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O Pedro não se conforma com o facto de eu não ser uma blogger a sério. Que não tenho uma lista de blogs preferidos aqui ao lado, que não faço (não sei fazer) links nos meus posts, que não tenho contador e por isso não sei quantas pessoas me lêem nem de onde vêm, que não participo nos grandes debates da blogosfera. É uma pena, diz ele. Mas eu gosto de estar assim, na semi-clandestinidade. Só cá vem quem me conhece e eu não tenho que fazer cerimónia, posso receber as visitas de roupão e pantufas. Foi por isso que hesitei um pouco quando o Pedro me convidou a ir lá, ao Delito de Opinião. É um pouco intimidante, confesso. Mas, pronto, uma pessoa não se pode deixar vencer pela timidez, não é? Cresce e aparece, Maria João. De modos que hoje me arranjei a preceito, vesti roupa nova, pus um batôn, e aqui estou pronta a receber todos os quiserem vir cuscar a minha casa. É uma vez sem exemplo. Aproveitem.

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publicado às 10:22

04
Jan11

Sporting olé

Cá em casa não ligamos muito à bola. Não vamos ao estádio, não temos sport tv, e, com excepção dos campeonatos da europa e do mundo, não costumamos ver os jogos nem discutir os resultados. A bem dizer, a única coisa que me interessa de facto é saber quando há jogos na luz por causa do trânsito na minha rua. O meu filho não tinha, portanto, maneira de saber que nós somos do benfica. E, por isso, também não estranhámos quando, à semelhança da maioria dos seus amigos, o rapaz se declarou sportinguista ferrenho. Deixamo-lo gritar pelo Liedson à vontade (antes era o João Moutinho) e até lhe oferecemos um equipamento verde e branco. Somos uns pais modernos e tal e respeitamos as suas opções, pelo menos até ele chegar a casa de cabeça rapada ou algo assim.
Ontem, o António foi, pela primeira vez ao futebol. O avô benfiquista arranjou os bilhetes, o pai benfiquista comprou um cachecol e lá foram eles enquanto a mãe benfiquista ficou em casa a brincar aos médicos com o pequenino e a ver o jogo pelo canto do olho, desejando secretamente que o sporting marcasse ao menos um golo para que a criança ficasse feliz. Queria tanto ter lá estado para o ver, eufórico, de braços no ar, de pé em cima do banco, um sorriso de orelha a orelha e a gritar spoooooorting. Acho que nunca tínhamos festejado tanto uma vitória na taça da liga.
Fazemos coisas estranhas pelos nossos filhos.

publicado às 09:46


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