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31
Out19

É a vida

Não gosto nem desgosto de fazer anos. Não me incomoda isso dos anos que passam, mas nunca me apetece festejar. O que é estranho porque eu gosto muito dos aniversários das outras pessoas e de dar miminhos e de ir às festas delas. No entanto, tirando a festa dos 40 porque eram 40 e fazia sentido naquele momento fazer uma festa, sempre que posso no meu dia de anos vou para longe e estou apenas com a minha família. Nas outras vezes fico por cá e a única coisa que tento é não ir trabalhar para não ter que estar com pessoas de que não gosto e para não me irritar. Se for assim já é bom. Acabo por estar, ao longo do dia, com uma ou outra pessoa que aparece ou que se proporciona, sem grandes planos, sem grandes expectativas. Peço aos meus amigos que tenham paciência. Que não se aborreçam. Continuo a gostar de todos vocês e gosto muito de saber que também gostam de mim. Festejamos sempre que nos encontrarmos, combinado?

São 45 anos. Já sou uma senhora. Mas não sou.

Espero que pensem em mim quando ouvirem ESTA música. 

ESTA é a foto que resume quase tudo.

E o resto é mais ou menos assim:

Frank Sinatra, That's Life

publicado às 08:38

Assim como não abrimos a porta de nossa casa a estranhos, também a partir de hoje este blogue só aceita comentários de autores identificados. Insultem-me mas não sejam cobardes.

De qualquer maneira, continuarei a não publicar comentários ordinários nem ofensivos de alguma forma.

De resto, estão à vontade para discordar, argumentar e criticar.

Tags:

publicado às 17:03

"Ostra feliz não faz pérola
Não faz pérola, Não faz pérola!

Madrepérola, eu mando como Chimamanda
No comando como Che, sambo como Jôjô samba
Se caio, caio de pé, imortal como Chavela
Sensual como Sade, vertical como Mandela!
Nobel como Malala, Má como Mala Rodriguez
Amada como Amália Rodrigues.
Como Nina Simone ou Simone de Beauvoir
Dá-me um microfone sou Simone a cantar!
Invensível como Elza, eterna como Lhasa
Diva como Eva, Donna como em casa.
Mandona como Madonna, bossy como Kelis
Louca como Maradona, prima-dona como Elis.
Quem te manda, sou malandra, manda-chuva tipo Anitta
Pêlo na venta, tu tentas, eu sou Conchita.
Wasted como Rita, livre como a Lee
Eu faço a minha guita com o Rap: Cardi B!

Madrepérola, eu mando como Chimamanda
No comando como Che, sambo como Jôjô samba
Se caio, caio de pé, imortal como Chavela
Sensual como Sade, vertical como Mandela!

(Karol Conka) A mensagem se espalha
A resistência é combustível pra batalha!
Sem contos de fadas
Pesadelo causado por quem está de farda!
Só quem vive sabe
Num mundo de ambição não tem perdão.
Só quem vive sabe
Criar a condição na contramão.
E eu faço do meu jeito
Se vem com pouco não me contento
Tento fazer do meu tempo o meu sustento.
Vejo que não temos nada a temer, nada a esconder
É! Só quem vive sabe!
Se vem com pouco não me contento
Tento fazer do meu tempo o meu sustento
Vejo que não temos nada a temer, nada a esconder
Capicua e Karol Conka, saber!

Madrepérola, como Frida não me calo,
Faço arte da ferida, cuspo no patriarcado,
Faço parte da família como Venus e Serena
Temos pena, como Azealia, a minha língua dá problema!
Tombo como Conka, reino como Badú
Bailo com a Blaya, ave Maya Angelou!
Tu não entres na disputa, sou filha da luta
Histórica como Djamal neste rap tuga.
No pódio como Laurin Hill, Cruella De Vil
Tinha 101 problemas, derreti-os num vinil.
Pioneira como Lady Pink, tu não te compares
Tu chegas-te a mim, eu digo “Dracarys!”
Primeira de meu nome, rainha da rima sábia
Tipo Grace Jones: revolucionária!
Vim dar lições a putos e a homens das cavernas
Sobre a vida com V grande e V no meio das pernas!"

Madrepérola, música nova de Capicua com Karol Conka
(e a voz da grande Hannhah Gadsby a fechar)

publicado às 12:31

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Sobre saias e meninos já disse o que tinha a dizer há uns tempos AQUI.

O assessor da deputada, Rafael Esteves Martins, também disse o que tinha a dizer e esteve muito bem AQUI.

Um homem entrou de saias no Parlamento. Registe-se o momento histórico. Houve quem falasse em manobra de marketing. Será. Mas a mim o statement parece-me óbvio: estamos aqui para estraçalhar os estereótipos e os preconceitos e defender a liberdade de cada um ser como é. Que é, na verdade, uma das coisas que as pessoas que votaram no Livre esperam que o partido faça.

O resto são os polemistas do costume que acham que têm de ter opinião sobre a roupa que os outros usam como se isso lhes dissesse respeito. A sério. Cada um veste o que quer. Quando quer. Como quer. Prefiro mil vezes pessoas que estão na assembleia (ou noutro sítio qualquer) a exibir as suas tatuagens e piercings e ténis e chinelos e minissaias e o que mais lhes apetecer mas que trabalhem e sejam honestas do que gente engravatada com botões de punho e camisas vincadas mas que são uns trafulhas e incompetentes.

O "respeito pela instituição" mede-se em trabalho, assiduidade, pontualidade, preparação, empenho, seriedade. Não tem nada a ver com uma saia plissada.

(a foto é do Miguel Silva/ Jornal Sol)

publicado às 09:34

Quando a habitação deixa de ser vista como um lar de alguém e passa a ser vista como "um activo financeiro", as pessoas deixam de ser vistas como pessoas e passam a ser empecilhos, obstáculos a grandes negócios, gente sem nome que é preciso expulsar rapidamente para se poder ganhar mais dinheiro. É isto que está a acontecer actualmente em Lisboa: aquilo que devia ser um direito básico de qualquer pessoa passa a ser um luxo apenas acessível a alguns. E, por arrasto, estraga-se uma cidade.

Não sou muito adepta de discursos radicais, não venho aqui dizer que as casas deveriam ser gratuitas e que toda a gente tem direito a um T3 no Saldanha. Mas há mínimos. E esses mínimos estão a ser ultrapassados em Lisboa, onde o boom turístico, a especulação imobiliária, o crescimento dos mercados do "arrendamento curto" e do luxo, a falta de regulamentação e a muita corrupção estão a pôr em causa a capacidade de muitas pessoas para pagar uma casa. E, reparem, eu já nem estou a dizer para terem uma casa. Não se trata sequer de ser proprietário (ainda que eternamente devedor ao banco). Trata-se apenas de conseguir pagar a renda de uma casa para morar. E já nem estou a falar do direito a permanecer na casa ou no bairro onde sempre moraram, junto das pessoas que conhecem, integrados na sua comunidade. É mesmo só ter um teto, sabem?, uma cozinha, um esquentador, essas coisas básicas.

É disto que fala o filme O que vai acontecer aqui?, do colectivo Left Hand Rotation, que estreou esta semana no DocLisboa mas que está disponível na íntegra online. Este é o trailer:

Eu sei que ao verem este filme algumas pessoas vão achar que esta realidade não é a sua. Às vezes temos dificuldade em sair do nosso lugar de privilégio. Mas é necessário que o façamos. Pois a verdade é que já não estamos só a falar de uma margem da sociedade, estamos a falar de trabalhadores (se preferirem, da classe média). De pessoas que vivem do seu ordenado num país onde o salário mínimo é de 600 euros e o ordenado médio é de 943 euros (brutos). E mesmo que ganhem um pouco mais é complicado. Já viram os preços das casas? 

Se pensam que ficar sem casa é coisa que acontece só aos outros, imaginem o que seria se, um dia, a empresa onde trabalham entrasse em falência e ficassem desempregados aos 40 anos, ou se se divorciassem e tivessem que procurar uma outra casa e pagar a renda (e todas as outras despesas) sozinhos, ou se, de repente, for a vossa a casa a ser vendida para ser transformada num hostel.

Ou até uma situação menos dramática: todos nós conhecemos histórias de pessoas que, nos últimos anos, tiveram de sair da sua casa devido ao súbito aumento da renda. Deixaram o centro da cidade e mudaram-se para as periferias, para os arredores, para a outra banda, para algum sítio onde os preços das casas ainda são acessíveis - até deixarem de ser, porque a lei do mercado funciona assim e quando a procura aumenta os preços também aumentam. E também não sei se já ouviram falar da falta de professores nas escolas da Grande Lisboa - porque é tão caro mudar para aqui que, feitas as contas, os professores preferem ficar onde estão, sem trabalhar e sem receber o seu miserável ordenado.

Isto está tudo ligado. Os velhinhos da Mouraria e os professores que não querem vir para Lisboa são todos vítimas desta mesma situação. Estamos todos a ser expulsos da cidade. E ainda só estou a falar das pessoas, mas não podemos deixar falar das consequências disto para as cidades.

Sobre esse assunto, porque isto não está a acontecer só em Lisboa e porque é mesmo algo que nos devia preocupar, aqui fica mais um trailer de um filme que ainda não estreou em Portugal e ainda não vi mas sobre o qual estou bastante curiosa: Push, de Frederik Gertten.

publicado às 17:53

Lembram-se de quando, nas aulas de ginástica, os rapazes iam jogar à bola enquanto as raparigas iam jogar ao mata? Há 40 anos isto acontecia e ninguém estranhava; hoje, nas aulas de ginástica, rapazes e raparigas praticam os mesmos desportos e ninguém admite discriminações.

Até parece que estou ouvir as vozes do costume a dizer que isto é um extremismo, que mal é que tinha, que já não se pode com o politicamente correcto e que passamos a vida a preocupar-nos com coisas de nada quando devíamos estar mas é preocupados com a falta de professores. Mas, olhem, eu acredito que temos espaço nas nossas vidas para nos preocuparmos com muitas coisas diferentes e também acredito que estas mudanças aparentemente pequenas são, na verdade, muito importantes e são ao mesmo tempo motor e consequência das grandes mudanças que queremos ver na nossa sociedade.

Em dezembro de 2016, ou seja, há quase três anos, andei a fazer uma reportagem sobre o futebol feminino em Portugal. Foi uma das reportagens que mais gostei de fazer - porque partiu de um interesse genuíno meu e porque me permitiu conhecer uma realidade que eu até aí desconhecia. Quase todas as raparigas com quem falei foram gozadas em campo, em algum momento, e ouviram muitos piropos e, apesar disso, não desistiram da sua paixão. Já crescidas, treinavam, à noite, depois de cansativas jornadas de trabalho, e sem ganhar qualquer recompensa para além do gozo que aquilo lhes dava. Os jogos das mulheres atraíam pouco público e quase nenhum interesse por parte dos media. Mas as coisas já estavam a mudar. Depois do Braga, aquela foi a primeira época para a equipa do Sporting. Pouco depois, foi a vez do Benfica anunciar que ia criar uma equipa feminina. É bom ver o quanto evoluímos desde então. Sobretudo na formação das jogadoras mais novas e na aceitação da modalidade, que já não é (ou está a deixar de ser) vista como uma extravagância de um grupo de maria-rapazes.

Ontem, jogou-se o primeiro derby oficial, Benfica-Sporting, em futebol feminino. No estádio da Luz, a assistir ao jogo, estiveram 12 812 espectadores.

Porque as coisas não têm que ser como sempre foram.

Ainda há muito por fazer, claro. Mas a igualdade também passa por aqui. 

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Foto de Filipe Amorim/ Global Imagens

publicado às 14:32

Quando estava a escrever sobre Todas as coisas maravilhosas, do Ivo Canelas, andei à procura de uma música que se ouve ao longo do espectáculo e de que eu tinha gostado muito. Mas foi em vão. A única coisa que me lembrava era que a canção começava com a frase "the sun came up" (que no espectáculo se ouve várias vezes) e o google é fabuloso mas desta vez não me conseguiu ajudar. Ainda pensei pôr a Elis Regina (mais uma coisa maravilhosa) mas como queria que o post transmitisse uma energia mais positiva, que tinha mais a ver com a energia com que saímos dali, acabei por colocar o tema dos Violent Femmes, Blister in the Sun, que é o que encerra o espectáculo e que também tem um cantinho muito especial no meu coração.

Mas um leitor querido descobriu qual era a canção e mandou-ma (obrigado, obrigado). Chama-se Road to Joy e é do grupo americano Bright Eyes. 

Aqui está, portanto, este "caminho para a alegria" com votos de um bom fim-de-semana, apesar da chuva e dos testes que se aproximam (nem me digam nada). 

"Let's fuck it up boys, make some noise!"

Road to Joy, Bright Eyes

publicado às 09:41

Comecei esta série, "A felicidade nas coisas pequenas", a 3 de janeiro de 2013. A minha vida nessa altura estava um pequeno caos, depois de eu ter descoberto que o amor da minha vida afinal já não era o amor da minha vida e de me ter separado e de estar em vias de me divorciar. Mas nem tudo era mau. Há sempre pequenas coisas que nos deixam felizes. Às vezes coisas inesperadas. Coisas de nada. Quando estamos muito em baixo as pequenas coisas fazem a diferença e podemos ficar felizes com coisas tão simples como comer amêndoas de chocolate ou ver um arco-iris ou ouvir uma música de que gostamos ou receber uma mensagem de um amigo. Encontrar a felicidade nas coisas pequenas é uma das minhas estratégias para ultrapassar os momentos mais complicados.

Ora, é precisamente disso que fala o espectáculo Todas as coisas maravilhosas, de Ivo Canelas. Trata-se de um monólogo sobre a doença mental, a depressão e o suicídio e, sim, tem partes muito duras mas também é (surpreendam-se) bastante divertido. O texto original é do britânico Duncan Macmillan mas a versão portuguesa é muito boa e o Ivo Canelas é fantástico nesta dança entre os momentos mais emotivos e as explosões de energia (e ainda a responder aos espectadores-actores que nem sempre reagem como seria expectável). 

Resumindo: quando o protagonista tinha sete anos, a mãe tentou suicidar-se e para a animar ele decidiu começar a fazer uma lista de todas as coisas maravilhosas que existem no mundo, aquelas coisas por que vale a pena viver. Coisas como:

1. gelado

2. guerras de água

25. usar uma capa

A lista foi sendo atualizada, ao longo dos anos, sempre que a mãe sofria mais um episódio depressivo:

319. rir com tanta força que até se espirra pelo nariz

516. ganhar alguma coisa

577. bolachinhas no leite

994. cabeleireiros que ouvem mesmo aquilo que queremos

E foi-se complicando, tal como se complica a cabeça das pessoas crescidas:

1010. ler algo que descreve exactamente o que estás a sentir mas que não tinhas palavras para descrever

253 263. a sensação de calma que se segue à constatação de se estar metido em sarilhos mas que já não há nada a fazer em relação a isso

999 997. o alfabeto

(o resto da história têm de ir ver para saber como é)

A lista é infinita e é diferente para cada pessoa.

As minhas coisas maravilhosas, estou sempre a dizê-lo, são os abraços das pessoas de quem gosto, o sorriso dos meus filhos, os amigos, dançar, cozinhar, ler um bom livro, apanhar sol. E também: ir ao teatro com uma amiga numa sexta-feira à noite, pôr a conversa em dia, beber um copo de vinho e ainda poder rir e quase chorar com este espectáculo maravilhoso.

"Aproveitem, isto passa a correr."

Blister in the sun, Violent Femmes

publicado às 16:47

O maior desafio da maternidade? Uma pessoa acha que nada pode ser pior do que aqueles primeiros dois meses depois do nascimento do primeiro filho em que a sua vida se virou de pantanas, em que está exausta e com as hormonas aos saltos e só quer dormir uma noite inteira sem ter que dar de mamar nem trocar fraldas. Depois uma pessoa acha que nada pode ser pior do que separar-se e ficar sozinha com dois filhos pequenos e de repente ter que ser mãe e pai e correr de um lado para o outro para apagar todos os fogos e nem sequer ter um colo aonde desabar ao final do dia. E depois chega a adolescência e, juro-vos, nada é pior do que isto, assim ao nível do cansaço mental, do desespero de nos sentirmos umas completas incapazes na tarefa de educar um filho e do consequente sentimento de culpa. Os últimos dois anos têm sido, sem dúvida, o maior desafio da minha carreira como mãe. E o pior é que vai continuar e, provavelmente, ainda vai piorar, porque a adolescência do primeiro está longe de terminar e, entretanto, o segundo já dá sinais de se querer armar em adolescente. 

Não está fácil.

Uma vez que não há teenblogs, como há babyblogs, isto de ser mãe/pai de adolescentes acaba por ser muito solitário. Aqui estamos nós, apavorados com o que nos está a acontecer, mas achando que somos os únicos a passar por isto, que todos os outros pais estão felizes e contentes e só nós é que nos sentimos miseráveis. Visto de fora, a mim parece-me sempre que os filhos dos outros dão muito menos chatices do que os meus. 

É por isso que me sinto mais apaziguada quando encontro alguns artigos que me ajudam a desdramatizar um pouco os meus problemas - que, vendo bem, não são assim tão graves - e me dizem que isto que está a acontecer com o meu filho e comigo é, afinal, algo bastante normal.

Por exemplo, estes artigos:

Be prepared, give them space, let them fail: how to survive the terrible teens (no The Guardian)

Jaume Funes: "Educar um adolescente é dar-lhe autonomia e fazê-lo aprender a gerir riscos" (no DN)

Claro que as dúvidas e as preocupações continuam cá todas. E as respostas tortas dele e as discussões entre nós também. Mas ao menos, ao ler isto, não me sinto a pior mãe do mundo. E até consigo reconhecer que estou a fazer algumas coisas bem feitas e que, a seu tempo, hão de dar os seus frutos (hopefully).

E, assim, continuamos na luta. Nesta montanha-russa.

publicado às 22:13

07
Out19

Um voto no amor

Há muito tempo (há muito tempo mesmo) que não seguia uma noite eleitoral assim, do princípio até quase ao fim, com tanto interesse e, também, com tantos nervos. Fiquei muito feliz com a eleição da Joacine, ela representa muito daquilo que eu acho que mais precisamos na nossa sociedade: tolerância, igualdade, solidariedade, liberdade, democracia, diversidade, cooperação, inclusão, globalização. E amor. Sim, amor. Porque o amor é olharmos para além de nós, é termos empatia pelo outro, é querermos que os outros sejam felizes e acreditarmos que, neste processo, nós também seremos mais felizes.

Também fiquei triste ao ver que uma cada vez maior quantidade de pessoas defende, por um lado, políticas de exclusão e, por outro, políticas de competição. São nacionalistas e individualistas. Querem implementar políticas que criam barreiras e fossos entre as pessoas. Que as afastam. A minha ideia de sociedade não tem nada a ver com isto. A sociedade não deveria ser uma arena, onde nos degladiamos todos e onde só alguns sobrevivem. A lei do mais forte leva-nos geralmente, diz-nos a história, para lugares obscuros e, muitas vezes, violentos.

A sociedade em que eu gostaria de viver seria mais como um puzzle, onde todas as peças são diferentes mas todas têm o seu lugar e são todas necessárias para que o puzzle fique completo.

publicado às 18:55

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