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No outro dia, encontrei ESTA entrevista a Elisabeth Badinter. Esta senhora, que é uma milionária francesa e feminista, mãe de três filhos que não acredita nisso do instinto maternal, tem a coragem de contrariar (e explicar o porquê de) essa nova (?) tendência que se tornou politicamente correcta de achar que ser mãe é não só o destino natural das mulheres como também é o melhor que uma mulher pode ser; ou que para se ser uma mãe como deve ser tem de se parir com dor, amamentar até aos três anos e deixar o trabalho para ficar em casa a brincar com as crianças até elas irem para a primária (isto tudo enquanto os homens andam lá na vida deles, a fazer coisas de homens). É sempre muito arriscado dizer estas coisas porque há logo gente que aparece a tresler tudo e de repente é como se estivessemos a dizer que não gostamos de ser mães. E não é nada disso. Ouçam-na com atenção e pensem um bocadinho nisto.

Além disso, uma pessoa que é contra as quotas de mulheres é sempre uma pessoa que tem a minha simpatia.

Também vale a pena ler este resumo do que diz Badinter no The Guardian

publicado às 20:45


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