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30
Set14

'Let's Dance'


David Bowie

Falta um mês. E porque estes dias (estas semanas? estes meses? estes anos?) não têm sido fáceis e andamos todos a precisar de um pouco de animação, vamos passar o mês a dançar. Dançar faz bem ao corpo e à alma. A mim dançar faz-me muito bem. Dançar sozinha em casa. Dançar com os meus putos aos pulos na sala. Dançar abraçada. Dançar de olhos fechados na pista de uma discoteca. Dançar com amigas uma noite inteira para espantar os maus humores. Por aqui, em outubro vamos dançar. Todos os dias. Em contagem decrescente para os 40.

publicado às 01:00

A Mafalda faz 50 anos mas nunca envelhece. One of my favourites.

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publicado às 09:09

28
Set14

Apetece-me isto


Havia tantas coisas a dizer sobre estes últimos dias. Mas acho que esta é mesmo a mais importante. Começou o outono.

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publicado às 19:53


Se sabes o que esta frase significa e isso te faz rir é bem provável que sejas um quarentão (ou quase). A frase era uma das 'punch-lines' da série 'Friends', que estreou há precisamente 20 anos. Eu devo tê-la descoberto por volta de 1997/98. Obrigado Isi (e Helena e Rita e Mário e...) pelos serões passados a ver as cassetes e os DVDs e a rir até nos doer a barriga e até sabermos de cor quase todas as piadas. 'Friends' é uma das minhas séries preferidas de sempre. Um daqueles marcos geracionais. É como gostar dos Xutos e ter ouvido 'grunge'. É como ter os trabalhos da faculdade gravados em disquetes e rever sempre com emoção o filme 'When Harry Met Sally'. É como ter usado perneiras e dançado ao som de 'Fame'. É como ter crescido sem telemóvel nem internet nem lojas de pronto-a-vestir com roupa barata. E como é bom rever os episódios e continuar a rir como se tivéssemos pouco mais de 20 anos.

publicado às 23:47

Fiz terapia durante quase um ano. É difícil avaliar a eficácia daquelas sessões caríssimas, semanais ou quinzenais; houve uma altura em que me fez muito bem, depois comecei a ficar cheia de sentimentos de culpa por estar ali a gastar dinheiro que me fazia falta para outras coisas. Uma pessoa tem pouco dinheiro e tem que decidir se é mais importante passar uma hora a conversar com a psiquiatra ou ir almoçar fora, se nos faz mais feliz fazer terapia durante um ano ou investir numas férias diferentes com os miúdos. Não podendo fazer tudo, o que escolher? O que é mais necessário? Ando outra vez a pensar que, se calhar, devia voltar à terapia, com alguém diferente, alguém que me fizesse tão bem que não me desse margem para dúvidas. Ando a pensar nisso e, sabendo que não tenho dinheiro, não sei se tenho coragem (a vida é tão mais fácil quando se tem os bolsos recheados).

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publicado às 10:47


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publicado às 23:33

Os miúdos estão felizes. A mãe também anda contentezinha mas está de rastos.

Quanto tempo falta para as próximas férias?

publicado às 17:19

A confirmação está aqui (e que bem que hoje me teria sabido terminar o dia com um momento assim...)

publicado às 21:45

5º ano, escola nova (e, pela primeira vez, pública), turma nova, horários, regulamentos, caderneta, senhas para almoço, conhecer o ATL, o ginásio, a biblioteca, novos professores, novos colegas, tudo diferente, forrar livros, preparar a mochila, organizar os lanches e as novas rotinas. Mas se perguntarmos ao António o que é que aconteceu hoje de importante, ele dirá: o seu primeiro treino de futebol. Ah! Isso sim. Isso é que são novidades.

Desde pequeno que o António adora jogar futebol (ele adora tudo o que seja desporto, ainda para mais se meter corridas e bolas) e desde pequeno que ouço as pessoas a dizerem-me que o rapaz tem jeito e que devia levar isto mais a sério. Mas nunca tinha havido oportunidade e, a bem dizer, nunca tinha havido vontade para o pôr numa escolinha. Pagar para jogar futebol? Perder o meu tempo com bola? Nããão. E, acima de tudo, queria evitar aquela pressão que existe na escolas de futebol para que os miúdos sejam logo craques - pressão dos "misteres" e dos pais, que estão ali à espera de encontrar o próximo Cristiano Ronaldo, que levam os treinos muito a sério, em vez de encararem aquilo como um divertimento, que incentivam as rasteiras e insultam os árbitros. Então fomos experimentando outros desportos, que havia mais à mão, a natação, o karaté, o ténis, e o puto fazia tudo bem, recebia elogios dos professores, mas nada o fascinava e insistia que o futebol é que era e ainda hoje, ao preencher um questionário da escola, escreveu que quando fôr grande quer ser futebolista. Eu não acho que ele vá ser futebolista mas se é para tirar teimas, pois que se tirem. E foi por isto tudo que, este ano, finalmente, aceitei experimentarmos o futebol. Foi uma coisa negociada com ele - que terá de se aplicar na escola se quiser continuar a ir aos treinos - até porque me vai exigir uma grande ginástica na nossa logística familiar (raios partam o miúdo que tem o estádio do benfica aqui ao lado mas saiu-me um sportinguista ferrenho).

De maneiras que hoje foi o primeiro treino. À experiência. Sem compromissos, nem pagamentos. Uma excitação como nunca tinha visto. Há uma semana que não falava de mais nada. De manhã foi a apresentação na escola, à tarde fomos ao campo de relva sintética onde ele esteve uma hora a dar toques na bola, no meio de uma data de putos de verde e branco, encantado da vida e já a pedir para voltar. Tenho muito medo que ele se desencante com o facto de aquilo ser uma escola a sério, não é chegar ali e jogar à bola, há muitos exercícios repetitivos e chatinhos. E tentei prepará-lo para o facto de haver meninos que jogam muito melhor (uma coisa é ele ser muito bom entre a meia dúzia de amigos, outra é um clube onde há miúdos que treinam quase desde o berço), de nem sempre conseguir fazer as coisas bem e de ter de aceitar as derrotas. Ele diz que percebe, que não se importa. Garante-me que adorou. Pelo sim, pelo não, amanhã vai voltar para mais um treino ainda antes da inscrição.

Tinha uma secreta esperança que ele não gostasse. O mano também lá esteve hoje, noutro canto do relvado, fez tudo certinho como devia e até parecia divertido mas, no final, anunciou que não queria voltar. Podia acontecer tambem ao António, não era? Dava-me tanto jeito... Por outro lado, vê-lo assim entusiamado com alguma coisa também é muito bom. E, quem sabe, talvez eu descubra que afinal até tenho vocação para dona Dolores.

publicado às 22:38

14
Set14

Um bom conselho

"I wouldn’t recommend being a single mother. But I would rather be single than be in conflict with someone."

Chrissie Hynde, a "miúda" dos Pretenders, hoje com 63 anos

publicado às 11:23

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