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Fazem-me sempre confusão as pessoas que contam quantos livros leram ao longo do ano. Isso diz o quê? Ler 15 livros é muito ou pouco? Quanto é que é suficiente? Se eu ler 50 livros sou uma pessoa melhor? Se eu gostasse de ler o Geronimo Stilton e outros do género poderia ter lido 50 livros este ano. E depois? Os livros de receitas também contam? E os audiolivros? E tudo o que uma pessoa lê na internet - reportagens, ensaios, crónicas? Ai, não, as crónicas só contam se estiverem em livro. E os livros de crónicas valem o mesmo que os romances? Os romances de cordel valem mais ou menos do que os ensaios filosóficos? Ler é bom, mas se contamos os livros também contamos os filmes? Os concertos? Os espectáculos? As pessoas que amámos? As pessoas que perdemos? Os beijos que demos? As gargalhadas que gargalhámos? Quantos abraços recebi este ano?, ora aqui está uma contabilidade que me agradaria fazer.
Esta obsessão que as pessoas têm com os números. Sim, ler é óptimo, leiam, leiam que só vos faz bem, mas lembrem-se que a felicidade, a inteligência, a amizade, a honestidade e tantas outras coisas boas e importantes na vida não cabem numa folha de excel.