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Depois da entrevista-aventura, fomos visitar a Medtastes. Já vos tinha aqui falado desta empresa da minha amiga Sónia. Agora, além de continuar a vender petiscos online, a Medtastes tem também uma loja pequenina mas maravilhosa onde se pode comprar azeite, vinhos, enchidos, queijos, chás, chutneys vários (fiquei de olho em vocês, meus queridos), bolos, bolachas, chocolates, compotas e mais uma série de coisas deliciosas. Hoje havia um open-day e nós não quisemos deixar de ir lá desejar boa sorte, provar o belo do rosé e quase acabar com o stock de presunto (desculpa, amiga, é que os meus filhos a modos que adoram presunto...).

   
A MedTastes fica na rua Acácio de Paiva, junto à avenida da Igreja, em Alvalade.

Como estávamos ali perto, aproveitámos para ir experimentar as pizzas da Mercantina. A Mercantina abriu no final do ano passado e tem sido muito falada por ter sido reconhecida pela Associazione Verace Pizza Napoletana, o que significa que ali se come a "verdadeira pizza", a que cumpre todos os critérios da tradição de Nápoles, com os "melhores métodos de produção e o recurso aos melhores produtos de origem". Isto é o que diz o press release. O sítio é simpático e amigo das crianças (e se se portarem bem ou se tiverem uma tia Ângela como nós temos até pode ser que ganhem uns chupa-chupas no fim) e as pizzas são boas, é verdade, embora não nos parecessem nada do outro mundo. Mas havemos de voltar para confirmar.

Do almoço-já-pró-tarde seguimos para a missa e da missa para o supermercado. Com as crianças em completa ebulição, claro está. E eu sempre a pedir só mais um bocadinho de paciência, só mais um bocadinho. Chegámos a casa quase às 7 horas. Nessa altura estávamos todos muito necessitados de uma pausa. Eles foram para a sala jogar playstation, fazer lutas e gritar um bocado. E eu fui para a cozinha fazer o jantar, ouvir os Blur e relaxar. Cozinhar pode ser das coisas mais relaxantes para fazer no final de um sábado assim agitado. E agora vou ali ao quarto deitar a malta. Depois de muita brincadeira, estão os dois deitados na cama a jogar quatro em linha. Tão lindos.

Amanhã ficamos em casa. Que bem precisamos.

publicado às 22:39

Hoje levei os meus filhos comigo para uma entrevista. Foi uma daquelas decisões arriscadas.

A entrevista em causa começou por estar marcada para quinta-feira, depois para sexta e, por fim, disseram-me que a pessoa só estaria disponível no sábado. O meu primeiro impulso foi dizer olhe, então, paciência, fica para a próxima. Mas não fui capaz. Primeiro, porque eu queria muito falar com esta pessoa. Depois, porque não havia mais ninguém que pudesse fazer a entrevista. Se tu não podes, não se faz. É assim. Ora a mim isso iria fazer-me alguma confusão. Por isso, marcou-se a entrevista para um sábado de folga às 11.30 da manhã.

Considerei a hipótese de ir deixar os miúdos com a avó mas a logistica do para lá e para cá era ainda mais complicada do que levá-los comigo. E além disso esse vai-e-vem iria estragar-me os planos para o resto do dia. Portanto, decidi arriscar. Expliquei-lhes como iria ser. Fiz o meu ar mais sério ao avisá-los que tinham de se portar mesmo bem. Ameacei com castigos vários se isso não acontecesse. Confesso que esta manhã, enquanto me zangava para que se vestissem e apressassem, comecei a ficar com dúvidas. Os meus filhos são aqueles miúdos enérgicos que vocês sabem. Pus-me, então, a pensar que se calhar isto não ia correr bem. A imaginar um entrevistado mal disposto ao ver-me chegar com crianças. A antever o caos que eles iriam provocar. E o quanto eu teria de me chatear.

Mas não. Correu tudo lindamente. Surpreendentemente bem. Durante 40 minutos sentei-me num sofá a falar com uma pessoa, num dos cantos da recepção do hotel. Enquanto no outro canto os meus filhos brincavam com nintendos, tartarugas ninjas e mini-skates. Espojados no chão, é certo. Mas silenciosos. E bem comportados. Sem gritos, sem lutas, sem corridas. Niguém se foi zangar com eles. Nada. Uns anjos.

Por uns momentos fiquei orgulhosa deles. E de mim. Porque, apesar de às vezes isto de educar crianças ser desesperante, é bom ver que eles percebem quando têm mesmo que se portar bem e estão à altura das situações. O que me deu alguma esperança. Mas isto foi mesmo só por uns momentos.

Depois voltei à realidade.

publicado às 19:15


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