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Isto de se tentar fazer programas culturais com os miúdos no tempo que sobra das aulas, dos trabalhos de casa, do estudo, dos treinos, dos jogos e das festas de aniversário (já para não falar dos fins-de-semana em que eu trabalho) não é nada fácil. Ainda assim, lá vamos tentando.

Em outubro, aproveitando o facto de o António estar a estudar o terramoto, fomos ao Lisbon Story Centre. Um dia de chuva, o sporting a jogar no estádio da luz, e nós vestimos os impermeáveis e enfiámo-nos no metro até ao terreiro do paço. A exposição está muito bem feita e acho que as crianças aprenderam algumas coisas (embora aquela parte final com a publicidade ao novo terreiro do paço e à grande movida lisboeta seja um bocadinho despropositada). Subimos ao arco da rua augusta e até comemos gelados e crepes. Não fosse o benfica ter perdido e teria sido uma tarde perfeita.

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Este fim-de-semana, aproveitando o facto do António estar a estudar o corpo humano, fomos ver a exposição Real Bodies, na Cordoaria Nacional. É de facto muito impressionante. Saber que o que ali está são corpos verdadeiros e não bonecos faz-nos olhar de maneira muito diferente para tudo aquilo. Claro que as primeiras perguntas dos rapazes foram sobre isso mesmo: como é que eles fizeram isto? quem eram estas pessoas? como é que os corpos estão tão bem conservados? como é que arranjaram estes bebés que ainda não tinham nascido? Passado esse impacto inicial, lá conseguimos ver os corpos por dentro, espantarmo-nos com o tamanho do fígado e deslumbrarmo-nos com a profusão de vasos sanguíneos. Apesar dos avisos, nenhum ficou demasiado impressionado com o que viu - são rapazes e já viram muitos daqueles desenhos animados nojentos no nickelodeon, acho que deve ser isso. Penso que a exposição só vai ficar até ao fim do mês, por isso se quiserem ir, apressem-se.

(agora eu punha aqui uma foto dos pimpolhos na cordoaria mas não sei se já sabem que ganhei uma máquina fotográfica nova no natal e é tudo muito recente e ainda não experimentei passar as fotografias para o computador. lá chegaremos.)

publicado às 23:15

Naquele dia acordei muito cedo. Tinha um avião para apanhar. Liguei a televisão para ver como estava o ténis - naquela altura, em 2003, eu acompanhava com grande atenção tudo o que se passava no ténis - e vi o princípio do jogo da Kim Clijsters com a Serena Williams. Ia ser renhido. Saí de casa. Fui para o aeroporto. Apanhei o avião. Cheguei a Nantes. Fiz check in no hotel. Deviam ser umas nove da manhã ou pouco mais, lembro-me que era ainda muito cedo. Liguei a televisão. No terceiro set a Clijsters ganhava por 5-1- A Serena defendeu dois match points e acabou por ganhar. Nem queria acreditar. É claro que não dormi nada, fiquei presa à televisão (e bem que precisava de dormir, nesse dia o trabalho prolongou-se pela noite fora...)

Entretanto, a Clijsters mudou de vida e abandonou o ténis profissional em 2012 (mas antes teve o seu momento super-mãe) e a Serena aí está, prestes a disputar mais um open da Austrália e a provar que é uma das melhores tenistas de sempre.

Eu gosto de ténis. Gosto desde o tempo do Agassi e da maluca da Jennifer Capriati, do Pete Sampras e da Steffi Graf. Agora já não tenho tanto tempo, já não consigo ficar acordada até às tantas a ver os jogos e quando estamos em casa os putos nem sempre querem ver ténis, mas ainda vou acompanhando e tenho os meus jogadores favoritos. A nova temporada está a começar. A ver se o Nadal ou o Djokovic me vão dar alguma alegria.

publicado às 12:07


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