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Tenho uma função: afastá-los dos ecrãs. Da televisão, do computador, dos videojogos. E isto é o que eu faço a maior parte do tempo. Não me interpretem mal. Eu não os proíbo de ver televisão ou de jogar playstation nem quero que os meus filhos sejam info-excluídos. Lá em casa temos todos esses aparelhómetros e mais alguns. E eu sei que não os poderei afastar deles para sempre. Não sou assim tão ingénua. Apenas acho que eles não precisam do meu incentivo para ver ainda mais desenhos animados. Não precisam que eu os ensine a fazer buscas na internet. Ou que lhes ofereça a consola mais recente. Eles farão isso tudo, a seu tempo, sem a minha ajuda. Mas, pelo contrário, penso que já precisam da minha ajuda para sair de casa, para conhecer a natureza, para fazer um bolo, para descobrir como é possível fazer mil e uma coisas longe de um ecrã. Por isso essa é a minha função. Se o mundo todo e os amigos os puxam para a nintendo eu imponho regras (só se joga ao fim-de-semana), horários (ninguém joga depois do jantar), mais regras (não, não jantamos a ver televisão e não, não podem ver todos os canais nem todos os programas). Não os deixo ver novelas nem reality-shows nem filmes que não são para a sua idade, por exemplo. E obrigo-os a desligar quando acho que é demais. Proponho outras actividades. E só se estiver mesmo muito desesperada é que me ouvirão a dizer qualquer coisa como então, senta-te lá um bocadinho a ver televisão. Prefiro que desarrumem o quarto todo e façam barulho e me dêem mais trabalho. Sei que há quem me chame maluca, ditadora e atrasada, quem diga que eu devia pôr os meus filhos no computador para que eles se tornem pessoas modernas, preparadas para o futuro. Mas, pronto, eu acho que eles têm a vida inteira para estar sentados à frente de um computador mas só têm estes curtos anos para serem crianças e poderem brincar o dia inteiro. E estou mesmo convencida que, neste momento, é mais importante que eles brinquem ao faz-de-conta e com carrinhos do que passem a tarde com o super mário. E acredito mesmo que não é por não saberem o que é um power point aos sete anos que vão ser adultos menos preparados e menos tecnológicos do que os outros. Ou menos felizes. Fico à espera que alguém me prove o contrário. Até lá, eu afasto-os dos ecrãs. É a minha função. Ah, e odeio o magalhães.

publicado às 11:36


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