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 Carinhoso, de Pixinguinha (1917), aqui por Paulinho da Viola e Marisa Monte

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publicado às 10:24

Esta semana, fui duas vezes a Cascais, em trabalho. Da primeira vez, eram quase seis horas, anoitecia e chovia muito. Hoje, era meio-dia e estava um sol de verão. Das duas vezes fui ouvindo um disco dos Blur que era o que estava ali à mão e das duas vezes lembrei-me do concerto deles a que assisti no festival Super Bock Super Rock. Estive quase para não ir. Estava a atravessar uma daquelas fases em que tudo parece correr mal, estava a trabalhar nesse fim-de-semana e sentia-me muito cansada e ainda por cima parecia que não ia arranjar companhia. Decidi ir, contrariando a minha letargia. E foi um concerto espectacular. Diverti-me mesmo, apesar de tudo o resto.

Isto de conseguir suspender os problemas, esquecer momentaneamente que eles existem, sejam eles quais forem, e aproveitar o que temos de bom é uma arte que não está ao alcance de todos, pelo que vou percebendo. As pessoas parece que gostam de ficar enredadas nos seus azares, a matutar nas desgraças, a sofrer antecipadamente por tudo o que ainda está para vir. Eu cá sou pragmática. Não sei se isso é bom ou se é mau, mas é assim que sou e, até ver, tem funcionado. Há quem me ache fria. Mas foi essa frieza que me permitiu continuar com o trabalho, as crianças e a vidinha, mesmo quando perdi o chão. É essa frieza que me permite (bom, nem sempre, mas quase sempre) trabalhar sem pensar nos problemas da vida, estar com as crianças sem pensar no resto, encontrar momentos de alegria até nos dias piores. Não se trata de ser inconsciente. Trata-se de ir resolvendo o que há para resolver, ao mesmo tempo que aproveito o que há para aproveitar. Desvalorizar o que não merece ser valorizado. Relativar, sempre. Seguir em frente

Experimentem. Vão ver que vão ser muito mais felizes.

E já agora ouçam o Chico, citado no título, que vale sempre a pena:

(outra coisa que pensei nestas viagens foi que já estive em vários concertos que foram mesmo especiais, um dia destes tenho que fazer uma lista. isto de fazer umas viagens sozinha, sem as crianças, é óptimo para arrumar ideias)

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publicado às 22:14

Uma criada interna, a excelente Regina Casé. Chama-se Val, veio do nordeste para São Paulo para trabalhar e ganhar dinheiro para mandar para a filha, lá longe. Mora no quarto dos fundos, não come o gelado dos patrões e nunca entrou na piscina. E é ela que faz a vida daquela família funcionar. Foi ela que tomou conta de Fabinho quando ele era criança, é ela que leva o cão a passear, é ela que acorda o rapaz, agora já crescido, para ele ir para a escola, que põe a comida na mesa, que tira os pratos, que serve os aperitivos, que faz o que tem de ser feito. É no colo dela que Fabinho continua a procurar consolo quando algo lhe corre mal. Um dia a filha de Val aparece e instala-se ali. Jessica recusa-se a ser tratada como a mãe, pois não é criada da família. Mas também não pode ser tratada como uma visita dos patrões, que não é. Qual é o seu lugar? E como é que a presença dela vai alterar a vida naquela casa? Pode a filha da criada sentar-se à mesa com os patrões e ficar tudo na mesma?

Que hora ela volta? é o filme de Anna Muylaert que está a fazer furor no Brasil. Estreou em Sundance, foi premiado em Berlim e é o candidato brasileiro aos Óscares. É um filme que fala de classes e de consciência de classe. Mas é também um filme sobre o trabalho doméstico. E sobre mães e filhos (o título em inglês é The Second Mother). Parece que vai estrear em Portugal. Eu já vi e digo(-te) que vale a pena.

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publicado às 00:32

E dançar e dançar e dançar"

Alegria, de Arnaldo Antunes

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publicado às 16:41

Uma exposição de fotografia. Na Gulbenkian, até 19 de abril. Ideal para quem, como eu, tem um pézinho brasileiro.

PF2015_Modernidades_010BAXA17252_Gautherot.jpgesta é uma imagem de Marcel Gautherot (1910-1996)

PF2015_Modernidades_028JMOR055_medeiros.jpge esta é de José Medeiros (1921-1990), de quem já tinha falado aqui.

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publicado às 01:28

12
Fev15

Rio

Tantos locais que gostava de conhecer. Praticamente um mundo inteiro por descobrir. Já estou mais ou menos conformada que, pelo menos nesta vida, não vou conseguir viajar tanto quanto gostaria. Mas o Rio de Janeiro... como é possível nunca ter ido ao Rio de Janeiro?

(o vídeo é de Joe Capra)

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publicado às 10:26

Estou a ler 'Holocausto Brasileiro', um livro de Daniela Arbex sobre o hospício de Colônia, em Barbacena, no Brasil. Impressionante.

livro.jpg

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publicado às 19:24


Marisa Monte e os Novos Baianos

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publicado às 01:00




Adriana Calcanhotto

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publicado às 01:00


Chico Buarque

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publicado às 01:00


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