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A Gata Christie


Sábado, 05.11.16

Can't stop

Nós a ouvir Red Hot Chili Peppers na auto-estrada, a voltar do Piódão.

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por Gata às 09:15

Quarta-feira, 02.11.16

Na serra

Fizemos gazeta na segunda-feira, fabricámos um fim-de-semana prolongado e aproveitámos para fazer duas das coisas melhores do mundo: estar com as nossas pessoas e passear. Fomos ao Piódão.

Nós somos pessoas da planície, das estradas a direito e sem fim à vista e, às vezes, substituímos a planície pelo mar mas é mais ou menos a mesma sensação de infinito (e de liberdade). Nas minhas incursões à serra, por mais bonita que seja a paisagem, sinto-me sempre um bocadinho estranha, como se sofresse de claustrofobia. Não é só a dificuldade de conduzir naquelas curvas e contra-curvas, muito concentrada na linha tracejada que assinala o meio do caminho, a tentar afastar pensamentos maus, ai e se agora derrapo lá vou eu pela montanha abaixo. É mesmo aquela sensação de estar no fim do mundo e pensar mas como é que as pessoas moram aqui uma vida inteira e fazem o quê para se entreter e se agora precisasse de ir para o hospital como é que eu fazia? E olhem que eu não sou uma pessoa geralmente dada a estes pensamentos trágicos, acho sempre que vai correr tudo bem. Mas é isto que a serra me faz. De maneiras que fomos ao Piódão, que fica lá longe, e a paisagem é bonita e a aldeia também mas por algum motivo aquilo não me encheu as medidas. Quer fosse pelas curvas, quer fosse pelas portas de alumínio nas casas de xisto ou pelas lojas de recordações industrializadas como aquelas pantufas-dos-chineses-mas-a-fingir-que-são-da-serra.

Mas mesmo sem ter sido uma experiência avassaladora, foi muito bom. Porque passear é bom. Para os miudos, bastam duas noites num hotel e uma piscina e já ficam felizes. Juntemos a isto a companhia dos tios e dos primos, muitas brincadeiras e gargalhadas. E, depois, sim, é claro, a beleza do lugar é inegável. O silêncio da serra faz-nos bem. Andámos muito a pé por caminhos de terra a ver as árvores e a mexer nas pedras, a ouvir os passarinhos, a apanhar paus, a correr pelo campo e a aproveitar o sol na cara (esteve um tempo maravilhoso, tivemos imensa sorte), e, sim, foi muito fixe fazermos isto todos juntos, conhecer um sítio que não conhecíamos, aprender coisas novas, comer comidas diferentes (a broa de batata está aprovadíssima), desfrutar de paisagens que não são as nossas. No fim de contas, acho sempre que ganhamos algo quando saímos de casa. De tal maneira que já estamos a pensar quando é que podemos fazer a próxima escapadela, não é, mana?

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por Gata às 18:49

Segunda-feira, 25.01.16

Vamos dar a volta ao mundo?

Conheço a Joana embora não a conheça. Nunca nos encontrámos. Entrevistei-a uma vez, por telefone, quando estava a fazer um trabalho sobre pessoas que tinham decidido mudar de país e de vida, indo de armas e bagagens para outras paragens. No caso dela foi Angola. Ela mandou-me umas fotos e fomos mantendo o contacto (coisas boas das novas tecnologias) e até descobrimos que somos vizinhas - ou melhor, seríamos, se ela decidisse "assentar arraiais" em Lisboa. Mas isso nunca aconteceu. A Joana é uma viajante. E agora está de partida para (mais) uma aventura fantástica: durante um ano vai dar a volta ao mundo, com o marido e a filha. Conseguem imaginar? É uma loucura, não é? Mas uma loucura daquelas boas. Quem é que nunca sonhou fazer algo assim?

“Vocês são malucos!”, “Mas com a miúda?”, “Então, mas e os empregos?”, “Despediram-se?”, “Vocês são malucos!”, “Que inveja!”, “Adorava fazer isso”. Estas são, sem grandes diferenças, as reacções da família e dos amigos à notícia que é a sério. Vamos mesmo despedir-nos dos nossos empregos (nesta altura já o fizemos) e viajar à volta do mundo durante os próximos meses de 2016. - escreve a Joana no Hotel Globo, o blogue que criou para contar todos os pormenores da viagem. Com fotos maravilhosas, para que fiquemos ainda com mais inveja. E dicas para quem estiver a pensar fazer alguma coisa deste género. Quem preferir pode acompanhá-los no facebook.

globo.jpgBoa viagem Joana, Francisco e Mia. Obrigado por nos levarem convosco. Obrigado por nos fazerem sonhar. 

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por Gata às 22:39

Domingo, 02.08.15

Contrabando

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 Dos Açores, trouxe chá Gorreana, comprado na fábrica, e vários pacotes de bolachas Mulata. Claro que podia ter comprado isto tudo no "continente" mas não era a mesma coisa, pois não?

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por Gata às 18:00

Domingo, 02.08.15

Ilhada

walk 053.jpgwalk 059.jpgIMG_1124.jpgA beleza da Lagoa das Furnas. Piscina natural de água quente no Parque Terra Nostra. Praia de areia preta (e de água maravilhosa) em São Roque.

S. Miguel, Açores

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por Gata às 00:24

Quinta-feira, 30.07.15

Da minha janela vê-se o mar

Por estes dias estou em S. Miguel. Há muito tempo que não vinha aos Açores e nunca tinha vindo a esta ilha. É trabalho, é muito trabalho, acreditem, mas pelo meio já provei uma maravilhosa bifana de atum e o melhor bolo de ananás do mundo, chicharros com feijão, queijo que pica na língua e queijadas de leite. A comida, a paisagem verde e as pessoas que tenho o privilégio de ir conhecendo fazem com que o trabalho não custe tanto.

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walk 036.jpgTirando a primeira, que são só uns miúdos descalços em Rabo de Peixe, estas são imagens de algumas das peças de arte pública produzidas no âmbito do festival Walk & Talk. A última, o 'Abraço à Ruína', é uma pequena maravilha de Vhils, num torreão no alto de um monte, rodeada de vegetação e silêncio. A arte pode ser (nem sempre, mas pode ser) a melhor iguaria.

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por Gata às 18:26

Quinta-feira, 12.02.15

Rio

Tantos locais que gostava de conhecer. Praticamente um mundo inteiro por descobrir. Já estou mais ou menos conformada que, pelo menos nesta vida, não vou conseguir viajar tanto quanto gostaria. Mas o Rio de Janeiro... como é possível nunca ter ido ao Rio de Janeiro?

(o vídeo é de Joe Capra)

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por Gata às 10:26

Sexta-feira, 15.08.14

Paris: a Torre Eiffel e o resto

Sábado, depois das baquetes ao pequeno-almoço, fomos passear. Era o nosso dia em Paris. E mesmo com o tempo um pouco instável nada nos impediria de ver tudo o que queríamos ver. A pé, passando pelo Pompidou e pela Câmara Municipal, até ao rio. A pé, junto ao rio, espreitando as "praias", até à Ponte das Artes. Os miúdos ficaram encantados e passaram ali algum tempo a tentar abrir os cadeados. Quase todas as pontes de Paris têm cadeados mas aquela é realmente impressionante, brilhando ao sol. E não deixa de ser irónico que tanto "amor" esteja a ameaçar a ponte.

   

Atravessámos a rua para ir ver o Louvre - por fora, só por fora, tínhamos esgotado a nossa paciência para filas com a Disney. Fomos de metro até aos Champs-Élyseés e sentimos a imponência do Arco do Triunfo. Depois, outra vez de metro até ao Trocadero e abancámos na relva, a piquenicar com vista para a Torre Eiffel. Sem pressas. Porque isto de brincar a apanhada e às escondidas num jardim em Paris é outra coisa.

   
Finalmente, chegámos à Torre Eiffel. Uma multidão, uma birra, muitas fotografias. Descemos pelos jardins. Com tempo. Com brincadeiras. Que as crianças já começavam a ficar um bocadinho cansadas. Fomos a pé até aos Invalides, onde encontrámos uma manifestação e aproveitámos para lhes falar de Israel e da Palestina. Mas os miúdos, claro, estavam pouco interessados em política internacional. Só tinham olhos para o aparato da polícia de choque, as armas, os cães, os carros, os capacetes, centenas de polícias que fecharam completamente a praça e nos impediram de atravessar a linda ponte Alexandre III. Apanhámos o metro de volta para casa.
   
No dia seguinte, domingo, ainda tivemos tempo para passear mais um bocadinho. De pé até Notre Dame para ver a catedral onde se escondia o Corcunda, de autocarro Castor (porque havia umas estações de metro em obras) até aos Bateaux Mouches e, por fim, um passeio pelo Sena, para terminar em beleza a nossa viagem e nos despedirmos da Torre Eiffel.
Voltámos a casa, fizemos as malas, apanhámos o comboio para Orly e depois o avião Airbus A320 Agostinho da Silva, da TAP, para Lisboa. Chegámos a casa às 23.00, direitinhos para a cama. Mas com muitas histórias para contar e memórias para guardar. A viagem, vendo bem, ainda não terminou.

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por Gata às 10:10

Quinta-feira, 14.08.14

Isto soa-me vagamente familiar

"Our entire European vacation has been like this — a grand apology tour. Although no heirloom vases have been shattered at any of our stops, sandboxes have been emptied, paint has been splattered, soccer balls have been kicked over fences and buckets of water have been dumped. My two sons are exuberant fellows: They have rarely met a hallway they didn’t want to careen down, a coffee table they didn’t want to race around or a cushion they didn’t want to jump on.

They are children.

Only they’re not just children; they’re boy children."

Estava a ler isto e a lembrar-me dos nossos dias em Paris e da minha amiga a perguntar-me "mas como é que tu não tens uma doença do coração?". Não sei como, na verdade. Quando era mais pequeno, o meu filho Pedro era conhecido numa parte da família como "Pedro Pára" porque passávamos o dia inteiro a repetir Pedro, pára, Pedro, pára, de tal forma que parecia que uma palavra não podia vir sem a outra. Os meus filhos sempre foram assim enérgicos, mexidos, sempre andaram a correr por todo o lado, sempre aos saltos, sempre preferiram as brincadeiras físicas às brincadeiras calminhas. Mesmo agora que o António já está numa idade diferente e já se entretém bastante com as várias tecnologias, quando está com o irmão ou com outras crianças e, sobretudo, se estiver na rua/no jardim/ no parque, fica completamente imparável. Ficam os dois imparáveis. Palpita-me que os meus filhos subiram a todos os muros de Paris, escalaram a todos postes, pularam em todas as escadas, empoleiraram-se em todas as varandas e pontes e o Pedro ainda se espojou em todo o lado, mesmo no chão mais sujo. É muito cansativo para quem tem de tomar conta. É preciso estar sempre de olho, é preciso repetir muitas vezes não, párem, voltem, não, não, não, cada vez mais alto, até eles obedecerem. E às vezes é preciso simplesmente deixá-los ir, correr, explorar, brincar. Vivemos neste equlíbrio precário. Que sejam enérgicos mas que saibam comportar-se quando é preciso que se portem bem - esse é o objectivo a alcançar. Há dias em que sim, há dias em que não. Estamos a trabalhar nisso. Havemos de chegar lá.

Como escreve Lynn Messina:

"Sure, we all want our children to be polite and courteous and the perfect house guests, but we also want them to one day scale walls."

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por Gata às 12:16

Quarta-feira, 13.08.14

Paris: a "magia" da Disney

Vamos lá ver, eu gosto dos carrosséis e das montanhas russas e dessas brincadeiras, gosto mesmo. E a maioria das diversões que experimentámos eram muito fixes. Mas não gosto de multidões e não gosto de filas - sobretudo não gosto de filas que duram quase ou mais do que uma hora. E não gosto de gente mal-encarada. Eu imagino que não seja fácil trabalhar ali todos os dias, a ouvir aquela musiquinha e a aturar turistas barulhentos e putos birrentos, mas pedia-se um pouco mais de sorrisos e de simpatia e de "magia", a tão falada magia da Disney, afinal, aquilo é suposto ser um mundo de encantar. Pedia-se um pouco mais de mickeys e de patos donalds a percorrerem o recinto para animar a criançada. Umas surpresas aqui e ali. Pedia-se um pouco mais de ilusão e de felicidade, imagino que seria isso que o senhor Walt Disney gostaria.

E quanto à parada, aquela para a qual as pessoas esperam mais de meia hora sentadas no chão e depois acotovelam-se para chegar à frente e filmar tudo como se fosse uma maravilha... antes de ir, uma amiga avisou-me que a parada da Disney parecia o carnaval de Torres Vedras. Eu achei que era piada mas não era. Nunca fui ao carnaval de Torres Vedras mas acredito mesmo que seja melhor do que aquilo. Uma pessoa vê aqueles carros alegóricos a passar e não acredita. A sério? É isto a grande parada da Eurodisney?

Dito isto, os miúdos adoraram. Adoraram tudo. Gostaram do palácio da Bela Adormecida e das chávenas da Alice, das grutas dos piratas, dos tiros do Buzz Lightyear e da viagem do Star Wars, dos hamburgueres manhosos e dos bonecos que desfilaram à sua frente com um sorriso postiço, das pipocas, do algodão doce e das pistolas dos Piratas das Caraíbas que comprámos à saída. De tudo. E só por isso valeu a pena.

Na sexta-feira, estivemos na Disney das 10.30 da manhã às 9.00 da noite. Está visto e não tenciono voltar.

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por Gata às 21:41



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