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04
Nov08

It's killing me

O pior não são as noites mal dormidas, as correrias para lá e para cá, os bifes descongelados à pressa, o arroz que não sabe a nada, o pior não é a roupa que se acumula para passar a ferro nem o pó em cima da televisão, não é a balbúrdia dos banhos e do jantares com gritos e choros pelo meio nem é o facto de às dez e meia da noite já estar mais morta do que viva, o pior de tudo, aquilo que me angustia mesmo, é pensar que não vou conseguir fazer isto tudo tão bem como gostaria. Que quase não tenho tempo para brincar com o bebé. Que quase não tenho paciência para jogar à bola com o miúdo. Que os fins-de-semana não são tão prazeirosos como era suposto. Isso é que é o pior. E só espero que no meio desta loucura que é a nossa espécie de vida eu tenha capacidade para evitar falhas realmente graves. Estou preparada para regredir na carreira e para ser a pior dona-de-casa mas não iria suportar olhar para trás um dia e perceber que tinha sido uma mãe medíocre.

publicado às 11:29


11 comentários

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Joana Pestana 06.11.2008

Tentar todos os dias, nem que seja só meia-hora, estar única e exclusivamente com eles.
Sem cair na tentação de (ao mesmo tempo) arrumar, limpar, cozinhar ou até espreitar o jornal.
Dar-lhes atenção, brincar com os carrinhos, ler um livro, fazer-lhes cócegas, dar-lhes miminhos.
O que parece ser fácil, não é assim tão simples, porque perante a visão de uma casa desarrumadíssima e suja, o jantar que não se faz sózinho, a pressão de ficar só mais um bocadinho no emprego, corre-se o risco de se perder qualquer coisa lá pelo meio.
É que eles crescem tão depressa...

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