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Esta Madrasta é uma querida amiga que atura um grande grande amigo (e mais o seu pimpolho) e que, além de gostar de escrever e tirar fotografias, tem sempre os braços abertos para nos receber com alegria, comidas saborosas e um copo de vinho. É uma madrasta boa, como não há nas histórias, só na vida real. Bem vinda à blogosfera, "Angelina".

publicado às 23:24

Não é que não tenha coisas para dizer, que tenho. E até as tenho escrito. Mas é que. Um dia conto. Até lá vamos ficando assim com músicas e fotos e vídeos e frases que as outras pessoas andam a dizer e fazem todo o sentido.

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publicado às 23:04

Um amigo chamou-me a atenção para o facto de os leitores deste blog poderem estar um pouco confusos por eu intercalar posts sobre miúdos com posts sobre homens, a blondie a seguir ao galo gordo, o coelhinho branco antes do brad pitt. Eu ri-me. Confusos porquê? Como se uma pessoa só por ser mãe deixasse de apreciar os abdominais do ryan gosling.

O meu blog é como a minha vida. De manhã faço biscoitos com as crianças, à noite posso ir beber um gin com um gajo giro (ou pelo menos sonhar com isso).

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publicado às 12:18

14
Mai13

Longe daqui

A vida, a vida verdadeira, felizmente, não se vive através dos teclados dos computadores. Seja a escrever notícias, a facebookar ou a atualizar o blog. Escrever é bom e, para mim, é algo absolutamente necessário. Mas a vida, a vida verdadeira, acontece longe dos teclados e escreve-se no nosso corpo. Nas rugas e nas dores. No colo que lhes dou. No colo que preciso. Nas lágrimas e nos risos. Nos abraços e nos beijos. Dentro da minha cabeça. À frente dos meus olhos. Nas nossas mãos. Nas palavras ditas. Nas palavras caladas. Estes dias (estas semanas, estes meses, este ano) têm sido um pouco assim. Estou por aqui mas, na verdade, estou muito longe daqui.

publicado às 11:45

04
Mar13

Já cá estamos

Marisa Monte, "O que você quer saber de verdade"

publicado às 15:47

24
Set12

Liberdade

Parece que o que dá "ibope" é falar de sapatos e publicar fotos de vestidos. Mas não me apetece.

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publicado às 10:40

O Pedro não se conforma com o facto de eu não ser uma blogger a sério. Que não tenho uma lista de blogs preferidos aqui ao lado, que não faço (não sei fazer) links nos meus posts, que não tenho contador e por isso não sei quantas pessoas me lêem nem de onde vêm, que não participo nos grandes debates da blogosfera. É uma pena, diz ele. Mas eu gosto de estar assim, na semi-clandestinidade. Só cá vem quem me conhece e eu não tenho que fazer cerimónia, posso receber as visitas de roupão e pantufas. Foi por isso que hesitei um pouco quando o Pedro me convidou a ir lá, ao Delito de Opinião. É um pouco intimidante, confesso. Mas, pronto, uma pessoa não se pode deixar vencer pela timidez, não é? Cresce e aparece, Maria João. De modos que hoje me arranjei a preceito, vesti roupa nova, pus um batôn, e aqui estou pronta a receber todos os quiserem vir cuscar a minha casa. É uma vez sem exemplo. Aproveitem.

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publicado às 10:22

29
Dez08

As listas

Por estes dias anda toda a gente a fazer listas. De filmes, de livros, de músicas, de espectáculos. Eu adoro listas. Mas este ano isto está difícil. Não li o Roth nem o Coetzee nem o Auster. Não ouvi os Last Shadow Puppets. Não vi o Leonard Cohen. Não vi o Hunger nem o Querido Mês de Agosto. Terei ido ao teatro? (glup, até engulo em seco de vergonha) Sei que vi uns filmes de que gostei, a grande maioria em dvd, como o Juno ou o There Will Be Blood, foram mais com certeza mas agora não me ocorre. Sei que li uns livros, muitas biografias e algumas ficções, quase todos eles com sotaque brasileiro mas, embora tenha gostado do Cristovão Tezza e me tenha surpreendido com o humor da Adriana Calcanhotto, não me parece que daqui a uns anos me vá recordar com precisão dos livros lidos em 2008. A bem dizer não me lembro de este ano ter feito grande coisa na minha vida para além de trabalhar, dedicar-me à família (e já foi bom, nem toda a gente se pode dar ao luxo de dizer que pariu mais uma criancinha este ano, pois não?) e, ah, claro, passar horas infidáveis na internet. A internet salvou-me durante os cinco meses que passei de licença de maternidade (mas como, como é que eu tinha sobrevivido da outra vez?) permitindo manter-me ligada ao mundo, vendo cada vez menos (e menos e menos e menos) televisão, procurando mil e uma coisas no youtube, navegando de blogue em blogue até já não conseguir encontrar o caminho de regresso, e, até, imagine-se, descobrir, sozinha, sem a ajuda das recensões do expresso nem a indicação de amigos, um novo autor fétiche. Chama-se Antonio Prata, é brasileiro (para não variar) e, para já, só o conheço do blogue mas estou com muita vontade de ler os seus livros. Foi assim 2008. Completamente desligada mas ao mesmo tempo ligadérrima.

publicado às 22:10

13
Nov08

Sem palavras

O problema de ter voltado a trabalhar é que me parece que gasto as palavras todas a escrever notícias e noticiazecas e, quando chego ao fim do dia, já não consigo pensar quanto mais escrever alguma coisa de jeito. Eu até me sento ao computador mas a única coisa que sai é um grande mahna mahna.

publicado às 10:27

17
Jul08

Coming out

Apetecia-me escrever sem contar os caracteres nem ter que obedecer a fórmulas. Escrever sem ser por obrigação, escrever sobre alguma coisa que me interessasse minimamente. Apetecia-me escrever e podia simplesmente ter aberto um documento em word e começado a teclar mas, em vez disso, criei um blogue. Começou por ser um desafio pessoal. Será que tenho alguma coisa para dizer? Será que vou conseguir escrever com pés e cabeça? Será que isto vai ter algum interesse? Eram dúvidas a mais para alguém já de si muito inseguro por isso, pelo sim pelo não, este cantinho manteve-se mais ou menos secreto. Contei a meia dúzia de pessoas, não mais, só para saber o que elas achavam disto. Depois contei a mais duas ou três, e essas contaram a outras e desataram a fazer links para aqui e, como já se previa, a coisa começou a escapar ao meu controlo. Quando apareceram os primeiros comentários de pessoas que eu não conhecia de parte nenhuma demorei uns dias a recuperar do choque. Ui, há gente que me lê, e agora? E agora, continuo. Uns dias mais inspirada, noutros sem ponta por onde se lhe pegue (como, aliás, se pode constatar numa visita ao arquivo). E com isto se passou um ano. Para assinalar a data a Gata vai revelar o seu nome - mas há alguém que ainda não saiba? Não que isto tenha grande importância para o mundo em geral mas, enfim, para mim é um grande passo, é assim uma espécie de saída do armário, esta sou eu e não me envergonho de o ser, como quem assume um vício:
- olá a todos, o meu nome é maria joão caetano e tenho um blogue.
E pronto. Agora já sabem. E eu espero aguentar-me à bronca.

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publicado às 09:36


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