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Quando estava a escrever sobre Todas as coisas maravilhosas, do Ivo Canelas, andei à procura de uma música que se ouve ao longo do espectáculo, de que eu tinha gostado muito e fazia todo o sentido ali. Mas foi em vão. A única coisa que me lembrava era que a canção começava com a frase "the sun came up" (que no espectáculo se ouve várias vezes) e o google é fabuloso mas desta vez não me conseguiu ajudar. Ainda pensei pôr a Elis Regina (mais uma coisa maravilhosa) mas como queria que o post transmitisse uma energia mais positiva, que tinha mais a ver com a energia com que saímos dali, acabei por colocar o tema dos Violent Femmes, Blister in the Sun, que é o que encerra o espectáculo e que também tem um cantinho muito especial no meu coração.

Mas um leitor querido descobriu qual era a canção e mandou-ma (obrigado, obrigado). Chama-se Road to Joy e é do grupo americano Bright Eyes. 

Aqui está, portanto, este "caminho para a alegria" com votos de um bom fim-de-semana, apesar da chuva e dos testes que se aproximam (nem me digam nada). 

"Let's fuck it up boys, make some noise!"

Road to Joy, Bright Eyes

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publicado às 09:41

Comecei esta série, "A felicidade nas coisas pequenas", a 3 de janeiro de 2013. A minha vida nessa altura estava um pequeno caos, depois de eu ter descoberto que o amor da minha vida afinal já não era o amor da minha vida e de me ter separado e de estar em vias de me divorciar. Mas nem tudo era mau. Há sempre pequenas coisas que nos deixam felizes. Às vezes coisas inesperadas. Coisas de nada. Quando estamos muito em baixo as pequenas coisas fazem a diferença e podemos ficar felizes com coisas tão simples como comer amêndoas de chocolate ou ver um arco-iris ou ouvir uma música de que gostamos ou receber uma mensagem de um amigo. Encontrar a felicidade nas coisas pequenas é uma das minhas estratégias para ultrapassar os momentos mais complicados.

Ora, é precisamente disso que fala o espectáculo Todas as coisas maravilhosas, de Ivo Canelas. Trata-se de um monólogo sobre a doença mental, a depressão e o suicídio e, sim, tem partes muito duras mas também é (surpreendam-se) bastante divertido. O texto original é do britânico Duncan Macmillan mas a versão portuguesa é muito boa e o Ivo Canelas é fantástico nesta dança entre os momentos mais emotivos e as explosões de energia (e ainda a responder aos espectadores-actores que nem sempre reagem como seria expectável). 

Resumindo: quando o protagonista tinha sete anos, a mãe tentou suicidar-se e para a animar ele decidiu começar a fazer uma lista de todas as coisas maravilhosas que existem no mundo, aquelas coisas por que vale a pena viver. Coisas como:

1. gelado

2. guerras de água

25. usar uma capa

A lista foi sendo atualizada, ao longo dos anos, sempre que a mãe sofria mais um episódio depressivo:

319. rir com tanta força que até se espirra pelo nariz

516. ganhar alguma coisa

577. bolachinhas no leite

994. cabeleireiros que ouvem mesmo aquilo que queremos

E foi-se complicando, tal como se complica a cabeça das pessoas crescidas:

1010. ler algo que descreve exactamente o que estás a sentir mas que não tinhas palavras para descrever

253 263. a sensação de calma que se segue à constatação de se estar metido em sarilhos mas que já não há nada a fazer em relação a isso

999 997. o alfabeto

(o resto da história têm de ir ver para saber como é)

A lista é infinita e é diferente para cada pessoa.

As minhas coisas maravilhosas, estou sempre a dizê-lo, são os abraços das pessoas de quem gosto, o sorriso dos meus filhos, os amigos, dançar, cozinhar, ler um bom livro, apanhar sol. E também: ir ao teatro com uma amiga numa sexta-feira à noite, pôr a conversa em dia, beber um copo de vinho e ainda poder rir e quase chorar com este espectáculo maravilhoso.

"Aproveitem, isto passa a correr."

Blister in the sun, Violent Femmes

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publicado às 16:47

O maior desafio da maternidade? Uma pessoa acha que nada pode ser pior do que aqueles primeiros dois meses depois do nascimento do primeiro filho em que a sua vida se virou de pantanas, em que está exausta e com as hormonas aos saltos e só quer dormir uma noite inteira sem ter que dar de mamar nem trocar fraldas. Depois uma pessoa acha que nada pode ser pior do que separar-se e ficar sozinha com dois filhos pequenos e de repente ter que ser mãe e pai e correr de um lado para o outro para apagar todos os fogos e nem sequer ter um colo aonde desabar ao final do dia. E depois chega a adolescência e, juro-vos, nada é pior do que isto, assim ao nível do cansaço mental, do desespero de nos sentirmos umas completas incapazes na tarefa de educar um filho e do consequente sentimento de culpa. Os últimos dois anos têm sido, sem dúvida, o maior desafio da minha carreira como mãe. E o pior é que vai continuar e, provavelmente, ainda vai piorar, porque a adolescência do primeiro está longe de terminar e, entretanto, o segundo já dá sinais de se querer armar em adolescente. 

Não está fácil.

Uma vez que não há teenblogs, como há babyblogs, isto de ser mãe/pai de adolescentes acaba por ser muito solitário. Aqui estamos nós, apavorados com o que nos está a acontecer, mas achando que somos os únicos a passar por isto, que todos os outros pais estão felizes e contentes e só nós é que nos sentimos miseráveis. Visto de fora, a mim parece-me sempre que os filhos dos outros dão muito menos chatices do que os meus. 

É por isso que me sinto mais apaziguada quando encontro alguns artigos que me ajudam a desdramatizar um pouco os meus problemas - que, vendo bem, não são assim tão graves - e me dizem que isto que está a acontecer com o meu filho e comigo é, afinal, algo bastante normal.

Por exemplo, estes artigos:

Be prepared, give them space, let them fail: how to survive the terrible teens (no The Guardian)

Jaume Funes: "Educar um adolescente é dar-lhe autonomia e fazê-lo aprender a gerir riscos" (no DN)

Claro que as dúvidas e as preocupações continuam cá todas. E as respostas tortas dele e as discussões entre nós também. Mas ao menos, ao ler isto, não me sinto a pior mãe do mundo. E até consigo reconhecer que estou a fazer algumas coisas bem feitas e que, a seu tempo, hão de dar os seus frutos (hopefully).

E, assim, continuamos na luta. Nesta montanha-russa.

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publicado às 22:13

07
Out19

Um voto no amor

Há muito tempo (há muito tempo mesmo) que não seguia uma noite eleitoral assim, do princípio até quase ao fim, com tanto interesse e, também, com tantos nervos. Fiquei muito feliz com a eleição da Joacine, ela representa muito daquilo que eu acho que mais precisamos na nossa sociedade: tolerância, igualdade, solidariedade, liberdade, democracia, diversidade, cooperação, inclusão, globalização. E amor. Sim, amor. Porque o amor é olharmos para além de nós, é termos empatia pelo outro, é querermos que os outros sejam felizes e acreditarmos que, neste processo, nós também seremos mais felizes.

Também fiquei triste ao ver que uma cada vez maior quantidade de pessoas defende, por um lado, políticas de exclusão e, por outro, políticas de competição. São nacionalistas e individualistas. Querem implementar políticas que criam barreiras e fossos entre as pessoas. Que as afastam. A minha ideia de sociedade não tem nada a ver com isto. A sociedade não deveria ser uma arena, onde nos degladiamos todos e onde só alguns sobrevivem. A lei do mais forte leva-nos geralmente, diz-nos a história, para lugares obscuros e, muitas vezes, violentos.

A sociedade em que eu gostaria de viver seria mais como um puzzle, onde todas as peças são diferentes mas todas têm o seu lugar e são todas necessárias para que o puzzle fique completo.

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publicado às 18:55

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"Temos de descobrir novas formas de sermos maravilhados", diz-nos Martim Sousa Tavares no último Casa de Partida, um programa que ele apresentou ao longo de doze semanas na Antena 2. Ele chamou a este último episódio "Como cuidar do seu jardim". Não é um título lindo?

Conheci o Martim este verão e gostei imenso de conversar com ele. Tem apenas 27 anos e é uma daquelas pessoas apaixonadas por aquilo que faz, e isso nota-se. Tenho muita pena de não ter tempo para acompanhar as "sessões de apreciação musical" que ele conduz por estes dias na Temporada de Música em S. Roque. Mas, se não puderem ir, experimentem ao menos ouvir os programas no site da RTP Play. Mesmo que - como eu - achem que não são muito fãs ou que não conhecem muito de música clássica, verão que não se vão aborrecer. Ele vai contando histórias sobre músicos e fazendo comentários que vão para além da música e vai nos mostrando músicas ou bocadinhos de músicas e quando damos por nós já passou uma hora.

"Sejam permeáveis e deixem-se influenciar pelos gostos dos outros, se calhar a pessoa ao vosso lado é capaz de vos ensinar a gostar de algo novo", aconselha Martim, no final do último programa. 

Abrirmo-nos aos outros, diferentes de nós. Na música e no dia-a-dia. E deixarmo-nos maravilhar. É uma das formas de cuidar do nosso jardim. 

Uma das coisas que me maravilhou recentemente: a pianista Joana Gama, que também é uma pessoa de quem gosto muito, a tocar Satie.

(a foto lá em cima é do Reinaldo Rodrigues/ Global Imagens)

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publicado às 09:49

As alterações climáticas, o plástico, a carne de vaca e a Greta Thunberg, o Valete, a violência doméstica, o poder da música e a liberdade artística, os homens e as mulheres, as casas de banho mistas e os brinquedos para meninos e para meninas (ainda? sim, ainda), a campanha, as eleições, uma candidata gaga, ser de esquerda ou direita, o Tarantino e o Almodóvar, os putos, a escola, os horários, os trabalhos de casa, os testes (a rotina toda de volta), os homens, ai, os homens, o sexo (qual sexo?), envelhecer, adoecer, os medos, dizer a palavra cancro muitas vezes, celebrar a vida, sempre, as notícias, as notícias falsas, os cliques, o jornalismo em decadência, os jornais em agonia (e tanto que havia a dizer sobre isto), as mudanças que desejamos, as mudanças a que a vida nos obriga, as pessoas de que gostamos e as pessoas de que não gostamos. Gargalhadas. Muitas. E abraços.

Nunca subestimem o poder terapêutico das boas conversas e das boas amizades. 

E ainda isto, por causa de angústias várias:

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publicado às 14:25

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Existe em Dor e Glória, o novo filme de Pedro Almodóvar, a ideia bonita de que o universo encontra sempre um sentido para isto que nós andamos aqui a fazer e que as nossas acções e sentimentos, mais tarde ou mais cedo, hão de ser reconhecidos. Gosto desta ideia embora por vezes (muitas vezes) me custe acreditar nela. Também gostei muito do filme. Só podia. É um filme sobre o envelhecimento e sobre o modo como nos encontramos, a dado momento das nossas vidas, a olhar com olhos de ver para o passado e a querer perceber, afinal, o que nos trouxe até este momento em que estamos. É por isso, inevitavelmente, um filme sobre sonhos que nunca se concretizam. E outros que sim. Também é sobre a solidão. E sobre as mães e os filhos. Sobre o amor incondicional. E o outro amor.

Emocionei-me várias vezes ao longo do filme, com coisas pequenas, algumas palavras, algumas cenas. Nada de lágrimas arrebatadoras, apenas aquela emoção que nos faz mexer na cadeira e engolir em seco enquanto sentimos os olhos húmidos. Depois, quando vinha no carro para casa, umas breves lágrimas escorreram-me pela cara. Nem sei bem porquê. 

O Tarantino (de quem vi há exactamente uma semana, no mesmo cinema, Era uma vez em Hollywood) pode ser muito inteligente e saber muito de cinema e fazer filmes muito bem feitos e bonitos e cheios de referências e de ironia, mas não sabe nada sobre aquilo que nos mexe por dentro. Essa é que é essa.

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publicado às 16:54

18
Set19

Ilusões

Setembro também é isto: aquele momento em que me delicio por vê-los tão crescidos, cada um à sua maneira, em que ainda não há testes nem muitos trabalhos, em que eles todos os dias têm novidades para contar e parecem entusiasmados e em que ainda acredito (acreditamos todos, acho) que isto tem tudo para correr bem. Pode ser que este ano os putos estejam mais concentrados e eu não tenha que me chatear tanto, penso, porque não?, pode ser...

E depois acordamos.

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publicado às 23:41

A Mónica Calle é uma das "minhas" artistas. Alguns dos espectáculos que mais me remexeram por dentro e tiraram o chão são dela. Algumas das conversas mais bonitas que tive com artistas foram com ela. Nem sempre adoro os seus espectáculos mas percebo sempre a sua ideia e reconheço toda a entrega que coloca no seu trabalho. E admiro a sua imensa liberdade. Cada obra é resultado de uma procura íntima e real. É, por isso, de uma integridade absoluta. Ela faz o que sente que tem de fazer, sem concessões às modas ou às receitas de bilheteira. Os espectáculos saem-lhe da pele e das entranhas. E mesmo quando falham ou mesmo quando são apenas tentativas ou mesmo quando não chegam onde ela queria que chegassem, ali está ela, expondo-se perante nós, na sua fragilidade, na sua imperfeição. Nesse aspecto, é curioso como as artes visuais acolhem muito melhor o erro do que as artes cénicas, onde se espera sempre que o trabalho apresentado esteja pronto e perfeito. A Mónica contraria isso, e não é raro vir falar com o público antes de uma apresentação para lhe explicar isso mesmo, sim, isto é um espectáculo, mas é também um processo. E estarmos ali, performers e espectadores, naquele local, faz parte do processo. Os espectáculos dela são, portanto, ao mesmo tempo, vindos de um lugar muito dela mas sempre uma procura de ligação com o outro. Ela estende-nos a mão e pede-nos: venham comigo nesta viagem. Porque o teatro, como a vida, só faz sentido assim, em comunhão, em partilha, neste dar e receber. Com amor.

Ontem à noite fui ver (finalmente) o Ensaio para uma Cartografia
 
Estava uma bela noite de calor e a Claúdia estava feliz a contar-me como vai começar mais uma nova etapa na sua vida (estou a torcer por ti, amiga) enquanto esperávamos na fila para entrar no Lux (há quantos anos é que eu não ia ao Lux?). Aconteceu tudo no terraço. O rio Tejo ao fundo. A lua cheia no céu. Os barcos a passarem. Os ruídos da cidade. E aquelas mulheres colocaram-se perante nós. Nuas. 
 
Tentar, falhar, conseguir, ou não. São isso os ensaios dos artistas. Repetir as vezes necessárias, dar o nosso melhor de cada vez. É assim a vida. Superando-nos a cada momento. Não vos quero contar o que é o espectáculo - ainda há mais duas apresentações (hoje e amanhã) no Lux e depois há de voltar ao Teatro Nacional D. Maria II - mas quero que saibam que é muito bonito. Que fala de esforço, de resistência e de superação. Que fala de nós, mulheres. E de nós, pessoas. Que fala de diversidade. E de máscaras (ou da ausências delas). Que fala de perfeição (e de como ela é desnecessária). Que fala de união e de trabalho de equipa. Que fala disto sem que elas digam nada. 
 

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publicado às 10:43

Praia Fluvial da Aldeia Ruiva

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Praia Fluvial do Malhadal

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Um dos desafios das férias dos pobres é tentar visitar lugares novos ou ter alguma experiência diferente gastando pouco dinheiro. Eu tento sempre fazer alguma coisa, aquilo a que chamo o nosso pequeno luxo anual, mesmo que seja algo muito simples. Desta vez, fomos espreitar as praias fluviais na zona de Proença-a-Nova. Reservei dois dias bem no fim das férias, marquei um bungalow no parque de campismo e lá fomos.

Nas malas levámos pouquíssima roupa mas muita comida. Eu sou aquela mãe que anda sempre com comida, sempre fui assim, desde que eles eram pequenos. Não se trata só de poupar dinheiro ou de evitar que eles comam muitas porcarias, é sobretudo uma maneira de não me preocupar quando andamos em viagem. Até porque os putos estão nesta fase em que parece que estão sempre esfomeados. Acredito que outras pessoas achem que dá muito trabalho preparar comidas e levar lancheiras mas para mim é tranquilo. Neste caso, além das sandes e petiscos para a viagem, como íamos ficar num parque de campismo no meio do nada e como não me apetecia andar perdida à noite por estradas cheias de curvas, optámos por cozinhar o jantar no bungalow. Aproveitei que tinha um fogão e para o segundo dia fiz umas deliciosas sandes de ovo mexido. Portanto, sim, levámos muita comida mas resultou muito bem.

Para mim, que sou do sul e da planície, é sempre um pouco esquisito quando me meto por serras e caminhos tortuosos. Para os putos este também é um Portugal a que não estão muito habituados. Por isso estas viagens, por estradas nacionais, são sempre uma aventura. Vamos vendo as tabuletas e comentando a paisagem. Os cheiros, as pessoas, as cores, os sotaques, tudo é diferente. E ficámos muito impressionados com toda a área ardida perto de Vila do Rei (dá um bocadinho de medo mas pronto, se uma pessoa se põe a pensar nessas coisas nunca sai de casa).

Os miúdos lembravam-se do bungalow em que tínhamos ficado perto das Grutas de Mira D'Aire. Em comparação, este bungalow da Aldeia Ruiva ficou claramente a perder porque era mais antigo, não tinha aquele cheiro a novo, e não tinha ar condicionado. Porém, a tragédia maior foi o facto de não haver wifi, o que foi um grande desafio à capacidade deles para ficarem sem fazer nada durante um serão inteiro. Nem sequer podíamos ler ou jogar as à cartas porque, por causa do calor e dos mosquitos, tínhamos as janelas abertas e as luzes apagadas. Conseguem imaginar? O António acabou de ver os episódios de uma série que tinha no telefone e depois andámos a explorar o parque e ficámos às escuras no alpendre a conversar e a cuscar o que se passava nas outras tendas. Os rapazes resignaram-se e acabámos a dar umas boas gargalhadas. Se eu tivesse planeado uma "operação desligar" não teria sido tão eficaz. 

A parte melhor para eles foram, obviamente, os mergulhos nos rios. A zona de banhos é delimitada e as praias são vigiadas, portanto aquilo é bastante seguro. Depois há aquela aventura de ser um rio, de haver peixes, de não se ver o fundo. Acho que é preciso alguma coragem, coisa que eu obviamente não tenho. Já os putos divertiram-se à grande. 

Na viagem de regresso a casa tivemos um furo no pneu e viemos a ouvir o agonizante relato do jogo do sporting. Tirando isso, correu tudo lindamente.

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publicado às 20:21


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