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Estou cheia de trabalho.
O meu homem tem ainda mais trabalho do que eu e mal temos tempo para conversarmos ou o que seja.
Os meus sogros foram de férias. Três meses. Estamos sem plano B.
A minha Neusa está doente. Já não vem trabalhar há um mês e vai ficar mais dois meses de baixa.
A minha casa está o caos. A roupa por passar. O pó. O mini-aspirador avariado.
Há dias em que nem tenho tempo para fazer o jantar.
Tenho saudades dos meus amigos.
E, no entanto, vá-se lá saber porquê, tenho uma estranha e agradável sensação de que tudo vai correr bem. Ando feliz.

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publicado às 17:19



Entre a rotina (depois lembro da vida pra levar) e a vontade de dar o fora (e quero que você venha comigo). Existe uma música de Chico para cada momento da nossa vida.

publicado às 22:41

Na segunda-feira a seguir à Páscoa íamos para o campo. Com sol, com nuvens, às vezes até com chuva e nós no carro a ver o campo pela janela, que as tradições são para se cumprirem e, por isso, depois do almoço em que comíamos os restos do ensopado de borrego e ervilhas lá íamos nós a caminho da barragem. Levávamos uma manta para nos deitarmos no chão, cadeiras desdobráveis, um farnel à antiga com pão do bom, paio e queijo para fazer as sandes na hora, um termo de café, minis, sumóis de garrafa, latinhas de leite com chocolate da Tody, fatias de bolo, folar. Levávamos a bola vermelha ou cartas ou livros, dependendo da idade. E podia até calhar o meu pai levar as canas e minhocas e todos os apetrechos de pesca. Mas o melhor de tudo é que, como parece que pouca gente trabalhava naquele dia, o campo estava cheio de gente - tanta gente que às vezes até era difícil estacionar. Amigos com quem podíamos correr e brincar e sujarmo-nos na terra e nas ervas e ficar com o nariz entupido por causa dos pólens das flores. Era o melhor dia das férias da Páscoa.

publicado às 22:01


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