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Por estes dias estou em S. Miguel. Há muito tempo que não vinha aos Açores e nunca tinha vindo a esta ilha. É trabalho, é muito trabalho, acreditem, mas pelo meio já provei uma maravilhosa bifana de atum e o melhor bolo de ananás do mundo, chicharros com feijão, queijo que pica na língua e queijadas de leite. A comida, a paisagem verde e as pessoas que tenho o privilégio de ir conhecendo fazem com que o trabalho não custe tanto.

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walk 036.jpgTirando a primeira, que são só uns miúdos descalços em Rabo de Peixe, estas são imagens de algumas das peças de arte pública produzidas no âmbito do festival Walk & Talk. A última, o 'Abraço à Ruína', é uma pequena maravilha de Vhils, num torreão no alto de um monte, rodeada de vegetação e silêncio. A arte pode ser (nem sempre, mas pode ser) a melhor iguaria.

publicado às 18:26

O bom do verão - não me canso de dizê-lo - é que o tempo livre é realmente livre. Não ter horários nem obrigações, seja por um dia ou apenas por umas horas ao fim da tarde, é como ter pequenos momentos de férias mesmo quando eu ainda não estou de férias. Por exemplo, nas folgas. Acordar sem despertador e passar a manhã na ronha. Sem trabalhos de casa (até fico emocionada com isto, pá). Ir ao cinema ver os Mínimos (vão, vão que é mesmo divertido). Ficar no parque naquela hora mágica do entardecer. Deixá-los fazer amigos e correrem livremente. Descalços, a brincar com paus e a sujarem-se todos (que nós não queremos cá totós). Até quererem. Jantar a desoras. Adormecer de cansaço no sofá. São dois dias apenas mas são tão valiosos. 


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publicado às 21:19

O meu telemóvel é pré-histórico. Um nokia daqueles minorcas com poucas capacidades e com uma dona igualmente pouco capacitada para as tecnologias. Serve-me para fazer chamadas, mandar e receber mensagens, e pouco mais. Não há internet, nem aplicações, nem fotografias de alta definição, nem nada. Ando há que séculos para comprar um telefone novo. Este está mesmo quase a pifar. E confesso que às vezes me dava jeito ter um bocadinho mais. Ora vê lá aí o caminho. Ora vê lá aí se já chegou o mail. Ora vê lá aí a que horas é que aquilo começa. Ora vê lá aí. Mas ando há que séculos a adiar a mudança. Os amigos gozam comigo e com o meu telefone. Perguntam-me se ainda uso a máquina de escrever azert, se tenho televisão a preto e branco, se já tenho electricidade em casa. É um divertimento. (fora de brincadeiras, no outro dia uma pessoa surpreendeu-se verdadeiramente por eu ainda ter uma agenda moleskine em papel e fez-me sentir como se eu fosse uma ave rara) A verdade é que tenho algum receio de me tornar uma dessas pessoas que estão sempre a olhar para o telefone e que passam os concertos a fazer vídeos e que passam o tempo a postar fotografias daquilo que estão a fazer e que estão sempre a rebentar bolinhas e não sabem estar sem fazer nada, ler um livro no metro, sentar-se numa esplanada a ver os patos, aborrecer-se na sala de espera do hospital. A verdade é que não tenho a certeza de ter forças suficientes para não me tornar uma dessas pessoas. A verdade é que eu já passo tanto tempo em frente dos ecrãs que estes momentos em  que estou longe de um computador são como um descanso forçado. A pausa necessária. Ou então a verdade é que sou mesmo avessa às novas tecnologias e até um bocadinho velha do restelo, e isso não é lá muito bom.

The times they are a changin'. E um dia destes eu vou ter que mudar com eles.

Para pensar um pouco nisto, vejam estas fotografias e ainda este vídeo.

publicado às 11:31

24
Jul15

Trepadeiras

O que fazer aos filhos durante as looooongas férias de verão? Esta semana os rapazes estiveram no atelier Trepadeiras de Papel da Casa Fernando Pessoa. Uma amiga chamou-me a atenção para este atelier e a primeira coisa em que reparei foi no preço, bastante mais simpático do que a maioria das coisas deste género. Além disso, o programa era muito giro e eu, ingenuamente, pensei que o António poderia ficar um bocadinho mais animado com a leitura e a escrita se estas actividades se realizassem ao ar livre, em pleno Jardim da Estrela, no meio de outras brincadeiras. Isso não aconteceu mas, ainda assim, mesmo sem jogar futebol e tendo de ler histórias, fazer desenhos e escrever pequenos textos, os miúdos divertiram-se e não houve queixas. Fizeram amigos. Brincaram na/com a natureza. Foram aos baloiços. Treparam na aranha. Treparam nas árvores. Fizeram guerras de bolotas. E o Fernando Pessoa lá pelo meio. 

Para mim, a semana teve outros desafios. Preparar lanches e almoços para esta malta (ufa!). Levar também almoço para mim para poupar tempo e conseguir sair mais cedo do trabalho. Viajar com eles de metro - uma hora entre caminhadas, viagens de metro, troca de linhas e muitos stresses pelo meio (já disse que os meus filhos são imparáveis?) mas, por outro lado, muitas brincadeiras e uma aprendizagem do mundo real que eu acredito ser super importante.

No final do dia, quando os ia buscar, estavam todos sujos, o que é muito bom sinal. E ainda havia tempo para comer um gelado, brincar mais um bocadinho e voltar para casa sem pressas

Como diziam naquele concurso de televisão: prova superada.

publicado às 19:14

Chegar a casa a horas decentes (por volta das 18.00). Não haver actividades extra-curriculares nem trabalhos de casa. O sol que faz os dias serem compridos. Saber que no dia seguinte podemos acordar um bocadinho mais tarde (não muito, porque ainda assim há quem tenha de ir trabalhar, mas uma hora já faz toda a diferença). Esta semana estamos assim e estamos muito bem.

Bastava-nos tão pouco para sermos tão mais felizes no nosso dia-a-dia.

publicado às 20:01

No outro dia, encontrei ESTA entrevista a Elisabeth Badinter. Esta senhora, que é uma milionária francesa e feminista, mãe de três filhos que não acredita nisso do instinto maternal, tem a coragem de contrariar (e explicar o porquê de) essa nova (?) tendência que se tornou politicamente correcta de achar que ser mãe é não só o destino natural das mulheres como também é o melhor que uma mulher pode ser; ou que para se ser uma mãe como deve ser tem de se parir com dor, amamentar até aos três anos e deixar o trabalho para ficar em casa a brincar com as crianças até elas irem para a primária (isto tudo enquanto os homens andam lá na vida deles, a fazer coisas de homens). É sempre muito arriscado dizer estas coisas porque há logo gente que aparece a tresler tudo e de repente é como se estivessemos a dizer que não gostamos de ser mães. E não é nada disso. Ouçam-na com atenção e pensem um bocadinho nisto.

Além disso, uma pessoa que é contra as quotas de mulheres é sempre uma pessoa que tem a minha simpatia.

Também vale a pena ler este resumo do que diz Badinter no The Guardian

publicado às 20:45

"Love's the greatest thing". Tender, Blur 

Foi um grande concerto ontem à noite. Estou toda moída mas valeu a pena. 

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publicado às 10:28

17
Jul15

Vintage

sting.JPGO baixo do Sting, com a madeira gasta.

Cantarmos Every Breath You Take e lembrarmo-nos do anúncio da Shweppes.

Dores nas pernas depois de oito horas num festival de música.

publicado às 13:06

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publicado às 10:03

13
Jul15

Apenas miúdos

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A partir desta página foi sempre a chorar até ao fim. Apenas Miúdos, uma viagem com Patti Smith (e Robert Mapplethorpe), pela Nova Iorque dos anos 60 e 70. Tão bom.

publicado às 08:21

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