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23
Nov13

Da casa vazia

Não gosto de entrar em casa com silêncio.

Estou habituada a trazê-los sempre comigo, a virmos apertados no elevador, com as mochilas e os sacos das compras, eles sempre a falar alto e a discutir e eu a tentar manter a calma e a não conseguir. Abrimos a porta e a nossa casa ganha vida. Estou habituada a dizer vinte vezes que têm de ir para o banho e a fazer o jantar ao mesmo tempo e a ser tudo muito agitado. Estou habituada aos desenhos animados na televisão e a ler histórias de porquinhos e lobos maus. E aos brinquedos na sala. E aos boas-noites que demoram.

Não me importo, e até gosto, de passar um ou outro dia sozinha, só comigo, consigo entreter-me em casa ou vou ao cinema ou vou às compras ou pego num livro e vou esplanadar para algum sítio. Não me importo, embora não goste muito, com os serões que passo sozinha no sofá, depois de os deitar, a ver séries e a facebookar.

Não, eu não tenho que estar sempre com eles. Longe disso. Passo a vida a dizer que preciso de mais tempo só para mim, e é verdade que preciso, mas não gosto disto, de entrar em casa sem barulho nem filhos. É só este momento, depois passa. Vá-se lá entender.

publicado às 19:40


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