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Até ontem palpita-me que a maioria de nós não sabia quem era a Telma Santos, a nossa jogadora de badmington. Eu, por exemplo, até à semana passada, quando li as suas histórias na revista do expresso, não fazia a mínima ideia quem eram o nadador Diogo Carvalho, a atiradora Joana Castelão ou o ciclista David Rosa. E no entanto estes portugueses, assim como os mais populares como a judoca Telma Monteiro ou o velejador Gustavo Lima, fazem algo absolutamente incrível: treinam todos os dias, uns com mais apoio outros com menos, e conseguiram qualificar-se para os jogos olímpicos, onde só estão os melhores do mundo. Os melhores. Quantos de nós nos poderemos orgulhar de estar entre os melhores do mundo na nossa profissão? A sério, quantos dos que criticam com tanta facilidade os atletas portugueses conseguiriam um lugar entre os melhores na sua profissão sequer a nível nacional?
Eles conseguiram. Num país onde a maioria de nós se está nas tintas para desporto que não seja futebol, onde o desporto escolar está em vias de extinção, onde milhares de jovens praticam modalidades às custas dos pais (que pagam aos clubes e aos professores, que levam e trazem os miúdos de um lado para o outro), onde os pequenos clubes por esse país fora vivem nas ruas da amargura, onde durante quatro anos nunca ninguém ouviu falar da Telma Santos ou da Joana Castelão, onde as provas de ginástica, de ténis de mesa ou até mesmo de atletismo estão às moscas, não passam na televisão e são invariavelmente ignoradas pelos jornais. Mas estes portugueses conseguiram ficar entre os melhores. Estar ali ao lado dos chineses e dos americanos, que praticam desde pequenos integrados em complexos programas de treino. Queriam que eles ganhassem medalhas? Queríamos todos, eles mais do que ninguém. Mas a verdade é que isso seria sempre muito difícil. De vez em quando, com sorte, com um talento extraordinário e uma vontade de ferro, aparecem uma Rosa Mota ou um Carlos Lopes. Mas são execepções. De vez em quando, há umas supresas. Uns que passam às finais, que ficam perto do pódio. Que conseguem superar os nervos, as lesões, o stress, o medo, a falta de preparação, a falta de experiência, a falta de apoios, que conseguem superar-se. Que nos dão uma felicidade inesperada.
Mas dizer, como se tem dito nestes dias, que estamos desiludidos com os atletas portugueses é uma profunda injustiça.

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publicado às 17:43

30
Jul12

Coisas boas

A nutella, como o hagen daz, deve ser retirada do frio um pouco antes da hora de comer para ficar com a consistência ideal. Cremosa.

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publicado às 22:54

29
Jul12

London, london

Natação, judo, tiro, ciclismo, ginástica, badmington, hóquei em campo, vólei, vólei na praia, esgrima, saltos para a água, remo, vela... estou a entrar em overdose olímpica e ainda só passaram dois dias. E é tão bom.

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publicado às 22:26

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publicado às 22:27

25
Jul12

Da crise

Lembram-se quando uma pessoa entrava numa loja ou num centro comercial e sentia um frio quase até aos ossos? E mesmo no verão não se podia ir ao cinema sem levar um casaquinho? Esses tempos já lá vão. Parece que o ar condicionado é assim como o subsídio de natal, das primeiras coisas a desaparecer assim que os senhores troikos se instalaram por cá.

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publicado às 23:53

Costumo dizer na brincadeira que eu dava era uma boa secretária. A mim dá-me um gozo enorme planear, agendar, reunir pessoas, organizar. Pegar num tema qualquer, ter ideias (eu sou moça de poucas ideias mas se for um assunto que me interesse e se tiver alguém a puxar por mim entusiasmo-me), perceber qual a melhor maneira de pôr aquilo de pé e atirar-me ao trabalho. Ao trabalho braçal mesmo. Levar os sacos, ir comprar água, servir uns cafés, tirar fotocopias. Tratar de tudo para que os outros consigam fazer o seu trabalho. Produtora, enfim. Gostava de produzir espectáculos, concertos, festivais, filmes, conferências, reportagens, eventos. Pena ter descoberto isto depois de já ter uma profissão. Assim, limito-me a produzir jantares de despedida de colegas (menos nos últimos tempos, que os colegas que me importam já se foram quase todos embora) e almoços de aniversário para a família. Por estes dias, também empurro o cabide da Joana e, mesmo sem perceber nada de moda, dou palpites. Também sou muito boa a mandar bitaites sobre tudo e mais alguma coisa mas acho que ninguém me pagaria para isso.

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publicado às 00:01

17
Jul12

Em fuga

'Moonrise Kingdom', de Wes Anderson, é um achado. Um filme sobre a infância, sobre o amor e sobre a família. Sobre os sonhos. Com muita ternura e um humor próprio. Só para verem que eu não gosto só de documentários e afins.


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publicado às 08:59

Eu sei que sou muito friorenta, é verdade, mas não sei se isso explica tudo: é que não me lembro de noutros anos estarmos em pleno julho e ainda a dormir com edredão.
A parte boa é pensar (desejar) que talvez em agosto, finalmente, o verão dê um ar da sua graça precisamente quando estivermos de férias.

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publicado às 22:40



Para os noivos de hoje.

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publicado às 09:04

05
Jul12

Too much

Exigimos demais dos nossos filhos.
Eu, por exemplo, exijo todos os dias a uma criança de quatro anos que se levante às 7.30, que coma os seus cereais sem grande estrilho, que se vista rapidamente, de preferência sozinho, que se despache para sair de casa às 8.15 ou pouco mais, que ande a pé durante dez minutos com a mochila às costas para ir para a escola, e, já agora, que não me chateie muito.
Conheço adultos a quem pedir isto seria como pedir um sacrifício enorme. Iriam virar-se para o lado, implorar por mais uns minutinhos, protestar, insultar-me, levantar-se de mau humor, demorar meia hora no banho e ainda dizerem que precisam de um café antes de estarem operacionais.
Mas eu quero que o meu filho acorde bem disposto, que não se distraia com brincadeiras parvas nem se ponha a jogar à bola com o mano, que esteja feliz às 7.30 da manhã e cumpra todas as minhas instruções sem pestanejar.

Exigimos demais aos nossos filhos.
Exigimos que eles sejam em crianças como nós somos já em adultos. Exigimos que eles sejam melhores do que nós. Exigimos que eles sejam como nós sonhámos. (e não estou só a falar de um acordar animado).
Policio-me todos os dias para evitar ser assim. Mas nem sempre sou bem sucedida.

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publicado às 10:17

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