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30
Mai12

Descomplicar

Somos as mães possíveis que apenas tentam fazer os miúdos felizes. Dois artigos lidos na revista Época e que me lembram, mais uma vez, que o mais importante é descomplicar. Aproveitar o que a vida tem. Desfrutar do bom e lidar com o mau. Esquecer um bocadinho as regras e o que deve ser. Esquecer as comparações com os outros e os conselhos dos livros. E sermos apenas aquilo que somos. A sério. O que as crianças precisam, mais do que tudo, é que nos estejamos lá para elas e para partilhar com elas. E sermos felizes juntos à nossa maneira. O resto é só isso mesmo, o resto.

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publicado às 22:37

23
Mai12

Tabu

Gostei e não gostei de 'Tabu', de Miguel Gomes.
Apesar da Laura Soveral e da sua magnífica personagem, tudo o resto, na primeira parte do filme, parece um pouco artificial. Aqueles diálogos irreais, como que tirados de antigas e muito más peças do Nacional, aquelas pessoas quase sem expressão facial, aquelas personagens de que vamos sabendo pequenas coisas mas que nunca chegamos a conhecer verdadeiramente - sim, eu sei, isto é um filme e os filmes não têm que ser todos "naturais" mas eu não sou uma pessoa muito nouvelle vague, eu cá preciso de acreditar nas personagens e nas histórias para gostar de um filme. Preciso de atar as pontas todas, nem que seja na minha cabeça. Fico perdida. Aquela história toda da Pilar com a miúda polaca, o aeroporto, o bolo, a prenda, tantas cenas com aquilo e, ok, ficamos a saber que ela é muito religiosa e muito boazinha e muito solitária, mas depois não sabemos muito mais sobre ela, porque é que é assim tão religiosa e tão solitária. Ou a Santa, a empregada que está a aprender a ler e até a vemos numa aula, mas depois também não sabemos mais nada sobre esta alminha que só diz meia dúzia de palavra no filme todo.
Estava eu já a ficar um pouco desiludida e sem perceber como é que tinha ouvido tantos elogios e, de repente, foi como se começasse um outro filme. Na segunda parte 'Tabu' é um filme cheio de nostalgia. Uma nostalgia que se pressente nos penteados, nos bigodes, nos vestidos e nos sapatos, no grupo de baile que cantava em italiano e em inglês, nas recordações de uma fazenda em África, nos empregados submissos, na decoração colonialista das casas. Uma nostalgia que se vê nas imagens a preto e branco, naquele tremido de Super-8 e nos planos fixos que passam diante de nós como slides projetados na parede lá de casa. Uma consonância perfeita entre o conteúdo e a forma. Uma história sem diálogos, como são as memórias que nos contam os avós. E não, não é natural nem óbvio, mas faz sentido. Não voltamos ao princípio. Nunca mais ouvimos falar da Santa e da Pilar e do amigo pintor, mas também não fazem cá falta. Aquele segmento é tão bom e tão bem construído que não sentimos mesmo falta de regressar à vida de faz-de-conta a que tínhamos assistido antes.
Gostei e não gostei de 'Tabu'. E é uma pena porque eu queria muito gostar, mas os bons filmes também são estes, que nos põem a pensar no porque é que gostámos e não gostámos, no que é que percebemos e não percebemos. E nos fazem querer perceber mais.

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publicado às 13:59

With a Little Help From My Friends

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publicado às 11:05

06
Mai12

Prendas

Levantei-me quase às 9 horas (iupi!).
O António acabou os trabalhos de casa sem birras nem discussões e praticamente sem erros.
Os miúdos saíram com o pai para irem ver as motas com a promessa de voltarem para um almoço tardio.
Feliz dia da mãe. Não fosse ter de ir trabalhar logo à noite e seria perfeito.

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publicado às 12:22

Entristece-me de uma maneira estranha esta coisa de morrerem pessoas que eu conheço, mesmo que conheça mal, mas com quem me sentei a conversar em mesas de café e que me chamaram minha querida. É uma tristeza que não se compara com a morte de alguém que nos é querido mas que é muito mais do que a morte de um realizador que admiramos. Ou de um político que vemos na televisão. Ou de um ator que aplaudimos no palco. Há dias em que mal digo esta profissão que me faz conhecer, mesmo que mal, tantas pessoas amáveis.

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publicado às 22:31

01
Mai12

Piratas


Fomos ao cinema e foi a primeira vez do Pedro. Estava animado. Sentou-se muito quieto e atento. Tão concentrado que nem olhava para as pipocas (olhem que é preciso muito para ele recusar uma comidinha). Durou uma meia hora. Depois começou a perguntar se ainda faltava muito. Levantou-se e sentou-se várias vezes. Comeu pipocas. Bebeu água. Tirou os óculos. Pediu colo. Dançou. Não foi mau de todo. Lembro-me de uma vez ter ido ao cinema ver aqueles esquilos enervantes com o António assim pequeno e ele ter passado o tempo a correr entre as filas das cadeiras (acho que só lá estávamos nós). Ao menos, desta vez, os piratas eram bem engraçados.

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publicado às 18:13


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