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publicado às 12:12

28
Jul13

Joy

Chegar ao domingo à noite com aquela sensação (rara) de que seria difícil ter sido melhor. Que houve tempo para tudo. Que a felicidade está mesmo nas pequenas coisas.  No vinho bebido num copo de plástico na companhia de bons amigos. Na relva húmida. Nos pés sujos dos miúdos. Na gordura que se entranha nos dedos quando comemos numa tasca manhosa. Num abraço que vale por muitas palavras. No sol depois de uma manhã cinzenta. Nas palavras. Nos beijos. Nas mãos dadas. No verniz vermelho das unhas dos pés. No meu filho pequeno a dar-me um beijo de boa noite já no escuro e a chamar-me mãe querida.

(a foto não foi amputada no photoshop para que não me vissem a cara. nada disso. foi tirada assim, tal e qual, pelo antónio. acho que a intenção era fotografar a bola. ou então é a sua veia artística a revelar-se.)

publicado às 21:58

25
Jul13

Os príncipes

Lindos. Sorridentes, nervosos, impecáveis. Ela no seu vestido de bolinhas que deixa entrever a barriga saliente. O bebé a passar de um para o outro. Tudo perfeito. Mas nem tudo estava planeado. A brisa nos cabelos. A felicidade naqueles rostos. O príncipe a suspirar de alívio depois de colocar o seu bebé no carro.

(quem é que perde tempo a ver vídeos de descarrilamentos de comboios quando pode preferir acreditar em contos de fadas? eu, definitivamente, não)

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publicado às 22:52

21
Jul13

Done?

Sim, claro, é uma "to do list" um bocadinho ultrapassada. Está tudo feito, incluindo a parte das lágrimas, de namorar alguém completamente errado para mim e de dizer a um imbecil aquilo que realmente penso. Mas a boa notícia é que a vida continua. E ainda tenho muito tempo para fazer tudo de novo. Dizer não. Dizer a verdade. Sempre. E sobretudo rir bastante, cantar alto, correr riscos e não ter arrependimentos. Chorar mais. Pedir mais vezes desculpas. Encontrar outros imbecis. Viver a vida. Para o bem e para o mal.

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publicado às 15:58

20
Jul13

To do list

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publicado às 12:22

"Entretanto, para ocupar o tempo, andei de moto e pensei que tinha envelhecido. Aos quarenta anos ocorre que as mulheres pensem isso. Mas não é verdade. Os homens mais novos apaixonam-se por mulheres de quarenta anos; os homens menos novos apaixonam-se por mulheres de cinquenta anos; eles imaginam, intimamente, que só há vantagens, um certo desprendimento, uma certa sabedoria, algum cansaço, pouca paciência para detalhes demorados ou para conversas sobre o sentido da vida."

Das palavras de Olívia, em 'O Colecionador de Erva', de Francisco José Viegas

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publicado às 10:48

Jogar à bola no corredor. Jogar Uno e Carcassonne até nos fartarmos ou até algum deles amuar por um motivo qualquer. Ficar à janela a ver os "crescidos" a andar de skate nos pátios. Pintar desenhos. Jogar outra vez à bola. Fazer barulho com os instrumentos musicais. Desarrumar os brinquedos. Fazer filas de carrinhos. Implicar  um com o outro. Ler uma ou duas ou três histórias antes de ir para a cama. Há dias em que eles se esquecem que temos televisão. E é tão bom. (cada mãe tem a sua mania, esta é a minha)

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publicado às 21:22

Chegar a casa, descalçar os sapatos e tirar o soutien.

publicado às 21:47

11
Jul13

Fábio Porchat

Foi por alturas do natal, num daqueles jantares onde conversa puxa conversa, que, já quase no fim da noite, nós todas com bandoletes de renas na cabeça, elas me mostraram a Porta dos Fundos. Começámos pelo Sobre a Mesa e o Nome do Bebê (que continuam, ainda hoje, entre os meus sketches preferidos) e depois quase não conseguíamos parar de ver os vídeos, uns atrás dos outros, descobrindo a maravilhosa Clarice Falcão, os engraçadíssimos Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Antonio Tabet e todos os outros. Tratei de espalhar a novidade por colegas e amigos. Já viram? Não viram? Vão ver. A Porta tornou-se um vício. Motivo de gargalhadas inusitadas a meio de um dia de trabalho. Referência comum nas nossas conversas. Gritamos por Judite. Imitamos a Maitê. Pedimos tangerinas. Falamos com sotaque.

No sábado passado, o dia mais quente do ano, Fábio Porchat esteve em Lisboa num espetáculo de stand up comedy integrado no Famous Humour Festival e foi tudo aquilo que podíamos esperar dele. Histérico, apressado e muito engraçado. Ele não conta anedotas, conta histórias. Ele não goza com gordas nem com gente famosa, goza com ele próprio. E, sim, esta é uma boca para os humoristas portugueses e para o muito que alguns ainda têm que aprender. Foi tão bom. Ri tanto, mas tanto.

Diz-se que um homem que nos faz rir é melhor do que um homem que nos oferece um anel de diamantes. É um daqueles clichets. Mas, imagine-se, eu até sou uma rapariga que gosta de clichets.

publicado às 15:01

O que está na moda é tirar fotografias das crianças de costas com o céu muito azul e a relva muito verde, e dos maravilhosos fins-de-semana e dos hotéis e das praias e das comidas e dos vestidos de renda e do cupcakes coloridos e dos arranjos de flores e das unhas pintadas e das mãozinhas dadas e de pessoas felizes aos saltos e aos abraços e dos workshops patrocinados por marcas xpto em que se aprende a ser ainda mais feliz e a cozinhar sushi e a preparar festas e a colocar a vida em fotografias de cores saturadas. E toda a gente a dizer que ser mãe é o melhor do mundo e que os seus filhos são fabulosos. Tudo tão bonitinho. E tão desinteressante.

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publicado às 11:19

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