Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Conheço tantas pessoas. Tantas. Tenho colegas mais e menos próximos. Gente com quem converso sobre umas coisas. Gente com quem converso de outras coisas. Pessoas com quem me encontro pelos mais diversos motivos. Sobretudo motivos pragmáticos. E com quem simpatizo bastante. Há pessoas que me facilitam a vida. Há pessoas que me alegram os dias. Há pessoas de que gosto muito e a quem chamo amigos porque é assim que se convencionou chamar mas que não chegam a ser bem amigos, e não há uma razão para isso acontecer, é assim apenas.

Tenho alguns amigos. Amigos mesmo, quero eu dizer. Conto-os pelos dedos das mãos. Os meus amigos são diferentes e tenho com eles relações muito diferentes. Telefonamo-nos pouco. Mensajamo-nos mais. Encontramo-nos quando sentimos falta. Sabemos que podemos contar uns com os outros. Sabemos com o que podemos contar. Conhecemo-nos bem. Preocupamo-nos e alegramo-nos uns com os outros. Abraçamo-nos sempre que possível. Gosto muito dos meus amigos. E agradeço do fundo do coração (embora nem sempre o demonstre como gostaria) a sua presença na minha vida.

E depois tenho-as a elas. A estas que são especiais. Estão numa categoria à parte. Naquela categoria onde só cabem os que nos conhecem as entranhas. Os que nos adivinham os medos. E os desejos. Os que sabem de nós aquilo que não lhes dizemos. Estas, que me dão a mão e o colo, dão mais, muito mais. Dão-me a sua casa quando eu não quero ficar sozinha entre as minhas paredes. Dão-me espaço quando eu preciso de não atender o telefone e de não falar com ninguém. Dão-me o seu tempo, mesmo quando têm a vida num turbilhão. Dão-me copos de vinho para me animar. Dão-me puxões de orelhas quando eu estou a ser parva. Dão-me a oportunidade de ser eu mesma. Dão-me a possibilidade de ser cada vez melhor. Dão-me a sua família - e dizer que os gajos delas já são meus amigos do peito é dizer muito, isto é coisa que acontece raramente; e ver os nossos filhos a brincar juntos é algo que me enche de alegria. Dão-me mais do que recebem. Não teria sobrevivido no último ano sem os seus abraços. E só isso é tudo. A minha maninha, a minha sónia, a minha outra sónia. São as minhas pessoas.

Às vezes perdemos tanto tempo a escrever banalidades e esquecemo-nos de dizer aquilo que é realmente importante.

Tags:

publicado às 11:47


Mais sobre mim

foto do autor