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- Mãe, podes assinar a minha fita de finalista?

Finalista no 4º ano com fitas e tudo, imagine-se. E eu que na faculdade não tive fitas nem bênção nem traje nem nada disso pois que nunca me interessou, assinei e até me emocionei um bocadinho. Acho que também estou a envelhecer depressa demais.

publicado às 21:57

Esta campanha publicitária da Visa a propósito do Mundial de Futebol tem alguma piada: 32 realizadores dos 32 países finalistas da Copa dirigiram 32 filmes com menos de 2 minutos. A base musical é sempre a mesma, um samba, mas depois cada país introduz um instrumento e dá o seu arranjo à coisa. Tem graça ver como cada país se representa, há uns filmes que vão buscar as tradições de cada região, outros que são quase postais turísticos, outros mais conceptuais. O dos Estados Unidos, por exemplo, não mostra nada da América. Gostei muito do filme holandês, até por ter uma miúda como protagonista (no da Nigéria não se vislumbra uma única mulher). Há outros que são muito simples mas que funcionam, com a sua alegria, como o da Costa do Marfim. O inglês é provavelmente o meu preferido.

Não gostei lá muito do filme português, que parece ter sido atacado pelo síndrome gaiola dourada, cheio de sardinhas e escadinhas de alfama e fado, com uma senhora que usa uma bata, tem uma verruga na cara e é toda destemida e grita e zanga-se, porque como se sabe as mulheres do sul são assim, de pêlo na venta (e ela não ter bigode já é uma coisa boa). No meio de tanta coisa very, very typical, aparece uma lambreta que, claro, é um meio de transporte que abunda por aí. Para manter a coerência, ao menos que fosse uma Famel.

publicado às 15:33


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