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Entrei na Coster Diamonds, a mais antiga fábrica de diamantes de Amesterdão, sem saber exactamente o que esperar. O guia era uma figurinha e falava num inglês macarrónico, mas com muita piada. Às tantas levou-nos para uma sala, fechou a porta à chave (por motivos de segurança - "are you ok with it?") e começou a mostrar-nos pequenos e maravilhosos diamantes, explicando os quilates, a cor, os cortes e os preços proibitivos (o mais caro que vimos custava mais de 8 mil euros) daquelas preciosidades. "Se estiverem interessados em alguma coisa, em 15 minutos podemos aplicar o diamante num anel ou noutra jóia", disse, com ironia, para aquela meia dúzia de turistas de mochilas às costas e olhar deslumbrado. Palpita-me que nunca mais vou estar assim tão perto de um diamante.


   


Continuei a passear à chuva, tentando não ser atropelada por nenhuma bicicleta - eu adoro as bicicletas, acho o máximo que toda a gente ande de bicicleta, faça chuva ou faça sol, com crianças e com compras, sempre a grande velocidade, mas uma pessoa às vezes esquece-se de ver bem por onde anda e apanha uns sustos. Amesterdão é uma cidade fantástica para passear a pé. Pode-se andar, andar, andar. E tem cafés bem simpáticos. Já tinha reparado nisso da outra vez e agora confirmo-o. Há cafézinhos super confortáveis ('cosy' é o termo certo), sem aquele estardalhaço de chávenas e televisão e mesas de metal que é habitual em Portugal. Almocei na Corner Bakery, um sítio amoroso com cheiro a bolos acabados de sair do forno. Depois de uma grande aventura para a rapariga me traduzir a ementa para inglês, escolhi uma salada de quinoa e uma limonada (ena, ena, tão saudável).


  


Mais umas voltas e, no regresso ao hotel, passei na Pieter Cornelisz Hoofstraat, que é uma rua pequena mas que mete a avenida da liberdade num canto. Ali estão todas as marcas que importam. Todas mas mesmo todas. Da Gucci à Armani passando pela Tiffany's, Jimmy Choo, Escada, Chanel, Agent Provocateur, Lacoste, Burberry e muito mais, porta sim, porta sim. Agora que penso nisso, acho que me limitei a ver os nomes das lojas e nem parei para olhar para nenhuma montra. Assim se vê o que eu ligo a estas coisas...

O Roy tinha razão. A partir das 3 horas, como que por magia, o sol começou a brilhar e ficou um dia lindo, de frio e céu azul. Infelizmente estava na hora de trabalhar.

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publicado às 18:19


1 comentário

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Gata 04.03.2014

Susana, fiquei no Best Western - Leidse Square, que fica no bairro dos museus e a 15 minutos a pé do centro. É um típico hotel para turistas, sem luxos, mas que cumpre bem o seu papel. :)

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