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Que, por uma questão de rigor estatístico, se contabilize o número de filhos por mulher parece-me razoável. São elas que os têm e podem tê-los com vários parceiros, seria complicado fazer as contas de outra forma.
Que, depois, se escrevam artigos de jornal inteiros a perorar sobre o facto de "as portuguesas" só terem um filho e das dificuldades em conciliar "a maternidade" e a profissão, sem nunca mencionar a vontade ou os constrangimentos dos pais já me parece uma estupidez. Não são as mães que têm filhos únicos. São as famílias.


* Título publicado ontem no jornal 'i'. O "dão" também é todo um programa. Dão?

publicado às 23:40

26
Abr11

Ainda o 25

A RTP decidiu fazer uma programação especial para assinalar o 25 de Abril e, se à primeira vista isto parece uma coisa bonita e eu sou toda a favor de falar da revolução, a verdade é que não me parece que a iniciativa tenha resultado. Antes de mais porque não se percebeu bem o critério. Colocaram lá tudo o que vagamente poderia ter a ver com a ditadura ou com o 25 de Abril. Uma espécie de vamos lá aproveitar para despachar mais este documentário que está aí há tanto tempo na gaveta. Depois, foi excessivo. Uma pessoa ligava a televisão a qualquer hora e apanhava com um documentário ou uma entrevista ou um filme. E por muito que me interessasse o assunto, a não ser que passasse o dia inteiro em casa, nunca iria conseguir ver tudo. Pior: nunca iria conseguir ver mesmo tudo porque a RTP decidiu fazer contra-programação consigo própria e colocou os espectadores a fazer zapping entre a 1, a 2 e a Memória a tentar decidir qual das revoluções lhe agradava mais. Ridículo, não?
Mas o mais grave, digo eu, é que este tipo de programação predefine o modo como vamos ver cada programa. Dá-lhe significados que, se calhar, ele não tinha à partida. E impede leituras mais amplas. É redutor. Por exemplo. Porque andei muito ocupada o dia inteiro, só consegui ver à noite o documentário sobre o Zeca Afonso e, depois, outro sobre o Alain Oulman. Dois músicos maiores, cuja importância foi muito para além da sua intervenção política. Eles merecem não estar reduzidos a isso. E a RTP não precisaria de pretextos para passar estes programas.

Dito isto, não consigo não me emocionar quando ouço o Grândola vila morena ou quando vejo as imagens daquele dia. Coisas minhas.

publicado às 09:20

25
Abr11

25 de Abril

publicado às 15:29

21
Abr11

Regabofe

É a bancarrota, a falência, o FMI, diz que vão cortar mais nos salários e nas pensões, que o estado social vai ao ar, que não vai haver subsídios de natal e ainda não sabemos se as nossas poupanças estão a salvo, diz que muitas empresas vão fechar, vai haver despedimentos, o desemprego irá aumentar, mais pobreza, mais gente na miséria. Diz que sim. E nós assobiamos para o lado e continuamos na nossa vidinha como se nada fosse.

"A tolerância de ponto concedida esta tarde aos trabalhadores do Estado terá um custo de cerca de 20 milhões de euros, enquanto os feriados e pontes deverão custar entre 680 e 850 milhões de euros. Aqueles valores resultam de estimativas de professores universitários, avançadas na edição de hoje do Jornal de Notícias, onde a decisão do Governo é vista por representantes dos patrões da indústria como um criticável exemplo de absentismo dado aos patrões da troika Comissão-BCE-FMI."(no Público)

Não bastavam quatro dias de férias, não? Já nem falo pelo dinheiro mas só para fazer boa figura para os senhores troikos, só para eles não perceberem que estamos mesmo sem vontadinha nenhuma de fazer sacrifícios.

publicado às 10:53



É impressão minha ou este ano há por aí muitos filmes que valem a pena? 'The Tree of Life' de Terrence Malick vai ser apresentado em Cannes. E nós esperamos.

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publicado às 10:05



Grande filme, ainda melhor do que o primeiro. Está lá tudo. O Bope, mais humano desta vez para não dizerem que o filme é fascista. Os corruptos da polícia militar. A jornalista "enxerida". Palavrões e palavrões. O defensor dos direitos humanos. Os traficantes. Os maconheiros e intelectuais de esquerda. Os políticos vendidos. A comunidade. O capitão Nascimento. O filho. As prisões. As milícias. Seu Jorge. Muitos tiros. O sistema. O sistema é f***.
Não é por acaso que 'Tropa de Elite 2' é o filme mais visto do Brasil.

publicado às 10:14

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publicado às 14:06


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