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Aos cinco anos, o António já não usava fralda mas ainda tinha noites complicadas. Tinha que o acordar para fazer xixi uma ou duas vezes. Podia acontecer (aconteceu várias vezes) levá-lo à casa-de-banho por volta da meia-noite e às cinco da manhã ele já estar com a cama toda molhada. Foi um desespero. Até que um dia, já muito perto dos seis anos, ele começou a acordar sozinho quando precisa ir à casa-de-banho e nunca mais houve descuidos.

O Pedro tem três anos feitos em Maio e pediu para deixar de usar fralda. Eu aguento, mãe, disse-me ele. Experimentei acordá-lo a meio da noite. O miúdo sentou-se na sanita a chorar dizendo que não queria fazer xixi e, verdade seja dita, nem uma gota deitou. Duas vezes isto. Experimentei pôr-lhe uma fralda à socapa, enquanto dormia. E na manhã seguinte o Pedro choramingava que já é crescido e não quer dormir com fralda. Duas vezes isto e duas vezes a fralda seca. Decidi confiar no rapaz. Afinal, o máximo que poderia acontecer era ter que trocar os lençóis a meio da noite. Não é uma coisa muito agradável mas também não é nada do outro mundo. Esta noite, por volta das duas e meia, o Pedro apareceu no meu quarto e pediu para ir à casa-de-banho. Correu lindamente. Independentemente do que aconteça nas próximas noites, está visto que cá em casa não se vai gastar mais dinheiro em fraldas.

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publicado às 10:56


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