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Toda a gente fala da relação entre a tia e o sobrinho, da forma como a mãe defende a filha, daquele dealer que começa a dar a canja às miúdas e acaba a dar outras coisas. Mas o que eu gostei mais foi da Márcia e do Nini. Daquela mulher que limpa o cocó dos sapatos enquanto discute a ementa do almoço. Daquele homem que lhe leva o galão, "então, mulher, não me queres contar o que se passa?", quase não se dá por ele mas ele está sempre ali, para assar as sardinhas e para trazer o leite com chocolate. Uma relação assim, que parece não ter paixão mas tem, está lá tudo. Estamos lá todos, aliás, em 'Sangue do meu sangue', grande filme de João Canijo. Um dos poucos filmes portugueses onde cada pessoa fala exactamente como deve falar e diz exactamente aquilo que é suposto dizer, com os erros de português, os palavrões, os pensamentos cruzados, as hesitações e os salamalaques que cada um de nós tem. E isso (além de tudo o resto) faz uma grande diferença.

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publicado às 22:36


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