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Nas noites de verão, adormecia com a janela aberta, a perna por cima do lençol, um bafo quente lá fora. Acordava por volta das quatro e tal, cinco horas, para fechar a janela e puxar a manta. Era tão boa aquela sensação de me tapar até ao pescoço e voltar a adormecer quentinha.

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publicado às 01:22

26
Jun12

Filho único

Com o António fora esta semana a casa fica silenciosa. Sozinho, o Pedro está mais calmo, brinca com os carrinhos, sem discussões, sem lutas, sem gritos, sem jogos de bola, sem competições, sem confusões. Para mim também é bom poder desfrutar deste meu filho. Conversamos, damos beijinhos e abraços, brincamos. Posso dar-lhe toda a atenção. Mimo-o. Deixo-o "lavar" a loiça. Dou-lhe a sopa. Ontem jantou na sala, com tabuleiro, a ver episódios do Ruca. Hoje ficou deitado no sofá a ver um filme do Bob o construtor. É aproveitar enquanto o mano não está cá para dominar o comando da televisão e só nos deixar ver beyblades e gormitis. Até sexta-feira, é filho único. E depois, felizmente, volta tudo ao caos habitual. Sim, que eu queixo-me mas a verdade é que tanto silêncio assim também me faz uma certa impressão.

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publicado às 21:45

Quando trabalho no fim-de-semana depois costumo folgar só na quinta e na sexta-feira, é um bocadinho puxado mas assim junto as folgas ao fim-de-semana e consigo descansar mais. Por exemplo:

Quinta-feira, dia 1
acordar (7.30), estender a roupa (tenho a tarifa bi-horária, lavo a roupa durante a noite), despachar os miúdos e levá-los à escola (9.00), seguir para o colombo para aproveitar as promoções e comprar ténis para eles na sportzone, atravessar tooooodo o colombo para ir à retrosaria comprar daquelas fitinhas para marcar a roupa, ir ao continente comprar comida. voltar para casa (11.30),  fazer sopa e lasanha para o jantar, almoçar umas coisas quaisquer, apanhar a roupa, arrumar a casa, ir buscar o sobrinho Alex ao comboio (15.00), voltar ao colombo para comprar uma coisa de que me tinha esquecido, parar na bomba para pôr gasolina, ir buscar os miúdos à escola (16.00), ir ao parque jogar à bola durante mais de uma hora,  passar por casa para repor as energias, sair com os três rapazes para casa de amigos (19.00) para ver o futebol, gritar por Portugal, voltar para casa (22.30), acalmar a rapaziada e pôr os três a dormir (23.30).

Sexta-feira, dia 2
o António acorda às 7.30 como se nada fosse, o Pedro e o Alex acordarm às 9 e pouco. reunião na cozinha para decidir o que vamos fazer. chegar  à praia de Carcavelos (11.00) correr, jogar à bola e brincar nas ondas. voltar para casa (13.00), dar banho aos miúdos, almoçar o resto da lasanha, arrumar a cozinha e outras coisas (há sempre coisas para arrumar, é incrível) enquanto eles jogam playstation. levar o Alex ao comboio (16.00), voltar para casa, tomar banho, o secador do cabelo avaria enquanto estou a tentar esticar o dito, ainda assim preparamo-nos para o lançamento do livro da Sónia (18.30). os meus filhos mostram o seu lado pior e correm por toda a fnac do chiado, tenho suores frios por causa dos nervos mas lá digo o que tenho a dizer, vamos jantar ao terreiro do paço (20.30), os meus filhos continuam imparáveis. voltar para casa com os putos a adormecer no carro (00.00).

Sábado, dia 3
o António acorda às 8.00 como se nada fosse, o Pedro acorda às 10.30 (vá lá!). Fazer uma bôla de carne e uma catrefada de sandes de queijo para a festa da escola. descobrir que a velocidade espiga da bimby não está a funcionar e temer o pior. rezar pela bôla de carne. dar banho aos miúdos, tomar banho, fazer o almoço, almoçar cedo. a bôla de carne está estranha mas safa-se. sair de casa (13.15) para um compromisso familiar inadiável. voltar para casa (16.00), apanhar os sacos de comida e máscaras para a festa da escola (17.00). festa animada e barulhenta. voltar para casa (22.00), dar um pacote de leite a cada um e pô-los na cama (22.30). esperar um bocadinho só para não dizer que me deitei antes das 23.00.

Domingo, dia 4
o António acorda às 9.00 (um bocadinho melhor), o Pedro acorda às 10.30 (meu lindo). estender a roupa outra vez. mudar os lençóis das camas. passar a manhã a colar etiquetas em roupa das crianças. sair de casa para almoçar em casa da avó (12.00). descansar um bocadinho depois do almoço, que também mereço. sair de casa que as crianças já não se aguentam (16.00), andar de bicicleta e jogar à bola. no regresso, passar no fonte nova para tirar fotocópia do cartão do António, esperar 20 minutos na fila da loja de fotocópias. voltar para casa (19.00), dar banhos, apanhar a roupa, fazer a mala com o António e a mochila com o Pedro, o que demorou mais de uma hora (é preciso deixá-los serem eles a fazer as coisas, dizem os especialistas), jantar a comida que trouxemos de casa da avó, graças a deus, arrumar a cozinha, deitá-los (21.30 - às 22.00 já estavam a dormir), arrumar mais um pouco. verificar novamente se não falta nada nos sacos. ver um filme parvo na televisão. dormir (00.00)

Segunda-feira, o regresso
acordar inexplicavelmente às 6.00. levantar às 7.15. tomar banho, estender a roupa outra vez. acordar os rapazes. despacharmo-nos e sair de casa com milhentos sacos. chegar à escola (8.30). dizer adeus ao Pedro que vai para a praia (9.00), dizer adeus ao António que vai para a semana de campo (9.30).
Ir trabalhar. Ou seja, descansar um bocadinho, finalmente.

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publicado às 19:39

I
Com tanta euforia com a seleção, o António começa a ficar dividido:
- Quem queres que ganhe o próximo jogo, Portugal ou Espanha?
- (Silêncio pensativo)
- Vais torcer por quem?
- Já viste que as minhas equipas preferidas estão nas meias finais: Portugal, Espanha e a Alemanha? Era mesmo o que eu queria.
- Sim, mas no próximo jogo vais torcer por Portugal ou pela Espanha?
- Hummmmm.
- Então, pá, quem é que vai ganhar?
- Que ganhe o melhor.

II
Além das cadernetas e das tatuagens nos braços, nas pernas e nas barrigas, na parede do quarto deles há agora dois posters da galp com os jogadores da seleção. 
Ainda não me habituei a ter só rapazes em casa. 

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publicado às 23:01

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publicado às 22:18

Gelado de morango e 'O rei dos gazeteiros'.

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publicado às 11:49

Quem são os meus amores?
- Somos nós!, responde de imediato o Pedro. Depois, fica um pouco a pensar e acrescenta: Somos três amores. Eu e o António somos dois amores e tu és uma amora.

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publicado às 23:05

Algumas pessoas perguntam-me: és amiga da Cocó? Eu respondo que sim, sou, e as pessoas olham para mim como se eu fosse especial. Mas, para ser sincera, o que eu digo não é bem verdade. Eu não sou lá grande amiga da Cocó. Eu sou é amiga da Sónia. E isso, sim, é uma coisa especial. Tenho tanto orgulho em dizer: eu sou amiga da Sónia, essa que escreve tão bem, que é jornalista como poucos, que é mãe leoa e mulher de garra e que é amiga preciosa, daquelas que nos fazem rir e chorar e nos dão a mão e o que mais nós precisarmos.
De maneiras que, na próxima semana, lá estaremos. A celebrar. Feitas cocozetes.

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publicado às 20:17

Então, António, por quem estás a torcer neste campeonato?
- Pela Espanha.
Assim, sem hesitações. De maneiras que ontem quase não ligou ao jogo de Portugal e hoje está aqui num sofrimento que nem se consegue sentar.

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publicado às 18:38

No coaching, jogaram ao "se eu fosse um animal". E são perspicazes as criancinhas. O António vê-se a si mesmo como o "macaco aventureiro". Aos olhos dele, eu sou a "abelha amiga" e o pai "uma preguiça".
E é isto.

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publicado às 10:56

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