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07
Ago12

Velô

A primeira música de Caetano Veloso que eu ouvi foi Alegria Alegria, num vinil do meu pai.
Depois, deve ter sido em 1995, fui com a Isabel ao coliseu vê-lo a cantar sobretudo em espanhol. Fina Estampa. E foi belíssimo. Foi também o primeiro disco dele que comprei.
Em 1998, a enchente na expo, por alturas do Livro (tão bom, tão bom) e da Prenda Minha. O concerto foi brutal. How beautiful could a being be. Nessa altura eu também andava a ouvir os discos antigos, as tropicálias, o rock do exílio. O Haiti é aqui. O avesso do avesso do avesso.
Em 2001, dois dias antes de casar, fui descontrair com a minha irmã para o coliseu. Noites do Norte.
E no ano seguinte, mais Noites do Norte no coliseu. Com a Helena e a Isabel.
Entretanto falei com ele ao telefone por causa de um concerto e não correu lá muito bem. Nervos meus. Fiquei tão triste. Também não fui ao concerto.
Em 2007, não me lembro bem, mas acho que fui com a Lena, ouvir o Cê no coliseu. Cabelos brancos e muita classe.
Em 2010 houve uma entrevista por mail. Estava cheia de medo mas até que foi bom.  E depois o melhor concerto de Caetano que já vi foi com Zii e Zie, outra vez no coliseu. Ao lado do Moço. Revigorante.
No ano passado, o Moço voltou a ser a minha companhia ou eu é que fui a companhia dele, acho que foi isso, no pavilhão atlântico. Caetano e Gadú em versão banquinho e violão, ele acomodado e fracote, a fazer render as músicas que são boas sempre. A gente perdoa-lhe.  Por Sampa.

Caetano Veloso faz hoje 70 anos. Jura?


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publicado às 20:51

07
Ago12

Boys


Epke Zonderland tem 26 anos e é holandês.



Fabian Hambuchen tem 24 anos e é alemão (e foi muito por causa de uma queda dele que escrevi ali em baixo sobre os corações partidos).

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publicado às 16:14

A norte-americana Gabrielle Douglas tem 16 anos. Ninguém diria. É uma menina ainda. Salta e rodopia com uma beleza rara. A campeã olímpica de ginástica all-around, que é como quem diz em todos os aparelhos, acabou de cair na final da barra. Não chora. Mantém a calma. O comentador explica que estes dias têm sido muito intensos para as ginastas e que é normal que sinta a pressão sobre ela. Isto não se treina, só depois de se passar por uma situação assim é que se sabe como a ginasta reage, diz o senhor da eurosport. A campeã de há uma semana é bem capaz de ficar no último lugar desta prova.
A russa Viktoria Komova tem 17 anos mas parece uma criança. E também caiu. Era uma das candidatas à medalha e agora está ali com os olhos molhados a tentar conter a frustração.
A chinesa Sui Lu foi das primeiras a cumprir o exercício. 20 anos num corpo de 12. Foi impecável. Está em segundo, só ultrapassada pela sua compatriota. Mas parece inconsolável. Chora abraçada à treinadora enquanto vê as concorrentes cairem à sua frente.
A americana Alexandra Raisman tem 18 anos e está de mãos postas a rezar por uma nota alta. Foi a última a subir à barra e sonha com uma medalha. Que não chega.
Mas a delegação norte-americana contesta o resultado, pede uma revisão da nota. E para tudo.
A romena Catalina Ponor achava que tinha uma medalha de bronze, agora vê-a fugir. As duas ginastas ficam com a mesma nota final mas o desempate é feito com a nota de execução, melhor para a americana. Raisman já não reza. Salta. Abraça-se ao treinador.
Catalina fica especada a olhar para o quadro das classificações. Tem 24 anos e estes deverão ser os seus últimos jogos olímpicos. Ganhou três medalhas em Atenas, esteve fora da competição, não foi a Pequim e decidiu voltar para tentar repetir o feito de Nadia Comaneci, que conseguiu medalhas para a Roménia em dois jogos diferentes. O sonho demorou poucos minutos. Não conseguimos ver se chora. A câmara interessa-se agora pelas vencedoras.
Num instante já está tudo a postos para a entrega das medalhas.
Isto é emoção a mais para uma tarde de verão.

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publicado às 15:46


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