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(ou não tão pequenas assim)

publicado às 23:31

Abrir frascos.

publicado às 14:09

26
Jun14

Três outra vez

Sempre que fico algum tempo só com um filho penso nisto. Como seria diferente a minha vida se só tivesse um filho. Seria mais calma, mais silenciosa. Sem gritos, nem lutas, nem jogos de bola no corredor, nem putos a discutirem por coisas parvas, sem um a meter-se com o outro, sem aquelas implicações que me moem a cabeça, um a desafiar o outro e vai sair asneira na certa. O meu filho único iria ver muito mais televisão e seria certamente mais calmo e concentrado e muito mas mesmo muito mais bem comportado. Teríamos mais tempo para conversar. E para ficarmos calados. Para irmos às festas e às actividades. Eu poderia dar-lhe toda a atenção do mundo. Isso tudo. E no entanto, se alguma certeza eu tenho sobre isto de educar filhos é que dois são melhores do que um (e mais um ou dois então seriam ainda melhores), que não há nada que se compare a isto de ter um irmão, um igual, um companheiro. Que não há nada que se compare a isto, de ver a amizade e cumplicidade entre eles, mesmo quando lutam e gritam e implicam e me tiram do sério.

Amanhã vamos estar os três outra vez juntos. Só os três. Todos os três.

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publicado às 21:36


1 hora e 20 minutos de atraso (para já). É aproveitar o sol, enquanto há. Ver os aviões pela janela. E ler o livro novo do Manuel Jorge Marmelo que, nem de propósito, se chama 'O Tempo Morto é um Bom Lugar'.

publicado às 17:28

Vi pouco. Cheguei já a meio da tarde de ontem e tinha que trabalhar por isso só hoje me pus a deambular pela cidade. E foi só isso. Não entrei em palácios nem em museus nem em igrejas nem nada. Entrei em livrarias e em cafés, porque gosto, e não consegui resistir a entrar nesta loja:

Para saber mais é só ir ler o que escrevi aqui.
De resto foi mesmo passear. Para quem não sabe eu sou pessoa que gosta da Alemanha e não tenho grandes motivos para me queixar da suposta antipatia dos alemães. E desde os tempos do Lothar Matheus e do Klinsmann (em novo) que também costumo torcer pela Alemanha no futebol (excepto quando joga contra Portugal, claro). De maneiras que me senti em casa em Wiesbaden. Gostei do silêncio nas ruas. Do cheiro enjoativo dos quiosques de doces. Do mercado de frutas e legumes na praça central. Dos relvados onde a malta se deita em mantinhas. Das comidas envinagradas. Das esplanadas. De andar a pé, andar a pé, andar a pé e depois sentar-me um bocadinho e ficar a observar as pessoas e a ouvi-las falar. Lembro-me muito pouco do alemão que aprendi no liceu e depois do Goethe Institut mas descobri que afinal percebo bastantes coisas que leio e ouço e até consigo manter diálogos muito básicos nas lojas. Foi pouco tempo. Depois do almoço, apanhei o comboio e já estou no aeroporto a rezar para que a greve dos controladores aéreos em França não me lixe muito a vida.

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publicado às 16:04

25
Jun14

Ambulante



Há dias em que gosto muito do que faço. Há duas semanas que andava a precisar de um dia desses.

publicado às 12:13

24
Jun14

Aos 39

Tenho um cabelo branco.

Acabei de o descobrir. Estava aqui no computador, muito entretida a pôr a correspondência em dia, sentada à secretária de um quarto de hotel em Wiesbaden, com um espelho mesmo à minha frente, e eis que levanto os olhos do teclado e lá está ele, o meu cabelo branco. Há quanto tempo andaria a esconder-se de mim, atrás dos outros cabelos? Mas agora ali está. O meu primeiro cabelo branco. Enorme, brilhante, perfeitamente visível com a luz vinda da janela do lado esquerdo. É só um, por enquanto, podia arrancá-lo, não é? Mas será que faria alguma diferença?

publicado às 16:00

O Miguel escolheu esta música para os filhos. Dos Beatles, 'Yellow Submarine'.

publicado às 18:35

22
Jun14

Dar graças

A vida é demasiado fugaz. Há que aproveitá-la bem. Fugir da mediocridade e da maldade. Dizer não a quem não nos merece. Correr riscos. Dizer amo-te sempre que amamos. Não nos podemos dar ao luxo de não tentarmos ser felizes. Ou de virar as costas às oportunidades que surgem para sermos um bocadinho mais felizes. A vida é demasiado fugaz. E é a única que temos. Temos que vivê-la por inteiro para chegarmos ao fim com a certeza de que demos o nosso melhor.

Hoje perdemos um dos melhores de nós.

publicado às 17:16


'Valsinha', de Chico Buarque. A música mais que perfeita.

Parabens, Chico, pelos teus 70 anos. E obrigado.

publicado às 00:01

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