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Os melhores conselhos são, sem dúvida, os da Mum's the Boss. Incluem palavras como equilíbrio, namoro, amar, beleza e sorriso.

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publicado às 11:17

Ando a pensar em abraços e a culpa é da minha psiquiatra. Toda a gente fala dos beijos e, sim, os beijos são importantes e podem ser muito poderosos (podem mesmo, eu sei). Numa relação amorosa. Mas socialmente os beijos estão completamente banalizados. Todas as pessoas se cumprimentam de beijo. Um beijinho, dois beijinhos. Gente que mal conhecemos. Às vezes quase nem nos tocamos, damos a cara e pronto. Mesmo com pessoas que conhecemos bem os beijos tornaram-se um cumprimento mais do que um acto de carinho. Já os abraços. Alguém abraça um estranho? Um abraço exige intimidade e significado. Quando queremos confortar o outro nada é melhor do que um abraço. Recebo-te em mim. Entrego-me a ti. Um abraço é como um refúgio. Um aconchego. Um colo. Um porto-seguro. Quentinho e fofinho. É estarmos juntos do outro. É tornarmo-nos um só. Ando a pensar em abraços. Ando a pensar que se calhar não fui tão abraçada quanto precisava. Não é de agora, é de sempre. Ando com vontade de abraçar os meus muitas vezes. Os meus filhos, os meus amigos, as minhas pessoas. De lhes dar abraços apertados e longos. De desfrutar bem desses momentos. Temos que nos tocar mais. E sem medo. As palavras são importantes, e dizer o que sentimos é um desafio diário, mas neste momento parece-me que nada do que dizemos substitui esta coisa das peles se colarem, das mãos se darem, de nos sentirmos verdadeiramente próximos uns dos outros.

publicado às 11:55

26
Mai13

Abraço (III)

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Vincent Gallo e Christina Ricci em Buffalo 66.

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publicado às 16:04

26
Mai13

Abraço (II)

Yoko Ono e John Lennon fotografados por Annie Leibovitz.

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publicado às 15:55

25
Mai13

Abraço

não desistir de um abraço. por mais difícil que seja.
(Café Müller, de Pina)

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publicado às 16:11

21
Mai13

A festa

Poucas coisas nos deitam mais abaixo do que perceber que um filho está triste ou preocupado.

Poucas coisas nos fazem tão felizes como sentir um filho contente.

O Pedro fez cinco anos no sábado. Foi a primeira vez que teve uma festa com os amigos da escola e quis tudo a que tinha direito. O quintal da avó, os convites coloridos, brigadeiros, gelatina verde e gelatina vermelha, coca-cola, folhados de salsicha, um bolo grande com cobertura, um bolo de chocolate para levar para a escola, smarties, os patins, uma bola de basquete, walkie-talkies, legos, livros, a cara pintada, balões, os primos, pizza ao jantar, os brinquedos espalhados pela casa, deitar tarde, ser o rei por um dia. É indescritível esta sensação de o ver verdadeiramente feliz, de sorriso aberto, uma felicidade que começou dois dias antes enquanto me ajudava a mexer o brigadeiro e a medir o açúcar para os bolos, é para a minha festa, não é?, uma felicidade que não o deixava ficar quieto um segundo, ainda falta muito para a minha festa?, uma felicidade que se prolongou por todo o fim-de-semana, foi um dia maravilhoso, não foi? Enchemo-nos de beijos. Muitas vezes. E demos daqueles abraços assim muito, muito apertados. Abraços tão bons que me fazem nós na garganta.

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publicado às 22:56

Lembram-se de falar aqui do meu Justin Bieber?. Pois hoje lembrei-me que no meu tempo também havia boybands. E não eram assim tão diferentes das de agora. Estes são os meus One Direction:

 

 New Kids on the Block

publicado às 16:34

Hoje fui visitar a Maria. Nascida há duas semanas, ela é a primeira filha de uma amiga que dentro de alguns meses vai fazer 40 anos. Estivemos a falar sobre isto. Eu fui mãe aos 29 e, sinceramente, achei tarde. Fisicamente, não há dúvidas de que é muito melhor ser mãe jovem. Quando tive o meu segundo, aos 33, senti como estava diferente. A gravidez custou-me mais. O corpo demorou mais tempo a voltar ao lugar (na verdade nunca voltou). O cansaço foi maior em todas as fases. Há uma energia que se vai perdendo. E é uma pena, porque as crianças precisam muito dessa nossa energia, para brincar, para andar com eles de um lado para o outro, para jogar à bola e ir à praia e não nos deixarmos ficar. E nós precisamos dessa energia para aguentar o esforço da maternidade e do trabalho e da vida toda. Claro que há pessoas mais velhas que têm essa energia. Há sempre. Mas não me parece que seja esse o meu caso. À medida que os anos passam parece que vou ficando com menos energia e menos paciência para certas coisas. O que é normal. Mas, mais do que isso, o que me faz realmente achar que devemos ser mães mais jovens é o facto de querer aproveitar ao máximo estes meus filhos. Querer estar com eles o maior tempo possível. De preferência lúcida e saudável (não há garantias que isso aconteça mas quanto mais jovem mais probabilidades, né?). Querer estar aqui para eles quando precisarem de mim. Poder fazer-lhes bolos nos aniversários. Ir buscá-los à discoteca às tantas da noite. Dar-lhes miminhos quando eles estiverem a estudar para os exames. Deliciar-me com as suas paixões. Fazer-lhes o almoço ao domingo quando eles já estiverem nas suas casas. Nos dias em que me ponho mesmo a pensar muito nisto até já consigo imaginar o tipo de avó que gostaria de ser - e que muito provavelmente não vou conseguir ser porque se os meus filhos tiverem filhos com 40 anos então, nessa altura, eu vou estar já bastante caquética. Eu queria ter sido mãe mais cedo.

O que acontece é que a vida nem sempre nos permite sermos mães tão jovens quanto gostaríamos. Porque ainda agora começámos a trabalhar e a ganhar dinheiro e a ser independentes e queremos aproveitar a vida e viajar e sair e fazer essas coisas todas. Porque nem sempre é fácil encontrar a pessoa com quem nos apetece ter filhos. Porque isto de arranjar emprego e ter alguma estabilidade financeira não acontece de um dia para o outro. Pior ainda se quisermos apostar alguma coisa na nossa carreira. Acabamos sempre por adiar a decisão, umas mais do que outras, até que chegue aquele que consideramos ser o momento certo.

Para esta minha amiga foi agora. Dizia-me ela que isto de ser mãe mais velha permite-lhe ter uma serenidade diferente. A tão falada maturidade que, de facto, não se tem aos vinte e tal. Dez ou quinze anos a mais anos fazem toda a diferença. Não stressa tanto com coisas de nada. Não liga tanto ao que os outros dizem e esperam dela. Desfrutará mais, provavelmente, pois já fez muitas coisas na vida, quer a nível pessoal quer profissional, e por isso pode agora entregar-se à maternidade, sem sentir essa pressão de que está a perder qualquer coisa.

Nesta equação não há respostas certas ou erradas.

Mas foi engraçado estar a falar disto, com uma bebé minúscula no colo, no mesmo dia em que li a fantástica declaração de Angelina Jolie e esta análise sobre como as mães de hoje são diferentes das mães de há vinte anos. Porque estas coisas andam mesmo todas ligadas.

publicado às 21:15

14
Mai13

Longe daqui

A vida, a vida verdadeira, felizmente, não se vive através dos teclados dos computadores. Seja a escrever notícias, a facebookar ou a atualizar o blog. Escrever é bom e, para mim, é algo absolutamente necessário. Mas a vida, a vida verdadeira, acontece longe dos teclados e escreve-se no nosso corpo. Nas rugas e nas dores. No colo que lhes dou. No colo que preciso. Nas lágrimas e nos risos. Nos abraços e nos beijos. Dentro da minha cabeça. À frente dos meus olhos. Nas nossas mãos. Nas palavras ditas. Nas palavras caladas. Estes dias (estas semanas, estes meses, este ano) têm sido um pouco assim. Estou por aqui mas, na verdade, estou muito longe daqui.

publicado às 11:45

Podia ouvir esta música milhares de vezes. E ouço. Uma vez e outra. Ponho os auscultadores e já não me perco com as conversas à minha volta e o pensamento fica mais claro e até os caracteres parece que deslizam mais facilmente na página. Mesmo que seja sábado e eu tenha que trabalhar enquanto está um sol lindo lá fora e a praia chama por mim. Uma enorme paz é o que sinto. A felicidade que está nas coisas pequenas também pode ser uma coisa grande.

Florence and the Machine, Cosmic Love (nesta versão, live on KEXP)

publicado às 17:54

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