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28
Jun11

Basics

Um vestido preto, que tenho há pelo menos onze anos, é bem capaz de ser uma das melhores coisinhas que tenho no meu guarda-fatos.

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publicado às 09:34

27
Jun11

Eu quero o mano

Não se me apertou a barriga quando fizemos a mala nem me vieram lágrimas aos olhos quando o fui levar ao autocarro. O meu filho, tão crescido e tão nervoso, agarrado ao saco-cama e a puxar a mala de rodinhas para a sua primeira semana de campo com os amigos da escola. Mas o meu coração partiu-se, sim, quando o pequenino, ao ver que o António não estava em casa esta noite, desatou numa choradeira e a gritar eu quero o mano, eu quero o mano. E foi assim que descobri que se pode ter orgulho numa criança que está a fazer uma birra.

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publicado às 22:57

As Sem Razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou de mais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade, in 'O Corpo'

publicado às 14:24

Ontem ouvi uma mãe e uma professora dizerem, convictamente, que durante os dois meses de férias de Verão deveríamos pôr as nossas crianças de sete anos a fazerem exercícios três vezes por semana. Para não esquecerem a matéria. Está tudo maluco?


(*) título de notícia do jornal Público do passado dia 13 sobre a quantidade de testes, provas e exames que os alunos realizaram este ano lectivo. Algo que nos devia pôr a pensar. Afinal, para que serve a escola? Para ensinar os alunos ou para fazer com que as escolas, o ministério da educação e o país não façam má figura nas estatísticas e nos rankings oficiais?

publicado às 09:40


Não podemos perder a capacidade nos maravilharmos com a vida. Apesar de tudo.

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publicado às 12:07

Primeiro foi a sinusite. E as tosses várias. Durante toda a infância. Depois vieram as alergias com espirros e comichões e pingos. Isto foi já crescida. A falta de ar. Idas às urgências para respirar melhor. Disse a médica que era asma alérgica - bastava controlar a alergia aos ácaros e nunca mais se repetiria. E foi assim durante alguns e bons anos. Depois as alergias pioraram. E a tosse voltou. E num Inverno uma pneumonia. E voltou a falta de ar e já não tinha nada a ver com as alergias. E eu comecei a atacar o aerossol das crianças a meio da noite. Meu rico ventilan. E depois de um ano quase sempre a tossir mais uma ameaça de pneumonia. Até que decidi que talvez fosse melhor ir a um especialista e fazer uns exames e tal. E então é isto: aos 36 anos e sem nunca ter fumado na vida tenho uma bela de uma asma que está aqui para todo o sempre e ainda me arrisco a que degenere em bronquite. Portanto, vou andar de bomba na mala. Sempre comigo, disse o médico. E tenho um tratamento profiláctico para cumprir nos próximos três meses a ver se a coisa se controla. Bonito. Com que então doença de crianças, né? Pois. Eu sempre fui bocado infantil.

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publicado às 21:57

06
Jun11

O dia seguinte

Detesto invertebrados.
Sobretudo se forem pessoas.

publicado às 22:23

05
Jun11

Uma vitória

O grande Nadal ganhou outra vez em Roland Garros. Num jogo fantástico. Ao menos isso.

publicado às 23:14

05
Jun11

Uma derrota

Mas porque é que vais votar num partido se já sabes que não vai ganhar?, pergunta o meu filho.

publicado às 23:11

Três anos, um metro de altura e 16,1 quilos.
O pediatra diz que, a continuar assim, aos 18 anos vai ter 1,90 metros e pesar 100 quilos.
Dieta e desporto, diz ele. Nada de doces e pô-lo a mexer (acho que para esta segunda parte o puto não precisa da minha ajuda...).

Para se ter uma ideia: aos três anos, o mano tinha 94 centímetros e pesava 13,7 quilos.

E na minha cabeça ecoam as palavras do ecografista que pelas vinte e tal semanas de gravidez passava o ultrassom e dizia, repetidamente, este vai ser grande, olhe que este vai ser grande.
A mim doem-me as costas.

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publicado às 11:14

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