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Quero acreditar que ele queria dizer grande, grande como tu, é uma daquelas coisas que os pais dizem muito, tens que comer para ficar grande como a mãe e o pai.
deve ser isso.

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publicado às 00:20

- não, filho, não podes comer mais bolo.
- puquê?
- porque se não ficas muito gordo.
- godo com'à ti?
- ...

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publicado às 00:15



O Woody Allen é grande e em 'Midnight in Paris' está rodeado de muitos dos grandes. Tão bom,tão bom.

publicado às 12:27

Aos cinco anos, o António já não usava fralda mas ainda tinha noites complicadas. Tinha que o acordar para fazer xixi uma ou duas vezes. Podia acontecer (aconteceu várias vezes) levá-lo à casa-de-banho por volta da meia-noite e às cinco da manhã ele já estar com a cama toda molhada. Foi um desespero. Até que um dia, já muito perto dos seis anos, ele começou a acordar sozinho quando precisa ir à casa-de-banho e nunca mais houve descuidos.

O Pedro tem três anos feitos em Maio e pediu para deixar de usar fralda. Eu aguento, mãe, disse-me ele. Experimentei acordá-lo a meio da noite. O miúdo sentou-se na sanita a chorar dizendo que não queria fazer xixi e, verdade seja dita, nem uma gota deitou. Duas vezes isto. Experimentei pôr-lhe uma fralda à socapa, enquanto dormia. E na manhã seguinte o Pedro choramingava que já é crescido e não quer dormir com fralda. Duas vezes isto e duas vezes a fralda seca. Decidi confiar no rapaz. Afinal, o máximo que poderia acontecer era ter que trocar os lençóis a meio da noite. Não é uma coisa muito agradável mas também não é nada do outro mundo. Esta noite, por volta das duas e meia, o Pedro apareceu no meu quarto e pediu para ir à casa-de-banho. Correu lindamente. Independentemente do que aconteça nas próximas noites, está visto que cá em casa não se vai gastar mais dinheiro em fraldas.

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publicado às 10:56

Li, finalmente, nestas férias, o livro da "mãe tigre" Amy Chua, pretexto para me pôr a pensar um bocadinho mais sobre esta coisa de educar os filhos e de como não há receitas universais e eficazes porque, por mais que os pais se esforcem, o futuro dos filhos não está nas suas mãos. Os pais podem dar o seu melhor mas têm que contar com uma série de imponderáveis, desde logo a personalidade da criança até às múltiplas interacções que ela estabelece com a família, a escola, os amigos, o mundo. Dois irmãos, educados da mesma forma pelos mesmos pais, nunca serão pessoas iguais. Acho que esta é, com todas as suas implicações, a grande lição do livro. Tinha pensado escrever algo sobre isso mesmo mas, ontem, li um artigo no The Guardian e encontrei as palavras que dizem exactamente aquilo que eu penso:

"The main thing parents 'should' do is stop accepting that they 'should' do anything. We can embrace different approaches to bringing up kids and accept that parenting is not the be-all and end-all of raising a human being. Instead of being constantly forced back on to their own resources under the guidance of experts, parents might focus on creating a society that is helpful and supportive to a variety of adult goals, only one of which is raising children into adults and keeping them out of trouble on the way. We need to calm down about the importance of childhood."
Stuart Derbyshire, psicólogo
(http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2011/sep/11/childcare-parenting-neuroscience-nurture)

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publicado às 11:26

Estava um dia cinzento, com muitas nuvens no céu e um ar abafado, e lembro-me de estar, já depois das notícias, em pleno casino do estoril a entrevistar uma actriz glamorosa e, de repente, a meio da conversa, ficámos a olhar uma para a outra e percebemos que nada daquilo fazia sentido, que não podíamos estar ali a falar de teatro e subsídios e tretas enquanto esperávamos que as torres se desmoronassem. Como se fosse blasfémia falar ou pensar noutra coisa qualquer ao mesmo tempo que havia pessoas a lançar-se em desespero do centésimo andar.


(escrito a pedido do Nuno Galopim e publicado hoje no http://sound--vision.blogspot.com)

publicado às 17:09

publicado às 11:55

Saímos de casa no sábado, 13 de Agosto, pouco depois do meio-dia. Voltámos no domingo, 4 de Setembro, passava das 20.30. Não interessa quantos dias estamos fora, as férias são sempre curtas de mais. E, mesmo com o tempo manhoso que esteve e com mais uns quantos stresses pelo meio, nada é melhor do que estar de férias e ver os meus pimpolhos tão crescidos e bronzeados a brincar o dia inteiro. Sem jogos de video, sem internet, quase sem televisão. Com pranchas de surf. Muitos mergulhos. Praias e piscinas várias. Pés ao léu. Gin tónico e sangria. Tampões nos ouvidos do Pedro. Uma pequena-grande viagem de comboio. A praia ao fim do dia. Como treinar um dragão muitas vezes, muitas. Estar com os amigos. Partilhar momentos inesquecíveis. Comer. Beber. Gargalhar.
E voltar.

publicado às 12:32


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