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22
Jan10

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Quanto mais penso nisso mais me parece absurdo essa coisa de dar computadores, magalhães ou outros, em massa às criancinhas. Que os dessem aos meninos que andam no ciclo, vá lá, ainda percebia. Agora, às crianças de seis anos? Quanto mais penso nisso mais tenho a certeza que as crianças de seis anos precisam é de ser crianças e de brincar. Precisam de explorar a natureza e o mundo. De passear e de aprender. Não havia nada mais importante para fazer? Levar as crianças a espectáculos e exposições, equipar as escolas com todo o tipo de materiais para que elas possam fazer esculturas, pinturas e outras artes. Comprar-lhes puzzles e jogos. Bolas. Livros. Instrumentos musicais (além da pandeireta e da flauta). Levá-las a concertos. Dar-lhes formação musical de jeito. Ensiná-las a fazer bolos. Levá-las a andar de comboio e de carroça. A acampar. A ver as estrelas. A ver o mar. Mostrar-lhes os nossos monumentos. Garantir que têm uma alimentação decente. Não tinham onde gastar o dinheiro? E que tal não permitir que haja miúdos que têm de estar nas aulas com luvas e cachecóis? Não os deixar aprender em barracões que no verão parecem fornos? Dar-lhes pátios grandes, com árvores, jardins, hortas, espaço para correrem e jogarem à macaca? Dar-lhes pavilhões desportivos bem equipados. Mostrar-lhes que há mais desportos além do futebol. Piscinas. Passeios a cavalo. Quanto mais penso nisso mais me convenço que a última coisa que as crianças de seis anos precisam é de passarem (ainda mais) tempo em frente a um computador. As crianças de seis anos não deviam sequer ter computador.
Mas isto sou eu, que sou retrógada e, talvez, até um pouco ignorante, que não sei nada destas novas pedagogias. Isto sou eu que cada vez mais sinto que vivo num tempo e num mundo que já não existem.

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publicado às 21:49


13 comentários

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De Sofia a 22.01.2010 às 23:43

É isto, é isto mesmo. Há coisas muito mais importantes que o o Magalhães. Mas o que é certo é que a maioria dos pais nem se apercebe disso...
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De A mãe que capotou a 22.01.2010 às 23:52

E é aqui em baixo que se deve assinar ?
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De df a 23.01.2010 às 09:23

Assino por baixo! df
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De Carla a 23.01.2010 às 15:23

Subscrevo totalmente...
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De hoje vou casar assim a 23.01.2010 às 16:54

Eu concordo com o texto, e até já cheguei a ter grandes debates sobre isso.
Mas a verdade é que aprender a lidar com tecnologia desde cedo ajuda imenso ao desenvolvimento e a que se perca o medo do desconhecido e da inovação. E isso claro que contribui para o desenvolvimento do país.
A questão é que é preciso saber controlar muito bem a utilização do computador. Convém que os pais e os professores estabeleçam limites, e ao mesmo tempo vão verificando o tipo de coisas que a criança está a fazer.
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De Olho de Lince a 24.01.2010 às 00:06

Cheguei aqui através do Dias Assim e não podia concordar mais com este texto, parece que me tiraram as palavras da boca =)
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De Mar a 24.01.2010 às 09:15

Apoiado, apoiado, apoiado!!!

Eu acho exactamente a mesma coisa. Se somos tantos a achar isto, porque é que não conseguimos que alguém nos ouça?
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De Cristina Silva a 25.01.2010 às 10:24

Isto és tu cheia de razão, uma pessoa lúcida. Pena que nem todos sejam assim. Vivemos tempos difíceis.
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De Era uma vez... a 25.01.2010 às 13:46

Apoiado!
Ainda ontem vi uma nitícia sobre uma escola que utiliza "muito bem" o Magalhães e pensei... e o resto?
O Magalhães é de facto a última coisa que as crianças do 1º ciclo precisam!
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De Dorushka a 25.01.2010 às 18:56

Concordo consigo e acho que ainda se podia dizer muito, mas muito, mais acerca deste assunto. Talvez escreva sobre isso um dia destes.
Mas o que eu lhe queria dizer é que foi por todas as coisas que enuncia neste post, desde a falta de aquecimento, falta de equipamentos básicos, má alimentação, etc., nas escolas públicas, que eu decidi matricular o meu miúdo num colégio particular. É caro, muito caro, e, com outro quase a entrar para a creche, é muito difícil pagar a conta todos os meses, mas é um sacrifício que vale a pena, pois os filhos são o nosso maior tesouro e a sua educação o melhor investimento que podemos fazer.
(Apaguei o comentário anterior porque continha um erro de semântica que dava um sentido totalmente contrário ao que eu queria dizer...)

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