já haverá treino de futebol. as férias estão a acabar. mas devagar, ok?)

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por Gata às 10:45

Quinta-feira, 20.07.17

Detox (2)

De uma maneira geral, nas férias a regra é não ter regras. Deixarmo-nos ir com a onda, sem horários para comer ou para dormir, a não ser aqueles que nos determinam o corpo e o bom senso. Mas uma regra fiz questão de manter nestes dias: não havia telemóveis durante as refeições nem na praia (e isto serviu também para mim) nem no quarto. Em casa, o António deixa sempre o telefone na sala à noite, mas aqui pareceu-me que eram necessárias medidas mais drásticas. Sobretudo para impedir determinadas pessoas de acordarem a horas impróprias e correrem para o telefone. Assim, antes de irem dormir, os adolescentes desligavam os telemóveis (o mais pequeno não tem telemóvel e não levou o tablet para as férias por isso não tinha nada para desligar) e entregavam-mos. De manhã, eu devolvia-lhes os telefones em troca de bons dias sorridentes. E foi a melhor decisão que tomei. Toda a gente dormiu bem e, na verdade, eles tiveram mais do que tempo para estarem agarrados aos ecrãs. De tal forma, que nunca houve discussões sobre este assunto. Só isso já é uma vitória.

Confirma-se: sou uma chata. Com muito orgulho.

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por Gata às 01:48

Quarta-feira, 19.07.17

Detox

Foram oito dias inteiros de férias: um dia no Alentejo para ver a família e apanhar o primo, seis dias no Algarve com os três rapazes, e mais um dia no Alentejo no regresso. Naqueles seis dias, tirando alguns (poucos) telefonemas, não conversei com nenhum adulto. Não levei computador, não vi televisão (só tínhamos os canais abertos e não havia nada que me interessasse) e tentei controlar os acessos no telemóvel (embora não tenha conseguido fazer o detox completo...). Fazia-me falta. Fazia-me muita falta desligar. E como os miúdos andavam lá na sua vida, felizes e contentes (basicamente só conversavam comigo quando estávamos todos no carro ou à mesa), passei bastante tempo calada. Também me fazia falta isto. Nada de conversas desnecessárias, de blá blá blá sem interesse. Li bastante. Pensei na vida. Vi os putos a brincar nas ondas. Fiz planos para o futuro que nunca se irão concretizar. Dormi. Esqueci-me de levar a máquina fotográfica e por isso nem fotografias tenho destes dias. 

Na verdade, acho que poderia republicar o post do ano passado e estaria tudo certo. 

E o bom que isto é.

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por Gata às 15:54

Quinta-feira, 15.09.16

Desligar

Foi o nosso luxo das férias. Fomos passar duas noites à Offline House, uma casa que a Bárbara e a Rita abriram na primavera no Vale da Telha, entre Aljezur e a Arrifana*, e que é um convite a estarmos desligados das teconologias. Nos cacifos, à entrada, podemos deixar os computadores, telemóveis, i-pads. Lá dentro, só raramente se vê alguém com um destes aparelhos. Há telefone fixo e um relógio de ponteiros na parede da sala (e despertadores à moda antiga nos quartos) e é comum ouvir alguém a perguntar "que dia é hoje?". E é assim mesmo que deve ser. A ideia é que as pessoas desliguem das suas vidas, das rotinas e das preocupações sem importância que nos costumam atafulhar a cabeça, e se concentrem nesta vida boa - uma piscina, as praias ali ao lado, a sombra dos pinheiros, aulas de yoga e de surf, caminhadas, conversar com quem partilha connosco estes dias, pessoas vindas de vários cantos do mundo e que não conhecemos de lado nenhum. Há uma cozinha comunitária, uma sala e um terraço. Há silêncio a maior parte das vezes ou música boa que alguém vai pondo a tocar. Não há pressa.

Foi uma experiência muito engraçada para nós, que nunca tínhamos estado num sítio assim. Os miúdos adoraram. Tivemos sorte por haver três portugueses, muito simpáticos, com quem eles logo fizeram amizade. Digo sorte porque para eles seria mais difícil estabelecer comunicação com a espanhola ou a neo-zelandeza ou os alemães que também lá estavam. "Porque é que vocês estão sempre a falar inglês?, não é justo", queixou-se o Pedro. Não éramos muitos, era quase como quando juntamos a família para o natal. E, há que dizê-lo, a Rita e a Bárbara são óptimas profissionais, e têm esse dom de conseguir pôr-nos em casa, respeitando aqueles que querem manter a sua privacidade mas criando laços entre os que querem participar na vida da casa - nas longas conversas ao pequeno-almoço, com pão alentejano e café; nos jantares que a Bárbara cozinha avisando que não é nada de especial, mas é; nos serões que podem ter piano e jogos divertidos no sofá, mas também podem ser à volta de uma fogueira no jardim, com violas, djambés e cantorias (a meio da noite, os putos foram para a piscina, ficaram gelados mas foi uma aventura inesquecível). 

O tempo estica quando não se tem relógio. Deu para irmos ver o pôr-do-sol ao Monte Clérigo. Deu para ter uma sessão de reiki e tentar alinhar as energias (não resultou muito, mas pronto). Deu para passar um dia inteiro na piscina com um livro e, no final do dia, os miúdos foram com os amigos novos jogar à bola na praia da Arrifana enquanto eu pude desfrutar de uma fabulosa aula de yoga. Uma hora e meia a ouvir os passarinhos e a sentir o vento a passar por entre as árvores e tocar a minha pele, enquanto eu me esticava e relaxava.

Apetecia-nos ficar mais tempo, mas não havia orçamento para tal. Foi o nosso luxo das férias. Dois dias tão perto mas tão longe daqui.

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* há cinco anos que não ia para este sítio onde passei tantos mas tantos dias de felicidade ao longo de doze anos. foi bom matar saudades daquelas praias, daquele mar, daquele cheiro a pinheiros pela manhã, ir ao minimercado Roque & Filhos comprar pão, cumprimentar o dinossauro abandonado no regresso da praia, percorrer aquelas curvas agora no lugar no condutor. e sentir-me em casa. é bom voltar aos lugares onde fomos felizes quando estamos em paz connosco.

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por Gata às 21:58

Terça-feira, 13.09.16

Fomos ver estalactites

Mãe, podemos ir ver estalactites?, pediu o Pedro, há uns tempos, depois de ver umas imagens na escola. Pareceu-me uma boa ideia. Num dos primeiros dias das férias fomos até às Grutas de Mira de Aire. Chovia a cântaros quando saímos de Lisboa e nós de sandálias nos pés. Mas cheios de determinação.

Eu tinha visitado as grutas em miúda, com os meus pais, mas só guardava uma vaga ideia daquilo, de modo que ia tão entusiasmada quanto eles. As grutas são uma pequena maravilha da natureza. Porém, um pouco estragadas pelo homem, há que convir. O empreendimento turístico é feiozito e a museografia é bastante antiquada - as grutas abriram ao público em 1974 e fizeram-se coisas naquela altura que hoje nos parecem completamente desaquadas, como por exemplo aquele excesso de iluminação colorida, ou instalar repuxos lá dentro (porquê?, a beleza natural do espaço não era suficiente?), ou tentar construir um bar no meio das grutas e depois perceber que logisticamente não era viável e por isso lá estão o balcão e os bancos de cimento, como vestígios da desastrosa intervenção humana. Aliás, foi isso que mais me chocou ali: o excesso de intervenção humana. Algo que nos anos 70 devia fazer todo o sentido e que hoje felizmente já não se faz. Apesar disso, a visita causa um impacto enorme. Pela grandeza das grutas. Pela sua beleza. Por saber que estamos debaixo da terra. E lá vimos as estalactites.

No entanto, se lhes perguntarem eles dirão que o melhor da nossa ida às Grutas de Mira de Aire não foram as grutas mas o parque aquático. Assim que vi no site que o empreendimento turístico das grutas tinha um parque aquático soube que não havia como escapar. Marquei uma noite num dos bungalows - bastante simpático, por sinal - e os miúdos puderam aproveitar uma tarde e uma manhã de piscina, mergulhos e escorregadelas. O parque é pequeno e tem apenas três escorregas, o que significa que é perfeito. Eu fiquei sentada no meu cantinho a controlar tudo sem sair do lugar e eles podiam escorregar e depois subir as escadas a correr e voltar a escorregar sem filas nem confusões, num divertimento louco. 

No regresso, ainda aproveitámos para ir ver as salinas de Rio Maior, que eu não conhecia. No caminho para lá, enquanto o co-piloto António acompanhava o percurso no Google Maps, surgiu a questão: como é que é possível haver salinas tão longe do mar? E essa foi uma das coisas que aprendemos nesta visita. Estou à espera de uma ocasião especial para experimentar um pouco do sal que a simpática senhora do posto de turismo nos ofereceu depois de nos ter oferecido várias explicações.

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por Gata às 22:07

Domingo, 11.09.16

Aqui vamos nós outra vez

Os miúdos tiveram três meses inteirinhos de brincadeiras e liberdade. Eu juntei-me a eles nos últimos 24 dias (ena, ena, tantos). Foi tão bom que fica difícil escolher o que foi melhor. Os dias passados no Douro com os avós, diz o Pedro. O dia a escorregar no Aquashow com a Sónia e o resto dos amigos, diz o António. Os dias de praia com os primos, dizem os dois. As aventuras com os amigos novos da praia-campo da junta de freguesia (e crescer todos os dias um bocadinho). As brincadeiras com os vizinhos no terraço ou no condomínio da avó. Os passeios, os mergulhos em piscinas e praias várias (este ano ninguém se pode queixar da temperatura da água do mar, nem mesmo eu que sou a maior friorenta do mundo), os jogos de futebol na areia, os jogos de cartas ao serão. Foi mesmo bom, mas acabou-se. A semana que amanhã começa é uma das semanas mais complicadas de todo o ano, com o regresso ao trabalho, à escola, às actividades, com novos horários, novas exigências, ainda à procura de novas rotinas. Que estejamos sempre assim, como nesta foto, felizes e unidos. Já que o bronze, já se sabe, esse vai desaparecer aos poucos.

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por Gata às 19:34

Sexta-feira, 15.07.16

As good as it gets

Dei por mim sentada numa toalha na praia num daqueles fins de tarde absolutamente espectaculares, com o sol à temperatura certa a tocar-me na pele, sem vento, sem preocupações, com um livro na mão e as gargalhadas dos miúdos, felicíssimos, em brincadeiras dentro e fora da água. E pensei: tenho tanta sorte. Tenho mesmo. É que dificilmente poderia ser melhor do que isto. Claro que poderíamos estar num país exótico qualquer ou poderíamos ter dinheiro para ficar num hotel ou para ir todos os dias comer em restaurantes e não teria que cozinhar ou poderíamos não sei quê. Mas eu não fico a pensar no que poderia ser. O que faço é olhar para aquilo que temos e perceber como, dadas as condições actuais, isto é o melhor que poderíamos ter. Melhor até do que seria de esperar.

Tenho esta sorte de ter sítios-que-são-como-a-minha-casa no Alentejo e no Algarve. A minha família que nos recebe sempre com comidas boas e boa disposição. Aquele calor abrasador, 46º a meio da tarde, que me leva de volta aos longos verões da infância. Os putos já crescidos e que não dão assim tanto trabalho. E desta vez levámos o primo connosco para uns dias de praia e foi ainda melhor porque eles puderam brincar e conversar e passear e divertir-se todos, muito autónomos - o Pedro ainda tem de crescer um bocadinho mas estamos a chegar àquela fase em que eles já quase conseguem resolver os seus conflitos sem a minha interferência e querem estar lá no mundo deles, os mais velhos a ver as miúdas de biquini e a ter as suas conversas parvas, sem precisarem de mim para se entreterem. E, acreditem, eu consegui realmente descansar. Descansar a cabeça de tudo. Fiquei cinco dias sem ter uma conversa com um adulto, o que poderia ter sido um problema mas até isso acabou por ser bom. 

Agora é só aguentar um bocadinho até às próximas férias.

E vejam só como eles cresceram:

098.JPGMonte Clérigo, setembro de 2010 

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Praia da Luz, julho de 2016 

(sim, a blusa que o Alex tem na foto em cima é a mesma que o António tem na foto em baixo, mas na verdade ela agora até já pertence ao Pedro. adoro estes pormenores)

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por Gata às 11:10

Sábado, 02.07.16

Por estes dias

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 do Baby Blues

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por Gata às 23:44



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